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quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Aluguel de mesas e cadeiras no Kipupa Malunguinho 2019


Mesas e cadeiras no Kipupa Malunguinho

Este ano, as mesas e cadeiras serão alugadas. Cada terreiro, grupo ou pessoa individual pode reservar pelo fone (whatsApp) 81 98518-5365. Para garantir o aluguel, deve-se entrar em contato, pedir quantidade desejada, pagar via conta bancária que será enviada e após depósito ou transferência, mandar comprovante para que seja efetivado seu nome na lista de reservas.

Para quem desejar comprar na hora, também poderá, correndo o risco de não ter, dependendo da quantidade de mesas e cadeiras já alugadas anteriormente.

As reservas poderão ser feitas até o dia 27 de setembro. Corra e garanta seu conforto.

#KipupaMalunguinho #Catucá #JuremaSagrada #Catimbó #Malunguinho #Axé #PovodeTerreiro #Candomblé #MataSagrada #MesaseCadeirasnoKipupa


Alexandre L’Omi L’Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Acorda Povo de Peixinhos 2016 celebra 30 anos de resistência na fé em Xangô e São João


Acorda Povo de Peixinhos 2016
Celebra 30 anos de resistência na fé em Xangô e São João


Demorei 28 anos esperando receber esta bandeira, e por esta tradição farei o melhor! Vamos celebrar os 30 anos do Acorda Povo de Peixinhos!

A Casa das Matas do Reis Malunguinho, meu terreiro de Jurema (em seu endereço provisório) tem o prazer de convidar todas e todos para a levada da Bandeira de São João por mim recebida ano passado pelo GCASC - Grupo Comunidade Assumindo Suas Crianças - detentor desta tradição. 

Dia 22 de Junho de 2016, o Bairro de Peixinhos mais uma vez vivenciará e celebrará esta linda celebração que é levada com muita garra e seriedade há 30 anos (comemorados em 2016) pelo GCASC. Sabemos que esta tradição tem mais de 50 anos no bairro, e que há 29 anos o Grupo se responsabilizou em manter vivo este patrimônio imaterial, afinal, se percebia na época (há 30 anos) que esta procissão junina estava se extinguindo. Este ato, nos garantiu hoje vermos viva uma das mais lindas procissões sincréticas e híbridas do Brasil.

Nos últimos anos vimos na madrugada do dia 22 para o dia 23/06 uma multidão de aproximadamente mil pessoas acompanhando esta Bandeira. Isso é muito forte e demonstra o quanto as pessoas envolvidas se dedicam para agregar o máximo possível de membros da comunidade para manter viva nossa cultura. Isso me emociona muito.

Dia 22 de junho, às 00h a Bandeira de São João com toda sua orquestra de tambores tocando coco, sairá pelas ruas do bairro a partir da Rua da Harmonia, n°27 (nosso terreiro/casa), para ser entregue na Rua do Cajueiro. Faremos uma celebração à Xangô antes da meia noite com os ilús sagrados da tradição nagô, tocando e invocando o Orixá do fogo e da justiça.

A partir das 18h, teremos shows de coco e forró pé de serra animando a comunidade antes da grande procissão. Cheguem cedo, vamos aproveitar a festa. Contaremos com os coquistas do bairro que cantarão fazendo a tradicional roda de coco de Peixinhos.

Teremos fogueira, comidas típicas e muita alegria para amanhecer o dia com toda fé no nosso senhor Xangô, Malunguinho e São João Batista.

Estão todas e todos convidados. Venham celebrar comigo este momento histórico na minha vida. Axé e salve a fumaça!

Estou muito agradecido pelo reconhecimento da comunidade. Isso nos fortalece!

Quem quiser saber o que é o Acorda Povo através de dados históricos, visite: 


Serviço:

Acorda Povo de Peixinhos 2016
Saída da Bandeira - 22 de Junho às 00h
Shows e roda de coco à partir das 18h
Local: Casa das Matas do Reis Malunguinho - Rua da Harmonia, n°27
Grátis e na rua, é um evento da comunidade!


Alexandre L'Omi L'Odò
Casa das Matas do Reis Malunguinho 
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

VIII Kipupa Malunguinho, Triunfando na Jurema! Agradecimentos

 VIII Kipupa Malunguinho (altar) - Foto de Juliana Düb.

VIII Kipupa Malunguinho
Triunfando na Jurema!

Agradecimentos

Mais um ano realizamos o Kipupa Malunguinho, Coco na mata do Catucá com êxito e alegria. Já na VIII edição, continuamos com nossa missão de fortalecer o Povo da Jurema em sua completude, tanto teológica quanto de representação política na sociedade, contribuindo para o levante da auto-estima destes, para que possam se afirmar como juremeiros e juremeiras, colocando a Jurema em um lugar mais decente perante sua história e contribuição para as demais religiões que posteriormente chegaram ao Brasil.

O Kipupa, mais uma vez reafirmo, não é uma “festa nas matas”, ou um “piquenique de Jurema”, ou até mesmo uma “caminhada de Malunguinho”. O Kipupa é o maior encontro de troca de saberes entre juremeiros e juremeiras que existe até hoje no país, evento que traz pessoas de toda parte do Brasil para conhecer um espaço histórico na luta do Povo negro e indígena de Pernambuco, também, para conhecer a história de Malunguinho e vivenciar uma experiência profunda com a ciência da Jurema Sagrada e com os saberes da cultura popular e tradicional em matas sagradas e consagradas à seu Reis e demais entidades e divindades. Também, é um grande ato de fé coletivo consciente, não devemos esquecer... Este momento também faz parte de um calendário já tradicional para nosso Povo, pois setembro já é o mês de Malunguinho para muitos terreiros que entenderam o papel de reconhecer nossas divindades com a dignidade que elas merecem nos rituais internos e na vida cotidiana, afinal, Malunguinho também é um herói de nosso povo, e assim devemos celebrá-lo.

Realizar um evento deste porte não é fácil... Muito trabalho, muita luta, meses de idas e vindas em secretarias, salas, conversando com pessoas, pedindo ajuda, realizando reuniões, correndo e correndo para garantir o melhor em estrutura e condições pra nosso povo se sentir a vontade pra poder juntos expressar o que de melhor temos em nós: nossa ciência.

Assim é o Kipupa Malunguinho, evento que cresceu junto com a consciência do povo da Jurema para construir novos rumos para nossa religião, tendo como referência o herói Malunguinho, guerreiro do Catucá que até hoje nos protege e orienta, cumprindo seu papel histórico e divino.

Temos que agradecer muito a todas e todos que ajudaram o evento a acontecer, pois sem estes não poderíamos ter o realizado, claro (rsrsrs). O evento ainda não tem a estrutura que merece, nem o reconhecimento por parte do poder público local e estadual que almejamos, mas estamos na luta, às vezes até nos humilhando por apoio... Esta fase um dia há de passar, pois creio que as entidades não estão cegas e insensíveis a toda essa luta que travamos pelo nosso povo e por eles também, a final, entendemos tudo isso como uma missão, uma missão cara, difícil, pesada, nada confortável, mas válida e necessária para podermos inverter nosso lugar de exclusão que ainda vivemos. Portanto, lutar foi nossa escolha. Não queremos ficar dentro de nossas casas apenas soltando fumaça pra ajudar “freguês” ou filhos, queremos soltar nossa fumaça pra mudar um paradigma social histórico de exclusão e racismo a que todos nós estamos submetidos indesejadamente, e por isso damos nossa cara à tapa.

VIII Kipupa Malunguinho - Gira de abertura. Foto de Rennan Peixe.

Obrigado a Malunguinho por mais um ano de vitórias e agregação de pessoas em prol dessa luta. Obrigado a ciência mestra da Jurema Sagrada que nos permite realizar este evento. Obrigado a Tupã pela nossa existência e força vital. Obrigado a toda equipe do Quilombo Cultural Malunguinho, e a todas e todos que ajudaram mesmo sem pertencer ao QCM oficialmente; Obrigado aos apoios de: Mãe Graça de Xangô pela ajuda imprescindível na vendagem das camisas “A JUREMA MERECE RESPEITO”; obrigado a Pai Messias por ter organizado seu terreiro para contribuir com o evento; Obrigado a Pai Tonho de cajueiro Seco por mais um ano estar conosco; Obrigado a Vado Juremeiro por ter se disponibilizado a organizar o ônibus da Vila das Lavadeiras; Obrigado a Ana de Oyá por ter ajudado a vender uma parte das camisas; Obrigado a todas e todos que compraram as camisas (esta grana ajudou demais ao evento se realizar). Obrigado ao secretário de Estado Oscar Paes Barreto, a Isaltino Nascimento, ao vereador do Recife Vicente André Gomes, ao vereador do Recife Raul Julgmann; obrigado a Prefeitura de Abreu e Lima na pessoa de Wellington Tiago – secretário de Turismo e Cultura do município; obrigado a Amauri Cunha coordenador do Núcleo Afro da Prefeitura do Recife; Obrigado a prefeitura do Recife pelas águas enviadas; obrigado a prefeitura de Olinda através da secretaria executiva da Mulher comandada por Donana Cavalcanti; obrigado à Rita Honotório e sua irmã Juliene pelos fogos doados; obrigado a Juliana Bison por ter se disponibilizado a organizar o ônibus de Peixinhos; Obrigado a Anne Cleide por ter se disponibilizado a ajudar nos ônibus do centro do Recife; obrigado a Graça Bastos; obrigado a Eric Assumpção pela ajuda decisiva para a realização do evento em loco; obrigado a Vivi e a Wilson Maraca pela ajuda imprescindível em toda estrutura do evento um dia antes e no dia, inclusive no esvaziamento dos buracos de lama a balde; Obrigado a Jorginho meu filho que com sua luz me ajudou a suplantar as dificuldades; obrigado a Arthur Lima pela decoração e ajuda em geral que deu; obrigado à Kamilla da Costa pela contribuição efetiva ao evento e na ajuda que deu durante o dia do mesmo; Obrigado como sempre à Juarez e a Nani que sempre nos ajudam muito neste processo; Obrigado a Eliane do Mercado de São José, da Casa Abre Gira por nos ajudar a vender os bilhetes dos ônibus; Obrigado ao SAMU pela cobertura com uma ambulância no local; obrigado à Polícia Militar de Pernambuco nas pessoas da capitã Lucia Helena do GT Racismo da Polícia e do Capitão André Luan; Obrigado ao terreiro Mensageiros da Fé, casa que sustenta os fundamentos de Malunguinho através de Sandro de Jucá e Dona Dora (meus padrinhos); obrigado ao Ministério da Saúde por ter enviado o professor Jayro Pereira de Jesus, e obrigado ao professor por ter vindo do RS dar o curso de Afrobioética na Semana da Vivência e Prática da Cultura Afro Pernambucana e por ter participado do Kipupa com uma fala importante; Obrigado à professora Célia Cabral e a Escola Estadual Mariano Teixeira por terem realizado mais um ano a Semana de Malunguinho (Lei estadual 13.298/07); Obrigado à Alexandre Miranda pelo apoio dado; Obrigado à deputada estadual Tereza Leitão e seu assessor Félix Aureliano pelo apoio dado; Obrigado ao CEPIR e ao Governo do Estado pelo fundamental apoio dado; obrigado a Diego, motorista que me conduziu cruzando toda cidade entre dos dias 18 a 22 de setembro de 2013 – sua sensibilidade e harmonia ajudou muito a tudo dar certo; Obrigado à Nino do Bojo da Macaíba pela confecção de todas as artes usadas no evento; E um obrigado muito especial aos grupos culturais que fizeram a festa vibrar com seus cocos – Coco de Roda Bojo da Macaíba, Coco dos Pretos, Grupo Bongar, Mestre Zé Negão e ao pessoal da LAIA e ao mestre Zeca do Rolete. Ainda, agradeço a todas e todos que esqueci de colocar aqui (reinvidiquem se necessário que coloco – rsrs).

Mesmo tendo levado uns NÃO’S de instituições nacionais de Brasília que deveriam nos ajudar, o evento aconteceu, isso se deve a muita luta.

No meio de todo este processo, ainda pudemos fortalecer mais ainda a Rede Nacional do Povo da Jurema através da grande adesão por parte dos juremeiros e juremeiras e outros presentes que assinaram a ficha de adesão oficial da Rede. Em breve vem novidade por ai do nosso Povo, aguardem...

O IX Kipupa vem ai... Vamos preparar os cachimbos que a pisada vai ser forte! Simbora Povo da Jurema, buscar nosso lugar! Salve a fumaça!!!

Sobô Nirê Reis Malunguinho!
Salve a Jurema Sagrada!

Alexandre L’Omi L’Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
Rede Nacional do Povo da Jurema

sábado, 8 de outubro de 2011

Música Malunguinho do Grupo Bojo da Macaíba


Malunguinho

Música Malunguinho
Grupo Bojo da Macaíba

Com muito carinho disponibilizamos aqui no nosso blog o lindo coco feito em homenágem ao Mestre Malunguinho, nosso patrono na Jurema. O Grupo Bojo da Macaíba lançou essa música no VI Kipupa Malunguinho e teve presente para abençoar seu pessoal o próprio Mestre. Com muita fumaça agradecemos ao Grupo pelo belo trabalho em prol da preservação e reconhecimento da memória de nossas referências históricas e religiosas. Salve.

Clik na cetinha lá ensima para houvir a música!!

Visitem o site do grupo: www.myspace.com/bojodamacaiba


Alexandre L'Omi L'Odò.
Coordenação Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

sábado, 18 de junho de 2011

"Galo Preto, O Menestrel Do Coco" - Release Oficial do Filme

Release do Filme/Documentário
“Galo Preto, O Menestrel do Coco”.

Nascido em 1935, no hoje reconhecido Quilombo de Rainha Isabel no município de Bom Conselho de Papa Caças, agreste meridional de Pernambuco, cresceu o menino Galo Preto, que herdou de sua família toda tradição do coco sertanejo e brejeiro, também da poesia de repente e embolada. Típico cantador de coco, resguarda em si o traço genético da percussão e da criatividade virtuosa do repente, além da história dos seus antepassados, cantadores tradicionais.

O filme/documentário, “Galo Preto, o Menestrel do Coco”, 46’min., do cineasta e roteirista Wilson Freire, conta a história do senhor Tomaz Aquino Leão, Mestre Galo Preto, que é o último representante vivo e ativo da tradição do coco do Quilombo de Rainha Isabel e da tradição de sua família. Com roteiro e pesquisa surpreendentes, cheio de surpresas e informações preciosas, que remontam à história do ritmo musical conhecido como coco e da música popular no país, trazendo à luz, personagens incríveis de seu convívio, este documento audiovisual torna-se uma peça indispensável para o avanço do reconhecimento dos grandes mestres negros e índios das culturas tradicionais. Além de ser um elemento que garante a preservação da memória deste singular artista que fez do coco e da embolada, enfim, da música, sua vida. Aos 75 anos de idade, o Mestre Galo Preto, continua ativo e criativo, dando à cultura que pertence, a perspectiva de continuidade e, é acima de tudo, um patrimônio de todos os brasileiros, merecendo este reconhecimento.

O filme, ainda, revela segredos guardados há décadas e remonta uma linha do tempo do negro na mídia nacional, sobretudo na resistência do coco, como elemento de auto-estima e referência da música pernambucana para a construção de novos rumos no mercado musical das décadas de 1960 a 1990.
Este registro nos traz informações valiosas de pesquisa e das relações artísticas culturais entre os pernambucanos.

O Mestre Galo Preto aceitou realizar este filme para garantir a salvaguarda de sua história e tradição, que como missão de vida, pretende deixar para os mais novos, para que nunca morra esta cultura que ele mesmo diz ser “negra/indígena e pernambucana de seus ancestrais”.

Registrar, em audiovisual, parte desta história e oralidade é contribuir para que essa memória se mantenha viva e dinâmica, que ela possa dar luz a novos pensamentos, que ela possa contribuir para a perpetuação do coco.

Lançamento Oficial: 24 de Junho de 2011 – Nascedouro de Peixinhos às 19h.
Informações: 55 81 8887-1496 / alexandrelomilodo@gmail.com
Valor para compra: R$: 20


Ficha técnica do Filme/Documentário “Galo Preto, O
Menestrel do Coco”.

Roteiro e Direção: Wilson Freire
Pesquisa, produção e pós-produção: Alexandre L’Omi L’Odò
Produção: Fernando Lucas
Produção Executiva: Hamilton Costa Filho
Fotografia: Hamilton Costa Filho, Marcelo Pedroso, Mariano Pickman,
Mariano Maestre, Daniel Aragão e Léo
Assistentes: Andrenalina, Rafael Cabral e Pá
Som Direto: Rafael Travassos, Philipe Cabeça e Nicolau
Edição e Montagem: Alessandra Patrícia e Herivelton Santos
Finalização: Pingo
Realização: Cabra Quente Filmes, Bode Espiatório Filmes e Quilombo Cultural
Malunguinho.
Apoio: Candeeiro Filmes, Alexandre L’Omi L’Odò Produções e TRANSCOL.

Prefeitura da Cidade do Recife: Um projeto aprovado pelo SIC (Sistema de
Incentivo à Cultura) do Recife 2008.

Fotos: Roberta Guimarães.


Alexandre L'Omi L'Odò
Produção.
alexandrelomilodo@gmail.com

domingo, 5 de setembro de 2010

2° Semana estadual da Vivência e Prática da Cultura Afro Pernambucana. Lei Malunguinho 13.298/07

O Quilombo Cultural Malunguinho Apresenta a:


2° Semana Estadual da Vivência e Prática da Cultura Afro Pernambucana.

Lei Malunguinho 13.298/07

De 12/09 à 01/10 de 2010.



Malunguinho Histórico e Divino 175 anos resistindo!


A 2° Semana Estadual da Vivência e Prática da Cultura Afro Pernambucana,

Lei Malunguinho 13.298/07 tem como objetivo consolidar o diálogo entre as diversas religiões de matrizes africanas e indígenas com a sociedade civil e a cultura de tradição, escolas e academias, com o intuito de celebrar a memória do líder negro e divindade do culto da Jurema Sagrada, Malunguinho, personagem da história do Brasil, assassinado no dia 18 de setembro de 1835, no município de Maricota, hoje Abreu e Lima.


Visamos também garantir a expressão da diversidade presente nas atividades, possibilitando a articulação entre pessoas e grupos, além da participação plural e intensa dos povos de terreiro nos processos de discussão política e social, cultural e teológica, garantindo a troca de saberes com a função de contribuir para o fim do racismo, da intolerância religiosa e da desmistificação de nossa história negra e indígena marginalizada (lei 11.645/08).


“Na mata tem um caboclo

Todo vestido de pena

Este caboclo é Malunguinho

Ele é rei lá da Jurema”!


A expressão de uma articulação do povo da Jurema Sagrada. IV Kipupa Malunguinho. Foto de João Monteiro. 2009


Programação Completa


Domingo 12/09

10h.

Reabertura do terreiro de Jurema Centro Espírita Mestre João (Mãezinha Juremeira 85 anos) - Toque para Malunguinho – Ritual religioso.

Local: Segunda Travessa do Buraco da Velha 52, Bairro Capibaribe – São Lourenço da Mata.


Segunda 13/09

Abertura oficial da semana de Malunguinho- Gira de Diálogos audiovisuais afro-indígenas.

Hora: 19 às 22h

Local: Teatro do Parque

Mostra de vídeos e discussão sobre a Jurema Sagrada e Malunguinho:


Malunguinho, O Guerreiro do Catucá, O Rei da Jurema UNICAP/QCM, 2008
  • A Ciência dos Encantados – UNICAP, 2007
  • I Kipupa Malunguinho, a fundação da tradição do Catucá. De Felipe Peres Calheiros
  • Malunguinho Histórico Divino – 2009

Quarta 15/09

8h e 30min.

Gira de Diálogos Itinerantes

Seminário para professores e diretores de escolas públicas do Estado.

Tema: “Intolerância Religiosa, Aqui Não – Por uma escola pública verdadeiramente laica”

Local: São Lourenço da Mata


Quinta 16/09

14h.

Gira de Diálogos Itinerantes

Seminário – Religiões de Matrizes Africanas e Indígenas e Meio Ambiente, Desafios do Século XXI.

Local: Clube Rerun Novariun (Tiúma) e Praça de Tiúma

São Lourenço da Mata

Atividades complementares:


- 16h 30min. Plantio de uma muda de Baobá na Praça de Tiúma;


- 17h. Apresentação do Grupo de Teatro de Fantoches Baobá com o espetáculo: “Baobá; Semente que veio da África”;


- 17h. 30min. Roda de Capoeira;


- 18h Show com o Maracatú Raízes de Pai Adão (Grande Vencedor do Carnaval 2010 do Recife em sua Categoria);


- 19h Roda de Coco – Show com o ícone da Cultura Popular de Pernambuco Mestre Galo Preto.


Domingo 19/09

V Kipupa Malunguinho, coco na mata do Catucá

07h (Saís dos ônibus dos municípios e terreiros)

Local: Matas sagradas do engenho Pitanga II Abreu e Lima


    • Praça do Carmo de Recife
    • Nascedouro de Peixinhos - Olinda
    • Maracatu Nação Raízes de Pai Adão – Água Fria
    • Alto Santa Isabel – Recife
    • Praça do Teatro – Limoeiro (saída às 5h)
    • Praça do Mercado Velho – Jaboatão dos Guararapes
    • Praça do Canhão – São Lourenço da Mata
    • Igreja de Santa Isabel – Paulista

Artistas convidados para o V Kipupa:


Mestre Galo Preto – www.myspace.com/mestregalopreto

Zé de Teté (Limoeiro) - www.musicadepernambuco.pe.gov.br/artista.php?idArtista=12

Grupo Bongar - www.myspace.com/grupobongar

Adiel Luna e Coco Camarás - www.myspace.com/adiellunaecococamara


Atenção; levar sua alimentação, seu cachimbo e ir com roupas tradicionais da Jurema.

*Contribuição para os ônibus: R$: 5.

Inscrições pelo email: quilombo.cultural.malunguinho@gmail.com

Fones: 55 81 8887-1496 / 9428-4898 / 3244-2336


Quinta 23/09

Coroação da Rainha do Maracatu Raízes de Pai Adão

19h.

Local: Frente à Igreja do Rosário dos Homens Pretos do Recife (com presença da Rainha maior das congadas de Minas Gerais).


De 27/09 à 01/10

Curso de Língua Yorùbá – Com o Professor Mestre e sacerdote Jayro de Jesus

19h.

Local: São Lourenço da Mata


Produção e Coordenação

Alexandre L’Omi L’Odò – alexandrelomilodo@gmail.com / 55 81 8887-1496

João Monteiro – dundunmonterio@yahoo.com.br / 55 81 9428-4898

Anne Cleide - annepenaforte@yahoo.com.br / 55 81 8632-7596


Site na internet com todas as informações: www.qcmalunguinho.blogspot.com


Veja na Internet:

http://alexandrelomilodo.blogspot.com/2008/11/iii-kipupa-malunguinho-coco-na-mata-do.html


http://alexandrelomilodo.blogspot.com/2009/09/iv-kipupa-malunguinho-coco-na-mata-do_7585.html


Visite: www.alexandrelomilodo.blogspot.com



Alexandre L'Omi L'Odò
Produção e Coordenação Geral
81. 8887-1496

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

IV Kipupa Malunguinho, Coco na Mata do Catucá 2009.


Reliase

IV Kipupa Malunguinho, Coco na mata do Catucá 2009.

****

Uma tradição Dinâmica


Kipupa significa união, agregação de pessoas, associação de indivíduos em prol de algum objetivo, este termo também dá nome a uma cidade em Angola que se formou pela agregação de refugiados da guerra civil para formarem um gigante quilombo de esperança e reconstrução identitária, Malunguinho, vem do vocábulo Malungo que significa camarada, amigo, companheiro de bordo e de lutas, palavras pertencentes ao tronco lingüístico Kimbundo, língua falada em Angola, país de que vieram estes negros guerreiros. Malunguinho é o título dado aos líderes quilombolas pernambucanos que no século XIX fizeram ferver a capital na luta por liberdade e seus direitos.


O KIPUPA Malunguinho nasce em 2006 do anseio de resgatar e dar visibilidade a nossas lideranças históricas negras/indígenas negadas pela historiografia oficial, a exemplo do líder negro Malunguinho e tantos outros, destacando o papel de Pernambuco na resistência negra no Brasil. Determinamos o mês de Setembro para realização anual do evento em homenagem ao ultimo líder Malunguinho do Quilombo do Catucá, o João Batista que teve sua data de morte comprovada a partir de documentos existentes no Arquivo Publico Estadual Jordão Emerenciano, em 18 de setembro de 1935.

O Quilombo Cultural Malunguinho- Histórico e Divino, entidade idealizadora e realizadora do evento, implanta a partir da realização do I° Kipupa Malunguinho, ocorrido em setembro de 2006, um calendário permanente para comemorações e homenagens as lideranças negras históricas. Sobre tudo por que em setembro de 2007 aprovamos a lei estadual 13.298/07, a Lei da Semana Estadual da Vivência e Pratica da Cultura Afro Pernambucana, a Lei Malunguinho, que ainda não foi sancionada pelo governador, que a o fará ainda este mês.


O objetivo do evento é manter viva a memória e história dos líderes quilombolas, construindo o sentimento de pertencimento e reconhecimento nacional a estes líderes negros, através das discussões de temáticas sócios- educacionais e culturais, com a participação de sacerdotes e sacerdotisas da Jurema Sagrada, do Candomblé (Xangô), pesquisadores, estudiosos, mestres e mestras da cultura tradicional e popular, músicos e interessados, materializando em matas fechadas do antigo quilombo de Malunguinho um a possibilidade de imersão na vivência e prática na cultura afro indígena pernambucana, através de debate, ritual (liturgia da Jurema) e o grande coco da mata, com mestres de renome como Mestre Galo Preto, Mestra Eliza do Coco, Bongar e outros que tem na tradição cotidiana o contato com nossas matrizes fundadoras da identidade nacional.


Todo evento é para homenagear e reconhecer Malunguinho, líder negro que elevou-se à divindade na Jurema assumindo a patente de Rei da Jurema, se firmando na tradição oral e teológica nordestina como defensor espiritual, posto este que o diferencia de Zumbí dos Palmares que não “baixa” nos terreiros.


O Kipupa Malunguinho, Coco na Mata do Catucá é um evento único no gênero. Nele o participante poderá conhecer parte de nossa história que não está nas escolas nem nos livros. Poderá brincar e vivenciar coletivamente a experiência de adentrar nas tradições menos acessíveis ao público, por serem na maioria religiosas/culturais.


Todo roteiro é feito para poder-se experienciar a vida daqueles negros e negras que ali (matas do engenho Pitanga II- Abreu e lima - Catucá) lutaram, viveram e morreram.


Roteiro e Programação:


*Mestras e Mestres convidados: Mestre Galo Preto, Dona Eliza do Coco, Bongar, O Tronco da Jurema, dentre outros artistas do coco pernambucano.


7h. Saídas dos ônibus (Memorial Zumbí- Carmo Recife) e dos terreiros e municípios de Paulista, São Lourenço da Mata, Recife, Goiana etc;


8h. Encontro na Prefeitura de Abreu e Lima dos ônibus e pessoas;


9h. Chegada na mata.


9h. e 20min. Abertura com diálogo e palestra sobre Malunguinho (normas do evento)...


10h. Entrada na mata com ritual e grupos de capoeira, maracatu e caboclinho saudando Malunguinho;


10h. e 30min. Ritual para Malunguinho com Juremeiros e povo de terreiro (gira, cânticos, louvações e obrigação);


11h e 40min. Descida ao centro da Mata do Catucá, arrastão do coco de mata à dentro...


12h. e 20min. Coco na Mata com os mestres e mestras do coco e da Jurema.


15h retorno para almoço tradicional da Jurema;


15... Mais coco...


17. Fechamento e retorno do comboio de Malunguinho.


Serviço:


IV Kipupa Malunguinho, Coco na Mata do Catucá 2009.

Onde? Matas do Engenho Pitanga II, Área Rural de Abreu e Lima (Catucá).

Colaboração? 10 reais o ônibus e Almoço grátis.

Que horas? Saída as 7h da manhã no Memorial Zumbí dos Palmares. Carmo Recife.


Contatos:

Alexandre L’Omi L’Odò- 81 8887-1496 / João Monteiro- 81 9428-4898

quilombo.cultural.malunguinho@gmail.com

www.qcmalunguinho.blogspot.com

www.nacaocultural.pe.gov.br/qcm


Visite este linc e veja fotos e texto do Kipupa 2008: http://alexandrelomilodo.blogspot.com/2008/11/iii-kipupa-malunguinho-coco-na-mata-do.html


*Inscrições no Núcleo Afro da Prefeitura do Recife de 28/09 à 02/10/2009 das 14 às 18h. Pátio de São Pedro.


Inscrições limitadas pelo email ou telefone.

*Dados para inscrição: Nome Completo, RG, Entidade que Representa (ONG, Faculdade etc.), Nome do Terreiro de Houver.


Alexandre L'Omi L'Odò

Quilombo Cultural Malunguinho
174 anos resistindo!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

III Kipupa Malunguinho, Coco na Mata do Catucá 2008, Unindo Nações!

III KIPUPA MALUNGUINHO, COCO NA MATA DO CATUCÁ 2008.
Unindo Nações!
*********************

A tradição do Coco de Malunguinho, o Kipupa Malunguinho, Coco na Mata do Catucá, na sua terceira edição, teve como principal novidade a participação de mais de 500 pessoas, entre sacerdotes e sacerdotisas da Jurema Sagrada e do Xangô pernambucano.Entidades como MNU (Movimento Negro Unificado), Rede de Negras, Negros e Afro LGBTT - RNAF/GGP, CEPIR/PE, Festa da Lavadeira, Ação Cultural, Rede Nacional de Matriz Africana dos Pontos de Cultura, INTECAB/PE, UFPE, UNICAP, Prefeituras de Abreu e Lima e Recife, além dos Mestres Griôs (os Kimbandas de Malunguinho) do Quilombo Cultural Malunguinho.
Reunindo um público diversificado, entre sacerdotes dos cultos afro, pesquisadores, artistas, produtores, estudantes e pessoas interessadas, o evento teve saída as 8h da manhã do Nascedouro de Peixinhos em Olinda, Pátio do Carmo no Recife (2 ônibus) e em Paulista. Seguindo o comboio de Malunguinho via as antigas Matas do Catucá, na mata norte do Estado.
Juntando também pessoas das comunidades e povoados adjacentes, com a intenção de provocar o raciocínio e o reconhecimento do espaço, para a partir da ação cultural ali desenvolvida, eles olharem o antigo Catucá como espaço de vida, história e força espiritual, contribuindo para o fortalecimento do movimento contra o desmatamento da localidade, que anda a paços largos. A comunidade ali existente começa a vislumbrar e discutir novos rumos e perspectivas, a partir da movimentação dos Juremeiros e Juremeiras que ali afirmaram com a religiosidade de matriz indígena, o valor e a importância de tal espaço. Jamais estas matas serão as mesmas para os que ali vivem e resistem como povoado que lutou pelas terras que hoje tem.

Iniciando as atividades do dia, como já é de tradição, iniciamos com as palestras e conversações sobre o contexto histórico e cultural do evento. O Professor e Historiador, mestrando em ciências da religião pela UNICAPE João Monteiro, iniciou falando sobre a resistência do Catucá e o Valor histórico de Malunguinho, pois o mesmo está realizando seu mestrado com o tema: Malunguinho, Inclusão Histórica e Divina.
Palestrando também sobre a questão da importância da preservação da mata, o nosso anfitrião e morador da região Juarez, o nosso guia dentro da mata. Daí as discussões ficaram por conta do Babalorixá Gil Holder de Ogun e Mãe Lúcia. O evento foi Coordenado por Alexandre L’Omi L’Odò que fez a apresentação dos palestrantes e contribuiu com a discussão de forma intensa.
No evento também foi o momento da gravação do documentário sobre Malunguinho, Histórico e Divino, pelos alunos da UNICAP, que estão finalizando o curso de jornalismo com o tema, (revelando nossa história de PE), os alunos João Júnior e Luiz entre outros coordenaram as gravações e o registro audiovisual do Kipupa.
Esteve presente também o documentarista Felipe Perez Calheiros, que também fotografou e realizou registros do evento, que também tem como pretensão, no futuro realizar um filme com o tema Malunguinho.Eduardo Melo (criador e produtor executivo da Festa da Lavadeira, Ação Cultural, o maior evento de cultura tradicional e popular do Brasil), impressionado com a força do evento, colocou-se disposto a somar conosco forças na luta pelo resgate de nossa história e auto-estima com a religião da Jurema e o imaginário que cerca os “brinquedos” do homem do nordeste e do povo de terreiro do Brasil.
A dita “Cultura Popular”, é uma expressão viva e dinâmica do imaginário do negro e índio no Brasil. É um desdobramento do conceito de vida destes povos. O coco, a Ciranda, os Maracatu, Afoxés, dentre dezenas de outros Brinquedos, denotam que estes elementos são princípios fundadores do que conhecemos hoje como cultura brasileira, musica brasileira e identidade brasileira no mais profundo sentido dos termos fundidor e fundador.

A cerimônia religiosa ficou na regência do Babalorixá e Mestre Juremeiro Sandro de Jucá e da Sacerdotisa Iyalorixá e Mestra Juremeira Mãe Lúcia de Oyá T’Ogùn, que dês da fundação da tradição do coco do Catucá, o I Kipupa Malunguinho em 2006 foram protagonistas deste ritual religioso à memória e espiritualidade dos Malunguinhos que alí estão nas matas e nas mesas de Jurema de todo Nordeste. Com a grande participação de diversos sacerdotes e sacerdotisas da Jurema Sagrada, o ritual ficou muito rico em loas e toadas (segmentos) de Jurema, que os mais de 200 Juremeiros e Juremeiras cantaram para saudar a união e a força espiritual que ali se fazia presente.

Vários foram os Mestres Juremeiros que vieram participar da cerimônia, Malunguinho (de Alexandre L’Omi L’Odò e outros), Zé Pretinho (de Ana de Oyá), o Grande Mestre Seu Curisco (de Mãe Lúcia de Oyá T’Ogùn), Mané Quebra-Pedra (de Beth de Oxum), Mestre buique (de Alexandre de Iyemojá), Zé da Hora, Mestre Caçador (de Ary Bantu), Mestre Zé Gaguinho (de Mãe Graça de Xangô), Mestre Manoel Maior, Mestre Pilão Deitado, Mestre Carlos, dentre muitos outros que não recordo-me agora. Foi tudo muito forte, e tanto as pessoas quanto a espiritualidade da Jurema Sagrada tiveram uma brilhante participação e ação afirmativa dentro da mata. Com as oferendas de fruta silvestres e litorâneas à Malunguinho, os Caboclos também foram muito saudados, pois Malunguinho também é caboclo, como expressa esta linda toada:
“Na mata tem um Caboclo
Todo vestido de pena
Este Caboclo é Malunguinho
Ele é Rei lá da Jurema
Na mata tem um Caboclo
Com uma preaca na mão
Esse Caboclo é Malunguinho
Não mexa com ele não”.
(da tradição da Jurema Sagrada de Pernambuco).

Após as cerimônias de entrada e louvação, adentrarmos a mata mais de 30 minutos a pé, chegando à clareira Cova da Onça, onde acontece a brincadeira. Todo brinquedo ficou por conta do Grande Mestre Galo Preto, comemorando 65 anos de coco e tradição no Brasil. Ao som da Embolada e do coco de roda, o evento na mata finalizou-se com o a cerimônia da alimentação coletiva. Com o já tradicional angu no dendê e a galinha também na iguaria, finalizamos o evento no lindo entardecer do Catucá às 17h.

O evento já está virando um marco de resistência, reafirmação, preservação e renovação dinâmica da tradição da Jurema no Estado, pois por ter um perfil único e exótico, atrai a cada ano mais pessoas interessadas na vivência e prática de suas próprias tradições que até então se encontravam adormecidas e desconhecidas pela ausência de informação.

O Kipupa Malunguinho é o povo de Terreiro olhando para seu universo, é o povo de terreiro unindo-se para construir novos rumos para a preservação e entendimento do que conhecemos como dia-a-dia da história viva de nossos antepassados que tanto lutaram para permitir que estivéssemos aqui hoje contando esta história.

Pelo olhar apurado e profissional da fotógrafa pernambucana e olindense Laila Santana, filha dos olhos da Oxum, coloco o resultado aqui do lindo registro realizado por ela. (Todas as fotos nesta matéria são de Laila Santana).

Agradecimentos especiais
Ao Deputadpo Estadual Isaltino Nascimento (PT), pelo grande apoio e consiceração dispensadas.A Jorge Arruda, Secretário executivo da CEPIR (Comitê Estadual de Promoção da Igualdade Racial), E a todos os terreiros Participantes, em especial a casa de Mãe Tânia de Oxum pelo esforço desprendido.
Salve a Jurema Sagrada!
Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
173 Anos Resistindo!
alexandrelomilodo@hotmail.com