quarta-feira, 15 de junho de 2011

Grupo de Teatro de Fantoche Baobá comemorando o dia dessa grande árvore


O Baobá, testemunha do nosso tempo!

Um dos grandes legados da África ao mundo é sem duvida o Baobá Andasonia digitata como é conhecido no meio cientifico, é uma das árvores que tem o maior tempo de vida na terra, um referencial simbólico da longevidade e, sobretudo de ancestralidade, algumas espécies chegam a ter mais de 3.000 mil anos, testemunharam em seu “silêncio” todo processo histórico do ser humano, tem sua origem em Guiné-Bissau, Angola, Moçambique, Zimbábue, Botsuana e Senegal onde é o principal símbolo deste pais, provavelmente chegou ao Brasil juntamente com a entrada de milhões de negros e negras que aqui chegaram como mão de obra escrava, O Conde Mauricio de Nassau plantou alguns exemplares em seu jardim Botânico, há registro que o Dr. Manuel Arruda da Câmara escreveu ao Príncipe regente em 1810 aconselhando a introdução da árvore no Brasil, em 1874 Francisco Augusto da Costa descreve o Baobá existente na Praça da República em matéria do Diário de Pernambuco no dia 12 de maio.

Pernambuco hoje é o território de maior concentração de Baobás do mundo depois da África, constatação feita por Dr. John Rashford do College of Charleston da Califórnia - EUA e para nós afros descendentes representa a manutenção da nossa memória histórica e cultural.
Em todos os cantos do Brasil teve a presença de negros e negros, os registros seja na dança, culinária, tecnologia, linguagem, expressões da cultura popular, uma verdadeira simbiose cultural foi estruturada pelas várias etnias que aqui chegaram e todas sem exceção têm no Baobá algum referencial simbólico seja ele cultural, religioso ou étnico.

Era nas sombras dos imensos Baobás que a história das etnias eram repassadas pelos “Griôs” ou Kibandas, anciãos responsáveis pela manutenção da história local, um verdadeiro arquivo vivo e o grande Baobá era a testemunha do tempo.

Plantar um Baobá significa fortalecer a luta pela reparação dos povos afros descendentes, que durante muitos anos foram excluídos de qualquer implementação de políticas públicas direcionadas a valorização e reconhecimento da cultura afro-brasileira, como plantam os pesquisadores Professor Osvaldo Martins Engenheiro-Agronômo da Universidade Federal Rural de PE e membro da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica, Fernando Batista da Universidade Federal de PE comprometidos com a preservação e difusão desta arvore, bem como a Professora Célia Cabral da Costa Arruda que efetivam ações afirmativas para implementação da lei 11.639/2007. O Decreto federal 5.5795/1995 que institui o dia nacional do Baobá em 19 de junho.

João Monteiro
Historiador, Especialista em Preservação de Acervos, Coordenação do Quilombo Cultural Malunguinho

8 comentários:

patricia disse...

adorei esse texto, mim chamou muita atenção e mim fez lembra do grande baoba la da cidade(ele creci muito mesmo^^)bom e tambem mim faz lembra do baoba qui tem la na minha escola(Mariano Teixeira),ela é ainda muito novinha(apenas 5 anos)mas ela esta muito bonita e bem grande.ele faz parte do Projeto didático A contribuição africana na formação cultural do Brasil da professora Celia Cabral.
Bom eu agradeço por mim mandar essas informações.

Escola:Mariano Teixeira
aluna:Patricia Keitiane
serie;2ªC

cyclone disse...

Baobá

Conta a tradição que, antes de serem embarcados, os prisioneiros vendidos aos negreiros como escravos eram obrigados a dar voltas em torno de um baobá, “a árvore do esquecimento”, para perder a memória de seus vínculos de família, língua ou costumes e seu pertencimento a um lugar e a uma cultura, garantindo que não recaísse sobre seus algozes a culpa por seus sofrimentos.

Escola:Mariano Teixeira
Aluna:Bárbara Pires Vila Nova
Serie:8º E
Professora : Célia Cabral
Turno: Tarde
Data:21/06/11 de junho

Gilberto Vasconcelos disse...

Alô pessoal

Sou um produtor de Baobás e já produzi mais de mil mudas em Olinda - pe.

Fiz um levantamento dos Baobás Pernambucanos e elaborei o Mapa e publicarei o livro Mapa dos Baobás de Pernambuco ainda este mês de Julho em Recife na FIEPE o dia ainda não marcado.

Quem comparecer ao lançamento do livro receberá gratuitamente mudas de Baobá - adansonia digitata.

Gilberto J. S. Vasconcelos

Contatos:
www.wix.com/biomaurbano/baobas

www.biomaurbano.org

alinho disse...

Apesar de já ter ouvido falar desse assunto na escola com a professora Célia Cabral,gostei muito pois particulamente gosto muito de participar de todos os programas da escola como já participei de vários com minha professora muito querida Célia;esse assunto é muiot importnte para nosso conhecimento tanto esse quanto quaquer outro que faça parte da nossa história..
muito legal gostei.
Escola: Mariano Teixeira
Aluno:Alisson Rodrigo da Silva Almeida
Série: 1°C Tarde
Professora: Célia Cabral

alinho disse...

Apesar de já ter ouvido falar desse assunto na escola com a professora Célia Cabral,gostei muito pois particulamente gosto muito de participar de todos os programas da escola como já participei de vários com minha professora muito querida Célia;esse assunto é muiot importnte para nosso conhecimento tanto esse quanto quaquer outro que faça parte da nossa história..
muito legal gostei.
Escola: Mariano Teixeira
Aluno:Alisson Rodrigo da Silva Almeida
Série: 1°C Tarde
Professora: Célia Cabral

alinho disse...

Tudo de bom achei muito interesante além desse assunto; ter um baobá plantado no colégio é muito legal para fazer projetos eu assim como meu namorado alisson do 1°c,eu também adoro participar dos projetos do colegio pena que cheguei esse ano mas ja deixe minhas pegadas; ja dancei no colégio dança cigana. então é isso adorei...uma abraço para vocês da equipe malunguinho.
Escola: Mariano Teixeira
Aluna: Maria Leidiane da Silva
Série: 1°C Tarde
Professora: Célia Cabral

baova disse...

Conta a tradição que, antes de serem embarcados, os prisioneiros vendidos aos negreiros como escravos eram obrigados a dar voltas em torno de um baobá, “a árvore do esquecimento”, para perder a memória de seus vínculos de família, língua ou costumes e seu pertencimento a um lugar e a uma cultura, garantindo que não recaísse sobre seus algozes a culpa por seus sofrimentos.

Escola:Mariano Teixeira
Aluna:ana carolina
Serie:8º E
Professora : Célia Cabral
Turno: Tarde

patricia disse...

o projeto é muito bom e deveria ser mais discutido esse projeto em outras escolas.como na nossa escola.A professora celia junto com os alunos adotou o projeto e já faz 5 anos que plantamos um na escola mariano teixeira.

Escola Mariano Teixeira
Aluno Samuel josé Santos de Franca
Serie 2ªC