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domingo, 22 de outubro de 2017

XII Kipupa Malunguinho na Grande Mídia



XII Kipupa Malunguinho na Grande Mídia

Mais um ano a Rede Globo Nordeste realiza a cobertura do Kipupa Malunguinho, contribuindo na luta contra o racismo e a intolerância religiosa. Ocupar o espaço da grande mídia é fundamental para a luta do povo de terreiro, que a cada dia avança passo a passo na luta contra todo tipo de discriminação. 

Foi lindo o Kipupa. Quem vivenciou, jamais vai esquecer tão belo momento espiritual e cultural. 

Sobô Nirê Mafá!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

III Encontro de Juremeiros e Juremeiras em Alhandra


III Encontro de Juremeiros e Juremeiras em Alhandra

Dia 06 de Março de 2016 às 09h
No Clube Gilberto Valério, Alhandra/PB

O terceiro encontro de juremeiros e juremeiras em Alhandra tem como objetivo, levar religiosos de diversos lugares para celebrar a ciência mestra, trocar saberes e semear a união entre os terreiros em um dos lugares mais importantes da história da Jurema Sagrada: Alhandra/PB. Também, objetivamos abrir o calendário anual das atividades do Povo da Jurema no Brasil, fortalecer nossa Rede Nacional do Povo da Jurema e discutir coletivamente o papel político do povo de terreiro que precisará se posicionar fortemente nas eleições 2016 em todo nosso país.

Dando continuidade aos encontros realizados em 2008 (primeiro encontro de juremeiros e juremeiras realizado ainda nas terras do Sítio do Acaes) e o segundo realizado em 2015, continuamos unindo o povo da Jurema na missão da preservação de nossas tradições religiosas e culturais, além de manter acesa a luta pela preservação do Sítio do Acaes que foi destruído em 2008. Temos uma missão moral de cobrar do Estado ações de reconstrução e preservação da Casa de Maria do Acaes e outros patrimônios materiais e imateriais da Jurema.

Nosso Encontro, favorece a articulação e o respeito à diversidade religiosa interna de nossa religião, propiciando o encontro de povos e comunidades tradicionais de terreiro do Nordeste que nunca antes haviam se conhecido. Cada um com seus ritmos específicos, toadas particulares, formas de ser próprias trocando saberes sem preconceitos. Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe e Ceará... Estados fortes do culto da Jurema unidos por que A JUREMA MERECE RESPEITO!

Temos um foco forte em 2016: Somos um povo pungente e uniremos forças para eleger nossos representantes políticos. Esta é uma necessidade coletiva nossa. QUEM É DE TERREIRO, VOTA EM QUEM É DE TERREIRO!

Salve a Jurema Sagrada!

Informações Gerais

Saída dos ônibus
06h
Em frente ao Memorial Zumbi dos Palmares, no Pátio do Carmo, centro do Recife.

Valor da passagem: R$: 45

Para comprar os bilhetes:
Ligue para: 81 99901-3736 (TIM/Zap) – Falar com a Secretária Bethânia.

Programação:

09h - Chegaremos em Alhandra e realizaremos uma grande gira de culto à Jurema Sagrada, abrindo o evento – Podem levar ilús, maracás e irem vestidos com roupas tradicionais.

10h – Gira de Diálogos – A Jurema Sagrada, patrimônio e a luta contra a Intolerância Religiosa (momento da diversidade religiosa com representantes de diversas religiões).

10h40min – Debate.

11h Gira de Diálogos – A posição política e religiosa do Povo da Jurema nas Eleições 2016.

11h45min – Debate.

12h30min - Almoço – Faremos uma parada no Restaurante Teto Verde em Alhandra. Valor da comida: entorno de R$: 13.  Self Service. Cada pessoa paga o seu.

14h e 30min - Após o almoço, visita à casa da Mestra Jardecilha para celebração de Jurema e troca de saberes debaixo dos Sagrados pés de Jurema.

17h – Retorno das Caravanas - Parada na Igrejinha do Acaes e no Memorial Zezinho do Acaes

Realização: Quilombo Cultural Malunguinho (idealização e coordenação geral), Rede Nacional do Povo da Jurema e Casa da Mestra Jardecilha.

Parcerias e Apoios: Prefeitura de Alhandra, Casa das Matas do Reis Malunguinho, Terreiro de Jurema do Mestre Benedito Fumaça – Pai Freitas/RN, Tenda de Umbanda Pai Francisco – Pai Messias/PE, Templo Afro Brasileiro José de Aruanda – Pai Vamberto/PB, Templo de Jurema Zé Rosas/PB, Casa de Caridade de Candomblé Ilê Axé Dará Xangô Oyá – Pai Alex de Arapiraca/AL, Terreiro de Jurema do Mestre Zé Vieira – Juremeiro Arthur/PE, Associação Espírita dos Juremeiros de Alhandra/PB.

Capa para Facebook. Coloque em sua página e nos ajude a divulgar o evento.

Alexandre L’Omi L’Odò
Coordenador Geral
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

domingo, 20 de setembro de 2015

X Kipupa Malunguinho - Coco na Mata do Catucá


X Kipupa Malunguinho - Coco na Mata do Catucá
1835 - 2015 Malunguinho Histórico e Divino, 180 anos resistindo!

Dez anos do maior encontro de juremeiros e juremeiras do Brasil. O Kipupa Malunguinho em sua décima edição, levará mais um ano para as matas sagradas do "Catucá" a alegria da fé do povo de terreiro, para celebrar o Reis Malunguinho, único líder quilombola a virar divindade na história de nosso país. Celebraremos os 180 anos de resistência da luta por liberdade do povo negro/indígena de Pernambuco. Com muito coco, ritual nas matas e muita troca de saberes, vivenciaremos coletivamente mais uma vez o hermanamento entre a religiosidade tradicional de terreiro e a cultura popular.

Informações básicas: 

Dia 27 de Setembro de 2015 (Domingo)

Das 09 às 18h

Local: Matas de Pitanga II, Abreu e Lima/PE (Sítio de Juarez) "Catucá"

Como chegar? 

O local do evento é um pouco complicado de chegar. Mas providenciaremos ônibus saindo da Igreja do Carmo do Recife às 7h da manhã. Valor da ida e volta para o mesmo local R$: 30. Bilhetes vendendo no box de Eliane dentro do Mercado de São José.

Para quem vai de carro ou em caravanas independentes o ponto de encontro é às 8h da manhã em frente a Prefeitura de Abreu e Lima. De lá sairá o comboio para o local do evento. 

A estrada estará sinalizada com Banners. O local de entrada para chegar lá é na Avenida principal no Terminal dos Combeiros. Seguindo pelo bairro do Planalto entrando em Pitanga II. Não tem erro, é só seguir a sinalização e seguir o caminho sem entrar em nenhuma rua.

Terreiros e grupos podem organizar suas caravanas independentemente. 

Qualquer pessoa pode participar.

Terreiros podem levar ilús e demais instrumentos, além de suas oferendas próprias e irem vestidos com roupas tradicionais da Jurema.

Apresentações Culturais:

Grupo Bongar
Pandeiro do Mestre
Coco de Pareia 
Grupo Raízes

Contatos: 81. 99901-3736 / 98887-1496 / 99525-7119
www.qcmalunguinho.blogspot.com 
quilombo.cultural.malunguinho@gmail.com 

Confirme presença no evento no Facabook: https://www.facebook.com/events/885812238133089/ 

Para informações mais aprofundadas sobre o evento visitem:

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

A Jurema Sagrada - Entre Práticas e Memórias


A Jurema Sagrada - Entre Práticas e Memórias 

Convido todos amigos e amigas, afilhados e afilhadas e interessados à participar da palestra acima citada que acontecerá nesta segunda feira dia 21 de setembro de 2015. 

Com muito orgulho, estarei dividindo a mesa com o professor Dr. Sandro Guimarães de Salles, que é um dos maiores, ou talvez o único, especialista na história do Acaes e de Alhandra.

Vai ser uma tarde de muita troca de saberes da Jurema Sagrada.

Parabenizo o Museu da Abolição pela iniciativa de levar discussões sérias sobre as tradições de matrizes indígenas ao grande público. 

Vamos celebrar. São os 180 anos da morte do último Malunguinho, nada melhor do que discutirmos intelectualmente nossas questões históricas e culturais. Compareçam e chamem seus amigos e amigas.

Evento Grátis e com certificado. Se liguem.

Salve a fumaça!
Salve a Jurema Sagrada!
Salve a corôa do Reis Malunguinho!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com 

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

X Kipupa Malunguinho - Coco na Mata do Catucá


X Kipupa Malunguinho - Coco na Mata do Catucá
1835 - 2015 Malunguinho Histórico e Divino, 180 anos resistindo!

Dez anos do maior encontro de juremeiros e juremeiras do Brasil. O Kipupa Malunguinho em sua décima edição, levará mais um ano para as matas sagradas do "Catucá" a alegria da fé do povo de terreiro, para celebrar o Reis Malunguinho, único líder quilombola a virar divindade na história de nosso país. Celebraremos os 180 anos de resistência da luta por liberdade do povo negro/indígena de Pernambuco. Com muito coco, ritual nas matas e muita troca de saberes, vivenciaremos coletivamente mais uma vez o hermanamento entre a religiosidade tradicional de terreiro e a cultura popular.

Informações básicas

Dia 27 de Setembro de 2015 (Domingo)

Das 09 às 18h

Local: Matas de Pitanga II, Abreu e Lima/PE (Sítio de Juarez) "Catucá"

Como chegar? 

O local do evento é um pouco complicado de chegar. Será sinalizado com banners na estrada (ficar atento). Providenciaremos ônibus saindo da Igreja do Carmo do Recife às 7h da manhã. Valor da ida e volta para o mesmo local R$: 30. Bilhetes vendendo no box de Eliane dentro do Mercado de São José.

Terreiros e grupos podem organizar suas caravanas independentemente. 

Qualquer pessoa pode participar.

Terreiros podem levar ilús e demais instrumentos, além de suas oferendas próprias e irem vestidos com roupas tradicionais da Jurema.

Apresentações Culturais:

Grupo Bongar
Pandeiro do Mestre
Coco de Pareia 
Grupo Raízes
Lucas e Orquestra dos Prazeres (à confirmar)

Contatos: 81. 99901-3736 / 98887-1496
quilombo.cultural.malunguinho@gmail.com 

Para informações mais aprofundadas sobre o evento visitem:


Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

A Jurema Sagrada como patrimônio imaterial do Brasil - Perspectivas para um processo de patrimonialização

Assista toda palestra neste vídeo

A Jurema Sagrada como patrimônio imaterial do Brasil
Perspectivas para um processo de patrimonialização

No último dia 18 de Agosto de 2015, estive a convite do IPHAN, em sua sede em Brasília para participar como conferencista na Capacitação Interna para Gestão do Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro, apresentando uma conferência intitulada “Subsídios para preservação do Patrimônio Cultural de Terreiros: aspectos da tradição Jurema”.

 Palestra no IPHAN. Equipe do GTIT. Foto de Guitinho da Xambá.

O GTIT – Grupo de Trabalho Interdepartamental para a Preservação do Patrimônio Cultural de Terreiros, foi o organizador desta atividade que foi exibida ao vivo via canal do youtube, com um grande grau de audiência, segundo os organizadores.

Pude apresentar a teologia da jurema com vasto material levado em Power Point e em artigos científicos que eu mesmo já publiquei em congressos. Fotografias, textos, vídeos, e muita discussão fizeram deste momento um dos mais ricos que já pude protagonizar. Não poderia ser diferente. Afinal, eu fui convidado para defender a Jurema Sagrada como patrimônio imaterial do Brasil, e para isso naturalmente teria que ter um conteúdo à altura.

A equipe do GTIT foi de uma sensibilidade imensa, me tratando super bem e dando todas as condições para que eu pudesse expor tudo aquilo que venho pesquisando e vivenciando durante toda minha vida. Foi uma experiência privilegiada.

A invisibilidade e ostracismo que o culto da Jurema Sagrada foi acometido durante tantas décadas, sobre tudo por causa da falta de interesse dos acadêmicos em pesquisá-la e a falta de auto-estima do próprio povo de terreiro do Nordeste, que vê ainda no Orixá a legitimação única de sua condição de sacerdote etc. está sendo extinguida devido a momentos como este. Não podemos ser mais invisíveis. Temos que ocupar todos os espaços que são para o povo de terreiro, sem vergonha de nossas pertenças religiosas.

Ter discutido a questão Afro-Indígena foi um dos pontos fortes desta palestra. Afinal, compreendo que temos que transcender este ponto. Não se pode discutir religiões de terreiro no Brasil apenas citando as de matriz africana. As religiões de matrizes indígenas, como é o caso da Jurema e outras, existem e também são fortes como as demais. Também, se buscarmos profundamente argumentos científicos veremos que somos um povo afro-indígena, e que nossas práticas estão completamente imbricadas. Isso naturalmente foi fruto do processo histórico que vivenciamos, e que temos que respeitar.

A Jurema tem uma cultura densa. Uma tradição ampla e cheia de elementos belíssimos. Sua cosmologia e mitologia são grandiosas. Seus ritos complexos. Sua forma de ser típica e tradicional. A Jurema tem fundamento e elementos próprios que a dão sem dúvidas a condição de religião independente das demais. Ela não é um apêndice da umbanda ou do “xangô de Pernambuco”, a Jurema é uma RELIGIÃO, sem sombra de dúvidas! Afirmar isso infelizmente ainda é um processo necessário de legitimação, afinal, alguns pesquisadores do passado a colocaram como religião impura, misturada, degenerada e que seria na visão deles um apêndice das demais, sem ter uma independência religiosa própria. Teremos que desconstruir este processo que nos acarretou o ostracismo e a quase total ausência de reconhecimento por parte das demais religiões de terreiro e da sociedade. Este trabalho não é fácil, mas estamos conseguindo passo a passo reverter esta injusta condição que os processos de opressão da história nos forçaram a vivenciar.

O processo de patrimonialização da Jurema é algo que deve ser celebrado por todos nós juremeiros e juremeiras. Este é um reconhecimento importante que o Estado brasileiro tem que nos dá. É apenas mais um dos tantos processos de reparação que nosso povo tem que ser beneficiado. Sermos patrimônio imaterial do Brasil é sinônimo de avanço para nosso povo que precisa a cada dia mais de elementos que nos legitimem perante a sociedade para conseguirmos vencer o racismo e a intolerância religiosa. Esta é uma construção legítima que merece nossos aplausos.

Eu e Guitinho da Xambá. 

Também esteve presente o Guitinho da Xambá (do Grupo Bongar), representando a tradição Xambá. Somos jovens que damos continuidade a luta de nossos ancestrais com muito pertencimento e respeito, além de legitimidade. Sua palestra foi muito rica e aprendi muito sobre a Nação Xambá, que eu tanto amo. Parabéns pela bela apresentação.

Agradeço muito à Jurema e ao Reis Malunguinho por me darem esta condição de defender nossa religião. Isso me deixa muito feliz, afinal, ter a confiança das entidades e divindades da Jurema é um privilégio. Compartilhar desta fumaça sagrada é algo dignificante, ser juremeiro é uma honra.

Obrigado a George Bessoni do IPHAN/PE que me indicou, seguimos juntos nestas lutas... Obrigado a todos e todas do GTIT. Passamos um dia ótimo juntos. Produzimos bastante, afinal três horas e meia de troca de saberes foi o mínimo que pudemos fazer para dar conta de conteúdos tão esquecidos como são (ou eram) os pertinentes a Jurema Sagrada. Rogo a todos os índios e caboclos, mestres e mestras, pajés, caciques, trunqueiros, reis, divindades e entidades que faça com que a roda continue girando e que consigamos fazer um grande trabalho real de catalogação e registro dos bens imateriais e matérias da Jurema Sagrada.

 
Eu e Equipe do GTIT. Foto de Guitinho da Xambá.

Assistam toda conferência no vídeo do youtube no início desta postagem.

Salve a fumaça!
Sobô Nirê Mafá!

“Quanto mais meu lírio cheira, é pau, é pau, é pau”!
“Eu mesmo vou, eu não mando recado”!

Alexandre L’Omi L’Odò
Quilombo Cultural Malunguinho

alexandrelomilodo@gmail.com

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Jurema Sagrada - Patrimônio Imaterial do Brasil

Jurema Sagrada 
Patrimônio Imaterial do Brasil! 

É com imenso prazer que divulgo e convido meus irmãos de luta para neste dia 18/08 no IPHAN Nacional em Brasília participar da defesa da Jurema Sagrada como Patrimônio Imaterial do Brasil. 

Esta capacitação servirá para que o IPHAN possa ter os argumentos necessários para dar o título a Jurema Sagrada de Patrimônio Imaterial do Brasil. Ista é uma coisa muito importante.

Quando penso que a força de meu Reis Malunguinho já me fez ir muito longe, ele me prova que posso ir bem mais... Sobre tudo para defender o interesse de todo nosso povo. De todo nosso coletivo. 

Esta é uma responsabilidade que enfrento com muito orgulho e prazer. Estou preparado para ensinar ao IPHAN Nacional tudo que se faz necessário para que consigamos este título. 

Torçam por mim. Vibrem. Esta luta é nossa. Fui selecionado para tal feito devido ao trabalho que realizo a mais de 15 anos. Isso é gratificante. 

Sobô Nirê Mafá! 
Obrigado senhores mestres e índios de minha Jurema. 

Salve a fumaça!! 

Quem vai estar comigo nesta luta defendendo a tradição Xambá é Guitinho do Bongar Grupo​. Vai ser lindo!  Salve!! 

CONVITE OFICIAL DO IPHAN

Convidamos todos a participarem do 4º encontro da Capacitação Interna para Gestão do Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, ação coordenada pelo GTIT – Grupo de Trabalho Interdepartamental para a Preservação do Patrimônio Cultural de Terreiros.

As comunicações coordenadas serão ministradas por Guitinho da Xambá da tradição Xambá e por Alexandre L’Omi L’Odò da tradição Jurema. Os palestrantes abordarão aspectos de suas respectivas tradições e sua relação com as políticas de preservação do patrimônio cultural.

A capacitação ocorrerá no dia 18 de agosto de 2015,  com atividades pela manhã às 09h30 e de tarde às 14h30. A participação remota ocorrerá através do envio de questões pelo e-mail do GTIT.

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

10 anos do Quilombo Cultural Malunguinho - Lutando e Unindo o Povo da Jurema!


10 anos do Quilombo Cultural Malunguinho - Lutando e Unindo o Povo da Jurema


Dez anos se passaram... Quando olhamos para trás, vemos que nossa existência valeu a pena. A Jurema nos ajudou em tudo... Nos fortalecendo na luta contra a invisibilidade desta religião que ainda hoje é massacrada pela academia e por pessoas sem entendimento teológico. Mas estamos firmes na luta, pois não há força contrária que consiga derrubar a fé de um grupo de pessoas que querem mudar uma realidade histórica. Que mais dez anos venham, e mais e mais 10, 20, 30, 100... Se nosso corpo aqui não estiver, nosso egún ou espírito estará para ajudar ao Povo da Jurema.


Conseguimos tirar Malunguinho da invisibilidade histórica e religiosa. Conseguimos fazer uma lei estadual, conseguimos fazer muitos cursos, palestras e levar a Jurema ao conhecimento de todo Brasil e mundo... Vencemos barreiras... Construímos lutas belíssimas... Trabalhamos forte... Hoje até a academia está voltada para a Jurema como nunca esteve para pesquisá-la... Até tese de doutorado será defendida ainda este mês com o tema do Quilombo Cultural Malunguinho... Conseguimos realizar o maior encontro de Juremeiros da história de nossa religião... Conseguimos também estar juntos em Alhandra e ajudar àquele lugar importantíssimo a suplantar e despertar perante suas dificuldades. Chegamos primeiro em alguns lugares para discutir e somar. Conseguimos ter Griôs, pessoas de suma importância para nós... Conseguimos trazer para perto mestras antigos que estavam esquecidos... Colaboramos com conferências e congressos até mesmo internacionais. Publicamos artigos científicos e continuamos estudando... Firmamos nossa Jurema na força e na forja quente desta luta. Firmamos a fumaça no tempo, e conseguimos agregar...

Estamos só no começo da trajetória. Pois enquanto vida eu tiver, estarei firme e sem abalos na caminhada desta história. 

Este será um ano especial. Vamos aprender Tupi, vamos aprender mais ainda yorùbá, vamos ter palestras, cursos e formações em espaços acadêmicos. Vamos visitar terreiros (como sempre fizemos), e vamos nos abraçar com os juremeiros e juremeiras que desejam contribuir. Salve a ciância e salve Malunuginho, patrono mestre desta luta e causa!

Sobô Nirê!

"Parabéns na Jurema, parabéns". QCM!!!

Arte e designe: Nino Souza.


Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

VIII Kipupa Malunguinho, Triunfando na Jurema! Agradecimentos

 VIII Kipupa Malunguinho (altar) - Foto de Juliana Düb.

VIII Kipupa Malunguinho
Triunfando na Jurema!

Agradecimentos

Mais um ano realizamos o Kipupa Malunguinho, Coco na mata do Catucá com êxito e alegria. Já na VIII edição, continuamos com nossa missão de fortalecer o Povo da Jurema em sua completude, tanto teológica quanto de representação política na sociedade, contribuindo para o levante da auto-estima destes, para que possam se afirmar como juremeiros e juremeiras, colocando a Jurema em um lugar mais decente perante sua história e contribuição para as demais religiões que posteriormente chegaram ao Brasil.

O Kipupa, mais uma vez reafirmo, não é uma “festa nas matas”, ou um “piquenique de Jurema”, ou até mesmo uma “caminhada de Malunguinho”. O Kipupa é o maior encontro de troca de saberes entre juremeiros e juremeiras que existe até hoje no país, evento que traz pessoas de toda parte do Brasil para conhecer um espaço histórico na luta do Povo negro e indígena de Pernambuco, também, para conhecer a história de Malunguinho e vivenciar uma experiência profunda com a ciência da Jurema Sagrada e com os saberes da cultura popular e tradicional em matas sagradas e consagradas à seu Reis e demais entidades e divindades. Também, é um grande ato de fé coletivo consciente, não devemos esquecer... Este momento também faz parte de um calendário já tradicional para nosso Povo, pois setembro já é o mês de Malunguinho para muitos terreiros que entenderam o papel de reconhecer nossas divindades com a dignidade que elas merecem nos rituais internos e na vida cotidiana, afinal, Malunguinho também é um herói de nosso povo, e assim devemos celebrá-lo.

Realizar um evento deste porte não é fácil... Muito trabalho, muita luta, meses de idas e vindas em secretarias, salas, conversando com pessoas, pedindo ajuda, realizando reuniões, correndo e correndo para garantir o melhor em estrutura e condições pra nosso povo se sentir a vontade pra poder juntos expressar o que de melhor temos em nós: nossa ciência.

Assim é o Kipupa Malunguinho, evento que cresceu junto com a consciência do povo da Jurema para construir novos rumos para nossa religião, tendo como referência o herói Malunguinho, guerreiro do Catucá que até hoje nos protege e orienta, cumprindo seu papel histórico e divino.

Temos que agradecer muito a todas e todos que ajudaram o evento a acontecer, pois sem estes não poderíamos ter o realizado, claro (rsrsrs). O evento ainda não tem a estrutura que merece, nem o reconhecimento por parte do poder público local e estadual que almejamos, mas estamos na luta, às vezes até nos humilhando por apoio... Esta fase um dia há de passar, pois creio que as entidades não estão cegas e insensíveis a toda essa luta que travamos pelo nosso povo e por eles também, a final, entendemos tudo isso como uma missão, uma missão cara, difícil, pesada, nada confortável, mas válida e necessária para podermos inverter nosso lugar de exclusão que ainda vivemos. Portanto, lutar foi nossa escolha. Não queremos ficar dentro de nossas casas apenas soltando fumaça pra ajudar “freguês” ou filhos, queremos soltar nossa fumaça pra mudar um paradigma social histórico de exclusão e racismo a que todos nós estamos submetidos indesejadamente, e por isso damos nossa cara à tapa.

VIII Kipupa Malunguinho - Gira de abertura. Foto de Rennan Peixe.

Obrigado a Malunguinho por mais um ano de vitórias e agregação de pessoas em prol dessa luta. Obrigado a ciência mestra da Jurema Sagrada que nos permite realizar este evento. Obrigado a Tupã pela nossa existência e força vital. Obrigado a toda equipe do Quilombo Cultural Malunguinho, e a todas e todos que ajudaram mesmo sem pertencer ao QCM oficialmente; Obrigado aos apoios de: Mãe Graça de Xangô pela ajuda imprescindível na vendagem das camisas “A JUREMA MERECE RESPEITO”; obrigado a Pai Messias por ter organizado seu terreiro para contribuir com o evento; Obrigado a Pai Tonho de cajueiro Seco por mais um ano estar conosco; Obrigado a Vado Juremeiro por ter se disponibilizado a organizar o ônibus da Vila das Lavadeiras; Obrigado a Ana de Oyá por ter ajudado a vender uma parte das camisas; Obrigado a todas e todos que compraram as camisas (esta grana ajudou demais ao evento se realizar). Obrigado ao secretário de Estado Oscar Paes Barreto, a Isaltino Nascimento, ao vereador do Recife Vicente André Gomes, ao vereador do Recife Raul Julgmann; obrigado a Prefeitura de Abreu e Lima na pessoa de Wellington Tiago – secretário de Turismo e Cultura do município; obrigado a Amauri Cunha coordenador do Núcleo Afro da Prefeitura do Recife; Obrigado a prefeitura do Recife pelas águas enviadas; obrigado a prefeitura de Olinda através da secretaria executiva da Mulher comandada por Donana Cavalcanti; obrigado à Rita Honotório e sua irmã Juliene pelos fogos doados; obrigado a Juliana Bison por ter se disponibilizado a organizar o ônibus de Peixinhos; Obrigado a Anne Cleide por ter se disponibilizado a ajudar nos ônibus do centro do Recife; obrigado a Graça Bastos; obrigado a Eric Assumpção pela ajuda decisiva para a realização do evento em loco; obrigado a Vivi e a Wilson Maraca pela ajuda imprescindível em toda estrutura do evento um dia antes e no dia, inclusive no esvaziamento dos buracos de lama a balde; Obrigado a Jorginho meu filho que com sua luz me ajudou a suplantar as dificuldades; obrigado a Arthur Lima pela decoração e ajuda em geral que deu; obrigado à Kamilla da Costa pela contribuição efetiva ao evento e na ajuda que deu durante o dia do mesmo; Obrigado como sempre à Juarez e a Nani que sempre nos ajudam muito neste processo; Obrigado a Eliane do Mercado de São José, da Casa Abre Gira por nos ajudar a vender os bilhetes dos ônibus; Obrigado ao SAMU pela cobertura com uma ambulância no local; obrigado à Polícia Militar de Pernambuco nas pessoas da capitã Lucia Helena do GT Racismo da Polícia e do Capitão André Luan; Obrigado ao terreiro Mensageiros da Fé, casa que sustenta os fundamentos de Malunguinho através de Sandro de Jucá e Dona Dora (meus padrinhos); obrigado ao Ministério da Saúde por ter enviado o professor Jayro Pereira de Jesus, e obrigado ao professor por ter vindo do RS dar o curso de Afrobioética na Semana da Vivência e Prática da Cultura Afro Pernambucana e por ter participado do Kipupa com uma fala importante; Obrigado à professora Célia Cabral e a Escola Estadual Mariano Teixeira por terem realizado mais um ano a Semana de Malunguinho (Lei estadual 13.298/07); Obrigado à Alexandre Miranda pelo apoio dado; Obrigado à deputada estadual Tereza Leitão e seu assessor Félix Aureliano pelo apoio dado; Obrigado ao CEPIR e ao Governo do Estado pelo fundamental apoio dado; obrigado a Diego, motorista que me conduziu cruzando toda cidade entre dos dias 18 a 22 de setembro de 2013 – sua sensibilidade e harmonia ajudou muito a tudo dar certo; Obrigado à Nino do Bojo da Macaíba pela confecção de todas as artes usadas no evento; E um obrigado muito especial aos grupos culturais que fizeram a festa vibrar com seus cocos – Coco de Roda Bojo da Macaíba, Coco dos Pretos, Grupo Bongar, Mestre Zé Negão e ao pessoal da LAIA e ao mestre Zeca do Rolete. Ainda, agradeço a todas e todos que esqueci de colocar aqui (reinvidiquem se necessário que coloco – rsrs).

Mesmo tendo levado uns NÃO’S de instituições nacionais de Brasília que deveriam nos ajudar, o evento aconteceu, isso se deve a muita luta.

No meio de todo este processo, ainda pudemos fortalecer mais ainda a Rede Nacional do Povo da Jurema através da grande adesão por parte dos juremeiros e juremeiras e outros presentes que assinaram a ficha de adesão oficial da Rede. Em breve vem novidade por ai do nosso Povo, aguardem...

O IX Kipupa vem ai... Vamos preparar os cachimbos que a pisada vai ser forte! Simbora Povo da Jurema, buscar nosso lugar! Salve a fumaça!!!

Sobô Nirê Reis Malunguinho!
Salve a Jurema Sagrada!

Alexandre L’Omi L’Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
Rede Nacional do Povo da Jurema

quinta-feira, 24 de maio de 2012

"Vamos Salvar a Jurema" - Ato Político em defesa dos Pés de Jurema da Mestra Jardecilha em Alhandra/PB.


"Vamos Salvar a Jurema"
Ato Político em defesa dos Pés de Jurema da Mestra Jardecilha em Alhandra/PB.

A partir da atitude e chamado de João Paulino, neto carnal da Mestra Jardecilhapar (conheça a história da Mestra Juremeira neste link: http://qcmalunguinho.blogspot.com.br/2012/05/sos-mestra-jardecilha-allandrapb.html), nós do QCM - Quilombo Cultural Malunguinho, decidimos nos organizar em Pernambuco com o Povo da Jurema para ajudar nesta luta de todos nós. Querem destruir/matar os antigos Pés de Jurema (Cidades dos mestres) deste terreiro histórico e, já foram derrubados criminosamente 3. Não podemos deixar acontecer o que ocorreu com o ACAIS, que foi destruído de forma covarde por pessoas intolerantes. Temos que cuidar de nossos patrimônios materiais e imateriais, defender nossa história! Vamos lutar juntos neste encontro de ciência, fé e fumaça! Sobô Nirê!

Informações e Roteiro (Ler com atenção):

06h: Saída do Memorial Zumbi dos Palmares (Largo do Carmo do Recife).

08h: Celebração da missa na igrejinha do Acaes de nossa Senhora Menina.

09:30h: Toré de Jurema em volta da “cidade” (tumulo) do Mestre Flósculo, celebrando a memória dos nossos ancestrais e chamando a força da Jurema para esta luta.

12:00h: Almoço (por conta de cada um).

14:00h: Visita ao templo da Mestra Jardecilha. Ver os pés históricos de Jurema.

17:00h: Retorno a Recife.
É importante que os juremeiros e juremeiras que decidirem participar vão de roupa adequada ao culto à Jurema e levem seus instrumentos, "gaitas", fumos e firmações.

O valor de R$ 25, deve ser pago a organização do ato político até o dia 05 de junho. O dinheiro deve ser entregue em mãos. é importante dizer que este valor será para pagar o ônibus contratado para esta viagem interestadual.

São apenas 50 lugares no ônibus. Portanto, quem desejar ir deve nos enviar um email para quilombo.cultural.malunguinho@gmail.com com os dados:

Nome Completo
RG
Nome do Terreiro que Participa
Fone

Será divulgado aqui a listagem das pessoas que vão. E da mesma forma também será dito quando encerrar as inscrições.

Dúvidas, entrar em contato com:

Alexandre L'Omi L'Odò - 81. 8887-1496 (Oi)
João Monteiro - 81. 9428-4898 (Claro)

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho