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sexta-feira, 7 de junho de 2019

Acorda Povo de Olinda alegra Sítio Histórico com centenária procissão dedicada à São João e Xangô


Acorda Povo de Olinda alegra Sítio Histórico com centenária procissão dedicada à São João e Xangô

A Casa das Matas do Reis Malunguinho, tem a honra de dar continuidade ao centenário Acorda Povo preservado com muito zelo pela Mestra Ana Lucia do Coco.

No dia 23 de Junho de 2019 (domingo), a partir das 19h, haverá coco, forró pé de serra e Bacamarteiros Mandacaru em Frente à Casa das Matas, esquentando e preparando a procissão da Bandeira de São João/Xangô, que sairá às 00h em direção à casa do querido Barão das Olindas na Rua da Boa Hora, nas ladeiras da Cidade Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.

Consideramos uma missão da qual jamais abriremos mão, a preservação e continuidade de nossas tradições de fé deixadas pelos nossos antepassados negros e indígenas! A Mestra Ana Lucia do Coco, com honradez e sabedoria, segura com mão de ouro os saberes desse brinquedo tradicional. Ela, que merece ganhar o Prêmio do Patrimônio Vivo de Pernambuco, é a fonte viva desta cultura herdada de seus pais e avós.

Todas e todos podem participar e estão convidadxs. Ao final da procissão, haverá muito Coco com mestres e mestras da cultura popular. Vem sambar o Coco com a gente!!! Vai ser de axé!!

SERVIÇO:

Preparação para saída da Bandeira com apresentação de coco e forró pé de serra: dia 23 de Junho 2019 (domingo) das 19 às 00h na Casa das Matas do Reis Malunguinho – Rua de São João, nº 340, Olinda/PE.

Chegada da Procissão - 00h40min na Casa de Barão das Olindas – Rua da Boa Hora. Lá haverá coco e comidas típicas para os brincantes.

Informações e organização: 81 995257119 (WhatsApp) - Alexandre L'Omi L'Odò.

COMPARTILHEM!!

Se quiser saber mais sobre essa tradição, assista o documentário do Acorda Povo de Olinda 2018 e visite os links abaixo e leia preciosas informações:



1 - http://alexandrelomilodo.blogspot.com/…/acorda-povo-uma-tra…

2 - http://alexandrelomilodo.blogspot.com/…/acorada-povo-de-mae…


Alexandre L’Omi L’Odò
Casa das Matas do Reis Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

domingo, 28 de abril de 2019

Bloco dos Catimbozeiros - Ano I



Bloco dos Catimbozeiros - Ano I

Registro audiovisual do primeiro desfile oficial nas ladeiras de Olinda do Bloco dos Catimbozeiros. Arrastamos inúmeras pessoas de terreiro, que unidxs, levantamos juntos a bandeira da paz, da luta contra o racismo e a intolerância religiosa. Foi um feito inédito e histórico no carnaval, afinal, esse é o primeiro bloco dedicado exclusivamente ao Povo de Terreiro de Pernambuco. Malunguinho triunfou com seu Calunga Gigante e o Maracatu Nação do Reis Malunguinho, levou seu baque forte para animar nosso cortejo. Este pequeno registro, mostra parte do nosso desfile. Curta e compartilhe coisas boas sobre nossa religião.

Ano que vem tem mais. Vamos fazer um grande desfile e festa em 2020. Sustenta o tombo!

Informações sobre gerais:

Bloco fundado por Alexandre L’Omi L’Odò, sacerdote juremeiro da Casa das Matas do Reis Malunguinho em 2019. Esse bloco tem a pretensão de ser uma das vozes do povo de terreiro no Carnaval de Pernambuco. A tradição da Jurema e do candomblé tem como uma de suas importantes práticas os rituais preparatórios para o carnaval, sendo assim, todas as manifestações de cultura popular que estejam ligadas ao sagrado afroindígena, cumprem um severo ritual comprometido com as entidades e divindades dos panteões religiosos dessas duas tradições. Esses ritos pedem proteção, paz, segurança, livramento de tudo que é de ruim nos dias de Momo. Então, temos nas ruas, abertamente, contatos com símbolos e objetos sagrados, preparados para cumprir a missão de defesa e prosperidade para os blocos, agremiações, maracatus, afoxés, bois, la ursas, etc.

O catimbó, em termos gerais, é a mesma coisa que a Jurema Sagrada, uma religião de matriz indígena do Nordeste do Brasil, que está presente em todo estado de Pernambuco, sendo em Recife e Região Metropolitana, a religião mais presente nos terreiros, sendo mais de 70% das casas, como aponta o senso realizado em 2010 pelo MDS e UNESCO. Esse termo, é profundamente estigmatizado na nossa sociedade, sempre ligado à coisas ruins, ao mal e à bruxaria. Não há consenso teórico que determine o significado desse termo indígena, contudo, o povo de terreiro sabe que catimbó é o ato de fumar cachimbo, ou o próprio cachimbo, elemento fundamental no culto da Jurema.

Para mudar a lógica de que nós somos o mal e educar nossa sociedade racista, o Bloco dos Catimbozeiros vai às ruas para levar alegria, fumaça, fé e proteção para o carnaval. Com muito catimbó, coco, maracatu e a presença ilustre do Calunga Gigante do Reis Malunguinho, as ladeiras de Olinda vão ser sacralizadas com todo axé e ciência do povo de terreiro, que tem em sua tradição, praticar o bem coletivo e curar os males de quem precisar.

A ideia é simples. Nos reunirmos em frente a Casa das Matas do Reis Malunguinho, todas e todos que são de terreiro, levando algum elemento religioso ligado à Jurema, como cachimbos, maracás, etc. Usar as roupas tradicionais e sair às ruas levando a bandeira da paz e da luta contra toda forma de racismo religioso. No meio deste contexto, depois de cumprimos nossas obrigações nas ladeiras de Olinda, claro que celebraremos sambando muito coco de roda, maracatu, mazurca e tudo mais que faz parte da tradição de terreiro, em frente à Casa das Matas do Reis Malunguinho.

Informações sobre a saída do bloco em 2019:

Saída dia 4 de Março ao meio dia em ponto. O bloco será acompanhado pelo Maracatu Nação do Reis Malunguinho e o Calunga Gigante do Reis Malunguinho, ambos estreando nas ladeiras de Olinda.

Local: Casa das Matas do Reis Malunguinho - Rua de São João, n° 340, Largo do Amparo, Guadalupe/Olinda.

Ao final, será servido o tradicional mungunzá e sambado o coco de roda com mestres e mestras da cultura popular em frente ao terreiro.

Contatos: 81 99525-7119 (Tim e Sapp) – Alexandre L’Omi L’Odò, sacerdote responsável.

Alexandre L’Omi L’Odò
Sacerdote da Casa das Matas do Reis Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Bloco dos Catimbozeiros, evocando o respeito à diversidade religiosa nas ladeiras de Olinda

Estandarte oficial do Bloco dos Catimbozeiros. Saída dia 04/03 (segunda de carnaval, ao meio dia do Largo do Amparo.

Bloco dos Catimbozeiros
Release

Bloco fundado por Alexandre L’Omi L’Odò, sacerdote juremeiro da Casa das Matas do Reis Malunguinho em 2019. Esse bloco tem a pretensão de ser uma das vozes do povo de terreiro no Carnaval de Pernambuco. A tradição da Jurema e do candomblé tem como uma de suas importantes práticas os rituais preparatórios para o carnaval, sendo assim, todas as manifestações de cultura popular que estejam ligadas ao sagrado afroindígena, cumprem um severo ritual comprometido com as entidades e divindades dos panteões religiosos dessas duas tradições. Esses ritos pedem proteção, paz, segurança, livramento de tudo que é de ruim nos dias de Momo. Então, temos nas ruas, abertamente, contatos com símbolos e objetos sagrados, preparados para cumprir a missão de defesa e prosperidade para os blocos, agremiações, maracatus, afoxés, bois, la ursas, etc.

O catimbó, em termos gerais, é a mesma coisa que a Jurema Sagrada, uma religião de matriz indígena do Nordeste do Brasil, que está presente em todo estado de Pernambuco, sendo em Recife e Região Metropolitana, a religião mais presente nos terreiros, sendo mais de 70% das casas, como aponta o senso realizado em 2010 pelo MDS e UNESCO. Esse termo, é profundamente estigmatizado na nossa sociedade, sempre ligado à coisas ruins, ao mal e à bruxaria. Não há consenso teórico que determine o significado desse termo indígena, contudo, o povo de terreiro sabe que catimbó é o ato de fumar cachimbo, ou o próprio cachimbo, elemento fundamental no culto da Jurema.

Para mudar a lógica de que nós somos o mal e educar nossa sociedade racista, o Bloco dos Catimbozeiros vai às ruas para levar alegria, fumaça, fé e proteção para o carnaval. Com muito catimbó, coco, maracatu e a presença ilustre do Calunga Gigante do Reis Malunguinho, as ladeiras de Olinda vão ser sacralizadas com todo axé e ciência do povo de terreiro, que tem em sua tradição, praticar o bem coletivo e curar os males de quem precisar.

A idéia é simples. Nos reunirmos em frente a Casa das Matas do Reis Malunguinho, todas e todos que são de terreiro, levando algum elemento religioso ligado à Jurema, como cachimbos, maracás, etc. Usar as roupas tradicionais e sair às ruas levando a bandeira da paz e da luta contra toda forma de racismo religioso. No meio deste contexto, depois de cumprimos nossas obrigações nas ladeiras de Olinda, claro que celebraremos sambando muito coco de roda, maracatu, mazurca e tudo mais que faz parte da tradição de terreiro, em frente à Casa das Matas do Reis Malunguinho.

Serviço:

Saída dia 4 de Março ao meio dia em ponto. O bloco será acompanhado pelo Maracatu Nação do Reis Malunguinho e o Calunga Gigante do Reis Malunguinho, ambos estreando nas ladeiras de Olinda.

Local: Casa das Matas do Reis Malunguinho - Rua de São João, n° 340, Largo do Amparo, Guadalupe/Olinda.

Ao final, será servido o tradicional mungunzá e sambado o coco de roda com mestres e mestras da cultura popular em frente ao terreiro.

Contatos: 81 99525-7119 (Tim e Sapp) – Alexandre L’Omi L’Odò, sacerdote responsável.

Alexandre L’Omi L’Odò
Sacerdote da Casa das Matas do Reis Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

Maracatu Nação do Reis Malunguinho - Histórico


Maracatu Nação do Reis Malunguinho
Histórico

Fundado em 2016, no bairro de Peixinhos, em Olinda/PE, o Maracatu Nação do Reis Malunguinho nasceu de uma missão dada pela divindade Malunguinho, ao discípulo/juremeiro Alexandre L’Omi L’Odò, mestre de baque e sacerdote da agremiação. Após L’Omi, ter tido uma forte “irradiação” espiritual, ao acompanhar o Maracatu Leão Coroado, sob a regência de Mestre Afonso Aguiar, em cortejo pelas ruas do Sítio Histórico de Olinda, recorreu à Jurema Sagrada para obter respostas sobre o que havia sido àquela reação espiritual tão forte, que quase o derrubou no chão. Para ele, “tal fenômeno era sem explicação cabível na espiritualidade”. Após consulta ao sagrado, pedindo respostas aos senhores mestres, o Reis Malunguinho manifestou seu desejo, mostrando-o como queria tudo, e o motivo pelo qual desejaria que ele e os filhxs do terreiro agissem dentro deste “brinquedo”. Neste ano, ele realizou os rituais de fundação do Maracatu dentro da Jurema, com rituais de consagração do bombo mestre, primeiro instrumento doado para a instituição, por Rodrigo Fernandes, mestre do Maracatômico.

Após aguardar respostas da espiritualidade, foram reveladas dentro das matas sagradas do Catucá o nome das quatro Calungas determinadas para serem as guardiãs do maracatu. Malunguinho convocou:

1 – Dona Maria do Acaes II – Maria Eugênia Gonçalves Guimarães (falecida em 1937) deixou um legado imenso reconhecido até hoje dentro dos terreiros de Jurema. Seu nome está ligado ao local onde nasceu e se criou, o Sítio do Acaes, terras no município de Alhandra/PB herdadas do seu tio avô, o último cacique da tribo Arataguí. Hoje ela é uma mestra que “baixa” nos terreiros, sendo muito reverenciada como alicerce moral e de grande força espiritual, considerada pelos juremeirxs como a maior mestra na história da religião. 

2 – Mãe Biliu de Manoel do Ororubá (Antônia Montes da Silva - filha de Iyemojá. Nascida em 30/08/1905, falecida em 08 de Agosto de 2012) Juremeira e sacerdotisa do candomblé, falecida com 107 anos no bairro da Mustardinha/Recife. Foi uma das mais importantes lideranças religiosas daquela região, sendo respeitada por todo povo de terreiro. Chegou a ser a mais velha juremeira viva de nosso tempo, levando com força e grande sabedoria seu terreiro, que está aberto e em funcionamento até hoje.

3 – Mãe Biu de Alhandra (Severina Chaves dos Santos) (nascida em 1935, falecida em 16/09/2015) Juremeira nascida no Acaes, viveu sua vida sacerdotal entre Pitimbú e Alhandra na Paraíba, sendo uma das mais sábias e célebres da Jurema. Foi uma das ultimas grandes rezadeiras e catimbozeiras das antigas raízes de Alhandra, sendo reconhecida em vida como mestra dos saberes ancestrais. 

4 – Reis Malunguinho - Patrono do Maracatu e da Casa das Matas do Reis Malunguinho. Divindade que na primeira metade do século XIX fora o mais importante líder quilombola na luta pela liberdade dos povos escravizados de Pernambuco. Foi o único herói negro deificado nas religiões de matrizes afroindígenas, considerado o patrono da Jurema Sagrada, pois só ele, se manifesta em quatro formas diferentes: reis, caboclo, mestre e trunqueiro/exu. Nas Cidades da Jurema e nos terreiros, Malunguinho cumpre sua mesma missão ancestral - defender seu povo, dando continuidade à luta do Quilombo do Catucá.

Em 2018, foi realizada a Consagração pública do baque do maracatu no XIII Kipupa Malunguinho, ocorrido no dia 23 de setembro. Essa foi sua primeira apresentação como instituição oficial. O baque foi recebido pelo Maracatu Nação Malunguinho de Abreu e Lima, fundado em 2017 no XII Kipupa, cujo mestre é Aldene Nascimento, amigo e parceiro de longas datas nas lutas pela cultura popular. Neste momento, foram apresentadas pela primeira vez as quatro Calungas ao público.

No dia 4 de Março de 2019, segunda feira de carnaval, ao meio dia em ponto, será seu primeiro desfile oficial nas ladeiras de Olinda. Seguirá junto com o Bloco dos Catimbozeiros, que também desfila pela primeira vez no carnaval acompanhados pelo calunga gigante do Reis Malunguinho.

As orientações espirituais e éticas que alicerçam este maracatu, serão obedecidas irrestritamente, sendo elas: que o Maracatu deve ser Nação (religioso); que não crie disputas com grupos da cultura afroindígena e popular; que seu baque evoque e louve os ancestrais; que a instituição sirva pra ajudar os povos tradicionais, empobrecidos e demais minorias; que mantenha as tradições antigas de terreiro do maracatu, respeitando e seguindo os rituais deixados pelos nossos mais velhos; lutar com uma perspectiva decolonial, combatendo o racismo, a intolerância religiosa, a LGBTTI+fobia e demais formas de opressão, se posicionando sempre ao lado dos herdeiros da senzala, e nunca da Casa Grande.

Com fé, ciência, fumaça, baque forte, decoloneidade, retorno às origens e respeito aos mais velhos, o Maracatu Nação do Reis Malunguinho é a continuidade da luta do Quilombo do Catucá!

Sobô Nirê Mafá Reis Malunguinho!!
Trunfa Riá!
Nosso baque é forte e tem ciência!

Alexandre L’Omi L’Odò
Mestre de Baque e coordenador
alexandrelomilodo@gmail.com

sábado, 13 de janeiro de 2018

Casa das Matas do Reis Malunguinho foi fundada em Olinda

Alexandre L'Omi L'Odò, sacerdote juremeiro, regendo a primeira gira da Casa das Matas do Reis Malunguinho. Foto de Joanah Flor.

Casa das Matas do Reis Malunguinho foi fundada em Olinda

Enfim, fundamos nosso Terreiro de Jurema!

Enfim, a Casa das Matas do Reis Malunguinho foi aberta ao público. Este terreiro já existia em sua essência e força há muitos anos... Em minha casa em Peixinhos, onde já atendia muita gente com a ciência mestra da Jurema e com as cartas ciganas que “trabalho” desde os meus 7 anos de idade.

No último dia 06 de Janeiro de 2018, que no calendário cristão é dia de Reis, ou dia dos Três Reis Magos – Belchior, Baltasar e Gaspar, o nosso terreiro, celebrou o dia da abertura religiosa do calendário anula do Povo da Jurema e a fundação da Casa em novo endereço. Distante de realizar qualquer culto aos Reis Magos, a casa celebrou o Reis Malunguinho, divindade que é responsável pela chave que abre e fecha os portões sagrados das cidades da Jurema e que também defende todas as porteiras dos terreiros que praticam essa religião de matriz indígena do Nordeste do Brasil. Também, essa divindade, foi em vida, ou foram em vida (já que existiram vários os Malunguinhos), um (uns) herói negro/indígena na luta pela liberdade do povo negro no Quilombo do Catucá, na primeira metade do Século XIX.

Esse Preto, espírito de luz, forte e protetor, teve em sua homenagem, uma linda celebração que contou com participação de meus afilhados e afilhadas, amigos, parentes, artistas da cultura negra etc. que foram em nossa casa para vivenciar este momento único na minha história sacerdotal e na luta pelo fortalecimento de nossa religião.

Estou muito grato pela glória de fundar uma casa (seu último endereço ainda será na Mata Sagrada do Catucá, em Abreu e Lima [no futuro]), no Sítio Histórico de Olinda. Agora somos três templos de culto à ancestralidade negra e indígena no espaço das elites de Pernambuco. O histórico terreiro Palácio de Iemanjá, a tradicional e resiliente Casa do Caboclo Jupirací de Dona Maria José na Rua da Palha, e agora a Casa das Matas do Reis Malunguinho, formam um conjunto representativo da fé de nosso povo dentro do círculo patrimonial de Olinda. Este detalhe é importante!

Agradeço a todos e todas, meus afilhados e afilhadas, que com profunda dedicação e amor, fé e cumplicidade, me ajudaram a dar conta de tantos afazeres para preparar a simples festa que demos ao público.

Cada momento das obrigações, da entrega das oferendas, da feitura das comidas, da preparação da decoração da casa, da luta para servir da melhor forma os convidados e convidadas, etc. tudo foi de muita luz, paz, equilíbrio e alegria. Esse é o objetivo de nosso terreiro, acolher, dar paz e trazer boas energias a partir da fumaça sagrada das entidades e divindades, para confortar quem precisar e quem nos procurar.

Tenho que fazer aqui um agradecimento especial ao próprio Reis Malunguinho, patrono da casa, que com muita atenção, tem nos aberto os caminhos e nos trazido todos os recados positivos que precisamos e merecemos. Esse velho, que por horas é grosso, exigente, temperamental, é de um amor imenso pela missão que ele mantém na Terra, a da libertação de seu povo...

Eu, como discípulo da Jurema, um jovem juremeiro (mas dedicado e perseverante), entreguei há muitos anos minha vida a espiritualidade negra e indígena. Manterei-me atento a força branca do Racismo. Eles não passarão! Nossa casa é uma casa para se empretecer e se indigenecer. Um local para cura, para a busca do equilíbrio espiritual, para a preservação das tradições, para a troca de saberes, cursos, maracatu, coco, forró, bacamarte, para receber pessoas de todo país que queriam pesquisar e conversar, e, para a busca de boas energias que nos ajudem a enraizarmo-nos em nossa ancestralidade.

A Casa está aberta. Venham me visitar. Consultas também podem ser feitas... Chega junto. A casa é nossa!

Em breve divulgaremos nosso calendário anual de reuniões e de festas. Aguardem. Também, divulgaremos o calendário dos cursos de língua, história e cultura yorùbá e kimbundo, aluas de percussão, aulas de juremologia e de orientação de pesquisas no campo afro indígena. Ainda, convidamos todas e todos para participar dos ensaios do Maracatu Nação do Reis Malunguinho, que após o carnaval irá iniciar seus ensaios.

Sobô Nirê Mafá!
Trunfa Riá!
Saramunanga Cipopá!
A Jurema Merece Respeito!

Casa das Matas do Reis Malunguinho
Endereço: Rua São João, n° 340. Largo do Amparo. Sítio Histórico de Olinda – PE. | Fone: 81 99525-7119 | 81 98887-1496

Foto de Joanah Flor (como não poderia ser diferente).
Mais imagens na próxima postagem com todas as fotos de Joanah e Céu Mendonça.

Alexandre L’Omi L’Odò
Sacerdote Juremeiro da Casa das Matas do Reis Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Cancelada a candidatura de Alexandre L'Omi à Vereador de Olinda!

Alexandre L'Omi L'Odò. Registro do plantio do primeiro pé de Jurema plantado em uma escola pública no Brasil. Foto de Joannah Luna.

Minha candidatura à Vereador em Olinda foi Cancelada!

Antes de iniciar este texto quero dizer que estou tranqüilo, consciente, forte, e, que vamos avançar! Olinda precisa sair desta situação que encontra-se (em total descaso). Nossa luta é construir uma unidade política forte que nos garanta representação legítima e nos faça crescer com qualidade e efetivação real de políticas para todos e todas.

Informo oficialmente que interrompi minha campanha à Vereador de Olinda, no qual fui preterido. Abri mão de minha candidatura a pedido do Partido, para integrar a equipe de coordenação geral da campanha majoritária, contudo, manteremos nossa luta com muito mais amplitude.

Esta foi uma difícil decisão para mim e para o PT, que numa perspectiva positiva de redimensionar a campanha, me efetivou para ser o coordenador da pauta de Promoção de Igualdade Racial e Povos e Comunidades Tradicionais.

Sou militante a mais de 15 anos defendendo a democracia, a luta contra o racismo, o fortalecimento da laicidade do Estado, o respeito à diversidade e a discussão de gênero, e sempre firme numa missão de contribuir para a construção efetiva de políticas públicas para os povos tradicionais, do segmento de direitos humanos e da cultura popular.

Quem me conhece sabe que não sou manipulável, que não me presto a ser massa de manobra e muito menos me vendo. Minha trajetória é de luta muito bem embasada e fortalecida com a força da Jurema e dos Orixás, no vibrar do couro das alfaias e no baque forte dos ilús. Nossa discussão política não é brinquedo e muito menos deve ser tratada de forma irresponsável. Estou atento a tudo, e meus olhos enxergam muito mais à frente, pois, vamos voar com as águias! Estou confiante na nova estrada, vou caminhar seguro com o pé bem firme no chão e atento aos espinhos. Estamos juntos em um projeto de reversão histórica que precisa de novas lideranças para ser concretizado! Temos sonhos, somos guerreiros, temos qualidade, temos axé! Esta luta é referendada pelos nossos ancestrais.

Aceito o novo pleito como grande desafio, com o coração aberto e disposto a contribuir, elevando a discussão e fortalecendo a pauta anti-racismo e de reparação, para na futura gestão de nossa prefeita, materializar em políticas públicas nossos sonhos. Queremos uma secretaria de Promoção de Igualdade Racial real, esta pasta terá prioridade e este compromisso é de nossa representante majoritária.

Obrigado a todos e todas que me ajudaram e acompanham minha trajetória. Obrigado à minha equipe, que com garra planejou e trabalhou com todo empenho e seriedade para juntos construirmos a vitória. Obrigado aos apoios de Olinda e de outros municípios. Obrigado aos amigos e amigas que acreditaram que seria possível vencer este pleito. Obrigado à comunidade de Peixinhos que esperava com grande expectativa minha candidatura. Obrigado a todo povo de terreiro que está comigo permanente nesta luta. Obrigado ao povo da cultura popular que vibra e comunga comigo esta caminhada, Obrigado à imprensa pernambucana que com isenção e imparcialidade produziu excelentes matérias sobre a luta política do Povo de Terreiro. Obrigado aos votos ideológicos que com consciência estão conosco. Enfim, quero chamar a todos e todas para trabalharmos com unidade no futuro, conto com o apoio de vocês nas próximas eleições. Convoco a todos e a todas para unidos elegermos Tereza Leitão Prefeita de Olinda! É 13! Olinda quer avançar!

Exú: "O so (ò)kò lona o p(á) eiye loni - Tendo lançado uma pedra ontem, ele mata um pássaro hoje". (VERGER, 2000, p. 145).

“Dizem que a jurema amarga, para mim é um licor. A Jurema com seus frutos, sempre nos alimentou”!

“Malunguinho ta de ronda, quem mandou foi jucá. Malunguinho ta de ronda, que a Jurema manda”!

“Quanto mais meu lírio cheira: É pau, é pau é pau”!

Sobô Nirê Mafá!
Axé!

*Na foto feita pela artista Joannah Mendonça estou plantando o primeiro pé de Jurema em uma escola pública no Brasil. Motivo de orgulho e símbolo de resistência de que estamos plantando um amanhã sem racismo, sem intolerância e com respeito à diversidade. Assim é minha caminhada e missão!

Alexandre L’Omi L’Odò
Coordenador da Campanha Majoritária de Olinda - PT
alexandrelomilodo@gmail.com

sábado, 6 de agosto de 2016

Espaço para o 'povo de terreiro' - Matéria da Folha de Pernambuco

Primeira Plenária povo de Terreiro e Políticas Públicas. Foto de Ursula Freire/DP.

Matéria Folha de Pernambuco de 06 de Agosto de 2016.
Por Leonardo Malafaia


Espaço para o 'povo de terreiro'

Combater o crescente avanço de políticas “conservadoras”, as propostas que “afrontam a laicidade” e promover o diálogo de enfrentamento ao preconceito contra o povo de terreiro. Estas foram as propostas da primeira plenária “Povo de Terreiro e Políticas Públicas”, sediada ontem no Nascedouro de Peixinhos, em Olinda. O evento que contou com a participação de pré-candidatos de diversas regiões do Estado, discutiu a representação e planejamento estratégico coletivo para o segmento nas campanhas.

No último Censo realizado pelo IBGE, em 2010, a população pertencente às religiões afrobrasileiras - Umbanda e Candomblé, entre outras declarações de religiosidades - totalizavam mais de 58 mil brasileiros. O número, porém não se reflete na representação política, uma vez que inexistem na Câmara Federal e no Senado legisladores, efetivamente, representantes de terreiro.

Matéria impressa com mesmo texto. Folha de Pernambuco de 06/08/2016, Caderno de Política, página 4.

Pleiteando uma vaga nas proporcionais nas eleições 2016, nos municípios de Palmares, Olinda, Paudalho, Recife, Goiana, Abreu e Lima, Camaragibe e Jaboatão dos Guararapes, os candidatos tendem a enfrentar uma grande resistência.

Alexandre L’Omi, organizador do evento, diz que a ideia “é romper com a questão histórica que coloca a população negra e o povo de terreiro no ostracismo político. Na falta de acesso à política. Porque desde a colonização, e até hoje, nós nunca tivemos uma representação que de fato fosse eleita por nosso segmento.”

De acordo com a candidata a prefeitura de Olinda, Teresa Leitão (PT), que participou do evento, a iniciativa é um passo importante para superar isso. Para ela, o evento é essencial para desmistificar a religião de matriz afro e garantir participação do “povo de terreiro” na política. “É na cidade que está nosso terreiro, é na cidade que está o nosso povo, mas é também onde está a intolerância, onde tanta coisa avançou e ainda se estranha um babalorixá querer andar com os seus guias”.


Alexandre L'Omi L'Odò
Pré Candidato à Vereador em Olinda 2016
Quilombo Cultural Malunguinho 
alexandrelomilodo@gmail.com 

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Cavando espaço político

Digitalização de Matéria. Diário de Pernambuco, 14/02/2016. Caderno Política, p. b1. Chamada.

Cavando espaço político

Religiões afro-descendentes querem representantes dos terreiros nas casas legislativas para combater intolerância religiosa

Tércio Amaral
Tercioamaral.pe@dabr.com.br

Matéria do Diario de Pernambuco, de 14/02/2016 (Domingo), Caderno Política, página b5. Matéria de página inteira.

O ambiente abandonado, repleto de verde em suas ruínas, agrada aos Orixás, que recebem do cachimbo as primeiras fumaças de uma conversa no fim de tarde. O encontro marcado no Nascedouro de Peixinhos, antigo matadouro do bairro periférico de Olinda, tem um motivo: o terreiro é um lugar sagrado e muitas vezes não compatível com determinadas atividades, como entrevistas.

O sacerdote e juremeiro Alexandre L’Omi L’Odò tem pressa. Quer fazer justiça a uma ausência que vem desde os tempos do Brasil Colônia (1500-1808): a participação de pessoas ligadas a cultos afro-brasileiros na política. A decisão do juremeiro, que será candidato a vereador em Olinda pelo PHS, junta-se a de tantos outros no estado do mesmo segmento. Essas candidaturas começam a ganhar espaço como contraponto à bancada evangélica que cresce a cada eleição nas casas legislativas pelo país e à intolerância religiosa.

Vaidoso, Alexandre não revela a idade, mas quando o assunto é política, o discurso é bem afinado. Nascido na própria localidade de Peixinhos, tem formação em história e faz mestrado em ciências da religião na Unicap (Universidade Católica de Pernambuco). Uma de suas propostas é defender questões que já estão na Constituição Federal de 1988, ou seja, em vigor, mas não em prática.

 Digitalização de matéria. Diario de Pernambuco. 14/02/2016. Caderno Política. P. b5.

“Caso seja vereador de Olinda, vou propor a retirada do crucifixo do plenário da Câmara (Municipal) e a retirada de quadros de pseudo-heróis que atentaram contra o povo negro”, diz, ao se referir ao quadro de Bernardo Vieira de Melo, conhecido como carrasco de Zumbi dos Palmares. O dia da Consciência Negra é comemorado em 20 de novembro em homenagem ao quilombola, morto nessa data em 1695.

“Não vou pregar a intolerância, mas defender uma educação plural, sem o ponto de vista tradicional do cristão branco conservador. Pretendo dar protagonismo aos negros na nossa história e fomentar esse debate da pluralidade”, argumentou.

Assim como Alexandre, Edson Axé, 48 anos, é candomblecista e será candidato a vereador, mas no município de Recife.Seu partido é o PT. “Independentemente de qualquer eleição, nós já fazemos palestras em bairros e RPAs da capital, além de faculdades. A grande questão é o racismo, pois tanto o Candomblé quanto a Umbanda são religiões de raízes negras”, argumenta Edson Axé, que é estudante de direito e formado em gestão de pessoas.

Já o artista popular de Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, Serginho da Burra, que também será candidato pelo PT no município, adota o discurso de “contra-corrente”. Serginho, que é historiador, diz que muitos dos ataques sofridos em terreiros recentemente em são provenientes de grupos evangélicos neopentecostais.

“Esse grupo se organiza na política e quer que as pessoas sigam a doutrina deles. Está na hora de nosso povo se politizar. Quem sabe no futuro teremos um partido prórpio?”, planeja o pré-candidato a vereador em Goiana.

Pesquisador defende pluralidade

O pesquisador da Universidade de Pernambuco (UPE), Erisvelton Sávio de Melo, que concluiu o doutorado em antropologia no ano passado sobre ciganos, na UFPE, defende a pluralidade entre os representantes da política. Na sua avaliação, as candidaturas de segmentos religiosos marginalizados nestas eleições contribui para resgatar uma dívida histórica de grupos discriminados.

“O fato de haver representantes políticos desses segmentos religiosos pode ser visto como algo muito positivo, tendo em vista a diversidade das pessoas que compõe as identidades brasileiras. Identidades essas que parecem estar sendo homogeneizadas no quisito religioso sobre a égide cristã”, desse Erisvelton. No Recife, por exemplo, em um mapeamento realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social, foram identificados 1,261 terreiros em 2010. Nenhum deles está articulado politicamente, com representantes eleitos, diferentemente das igrejas evangélicas.

A questão da pluralidade, reitera o pesquisador, vem sendo levantada pela “onda conservadora” protagonizada pela bancada evangélica no Congresso Nacional, com pautas como a “cura gay”. “É essencial para barrar essa onda capciosa de transformar assuntos de debates gerais que contemplem todos os eleitores/cidadãos, em vez de transformar o debate nem regime teocrático cristão, de ‘os salvos versus os condenados’”.

+SAIBA MAIS
+ O baixo índice de representatividade dos que se declaram pertencentes aos cultos afro-brasileiros na política ocorre por preconceitos criados historicamente no país desde os tempos da colonização portuguesa.

+ No senso comum, esses cultos são associados ao mal, à bruxaria, e o fato de ter entre praticantes grupos sociais (negros e índios) que foram escravizados e que se encontram em situação econômica inferior agrava a aceitação.

+ Umbanda é uma religião eminentemente brasileira, com doutrina própria. Não é a única, pois existem outras, como o Vale do Amanhecer, Santo Daime e Igreja Universal do Reino de Deus.

+ A Umbanda foi criada em 15 de novembro de 1908, na então capital do Brasil Rio de Janeiro, por Zélio de Moraes, que chegou a ser eleito vereador de São Gonçalo, em 1924, mas que abandonou a política em 1929.

+ A Umbanda, nos anos 1930, se consolida como parte da “identidade brasileira”, construída na Era Vargas, com os prenúncios da democracia racial, defendida nacionalmente pelo sociólogo pernambucano Gilberto Freyre.

+ Os Orixás na Umbanda passam por um processo de “embranquecimento”. É nesse momento que surgem representações de Yemanjás brancas e o sincretismo com santos da Igreja Católica, também brancos, como Jesus na figura de Oxalá.

+ Já no Candomblé é, desde sua formação, de povos afrobrasileiros (negros), e por isso é mais excluída. É fruto de uma junção de práticas religiosas de várias nações africanas, como Jeje, Angola, Banto, Nagô, Ketu.

+ Entre as diferenças entre Umbanda e Candomblé está o fato de no Candomblé ser permitido a sacralização de animais por meio de sacrifícios, a definição mais clara de hierarquia e o vestuário branco.

+ Outra Religião negra pouco conhecida no Brasil é o Islamismo, trazido por escravos negros durante a Colônia (1500-1808) e o Império (1822-1889). Escravos letrados liam os textos originais em árabe e alguns contribuíram com a Revolta dos Malês (1835), em Salvador.

+ Nos anos de 1930, no Estado Novo, houve uma perseguição sistemática às religiões afro indígenas brasileiras. Templos foram invadidos e seus praticantes presos e torturados. Objetos sagrados foram levados e transformados em peças de museu.

Fonte: prof. Dr. Erisvelton Sávio S. de Melo (NEPE-PPGA e LACC – UPE).

Alexandre L’Omi L’Odò
Historiador e Mestrando em Ciências da Religião
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

sábado, 23 de julho de 2016

1° Plenária Povo de Terreiro e Políticas Públicas


1° Plenária Povo de Terreiro e Políticas Públicas

05 de Agosto de 2016 – Olinda/PE

A 1° Plenária Povo de Terreiro e Políticas Públicas, nasce da perspectiva de abrir uma discussão ampla e coletiva que possa beneficiar a sociedade como um todo. Pretendemos refletir sobre a participação das lideranças do Povo de Terreiro na disputa política e na construção de políticas públicas desenvolvidas a partir da luta dos movimentos de nosso Povo, dos movimentos negros e sociais.

Esta também será uma inédita possibilidade de debatermos abertamente com os pré candidatos do Povo de Terreiro de diversos municípios de Pernambuco sobre representação e planejamento estratégico coletivo para nosso segmento nas futuras campanhas. Vamos também avaliar as políticas públicas de promoção de igualdade racial, de cultura, educação etc. das gestões atuais dos municípios.

Vamos nos fortalecer. Nosso Povo precisa se unir em uma só corrente e dar a resposta nas urnas contra o racismo, a intolerância religiosa e todas as outras formas de opressão social.

#QuemédeTerreiroVotaemquemédeTerreiro!
#VamosFortalecerNossoPovo!

INFORMAçÕES:

Data: 05 de Agosto de 2016 (Sexta Feira)

Local: CTCD – Nascedouro de Peixinhos – Olinda/PE

Vagas: 100

Será dado Certificado

Mandar no E-mail – Nome Completo, RG, Nome do Terreiro ou Instituição, e-mail e telefone.

Dúvidas ligar: 81 999013736 / 995257119 – Secretária Betânia


PROGRAMAÇÃO

14h - Palestra: Povo de Terreiro e Políticas Públicas

Conferencista: Dra. Vera Baroni - Advogada e militante histórica da luta do povo negro e de terreiro - Rede de Mulheres de Terreiro e Uiala Mukaji.

Debatedores:

Alexandre Dias – Professor Pedagogo e Diretor do Afro Educação – São Lourenço da Mata/PE
Alexandre L’Omi L’Odò – Historiador e mestrando em Ciências da Religião e coordenador do Quilombo Cultural Malunguinho – Olinda/PE

14:45h – Debate

15:30h - Mesa Redonda: Povo de Terreiro e Eleições 2016 – Construção de um entendimento político coletivo para o bem comum

Coordenação de Mesa: Professor Omo Xangô João Monteiro – Historiador e Coordenador do Àbámodá.

Palestrantes:

Pai Israel de Averekete – Pré Candidato (Município de Palmares/PE)
Juremeiro Alexandre L’Omi L’Odò – Pré Candidato (Olinda/PE)
Pai Véu de Paudalho – Pré Candidato (Paudalho/PE)
Ogan Edson Axé – Pré Candidato (Recife/PE)
Serginho da Burra - Pré Candidato (Goiana/PE)

16:30h - Debate

17h - Lançamento da campanha: “Quem é de Terreiro Vota em quem é de Terreiro”!

Ritual de encerramento.

Alexandre L’Omi L’Odò
Coordenação
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com