O Quilombo Cultural Malunguinho vem ao longo dos últimos sete anos desenvolvendo atividades de informação, formação e pesquisa na Cultura e Prática Afro-indigena-brasileira.
terça-feira, 15 de agosto de 2017
Palestra Malunguinho, Líder do Quilombo do Catucá
sexta-feira, 24 de junho de 2016
Memória do Povo da Jurema - IX Kipupa Malunguinho na Rede Globo Nordeste
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
10 anos do Quilombo Cultural Malunguinho - Lutando e Unindo o Povo da Jurema!
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
VII Kipupa Malunguinho - Coco na Mata do Catucá. 7 Anos Unindo o Povo da Jurema!
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Conselho de Políticas Culturais do Recife tem novos representantes na área de Patrimônio e Arquitetura
quinta-feira, 24 de maio de 2012
"Vamos Salvar a Jurema" - Ato Político em defesa dos Pés de Jurema da Mestra Jardecilha em Alhandra/PB.
Informações e Roteiro (Ler com atenção):
06h: Saída do Memorial Zumbi dos Palmares (Largo do Carmo do Recife).
08h: Celebração da missa na igrejinha do Acaes de nossa Senhora Menina.
09:30h: Toré de Jurema em volta da “cidade” (tumulo) do Mestre Flósculo, celebrando a memória dos nossos ancestrais e chamando a força da Jurema para esta luta.
12:00h: Almoço (por conta de cada um).
14:00h: Visita ao templo da Mestra Jardecilha. Ver os pés históricos de Jurema.
17:00h: Retorno a Recife.
Será divulgado aqui a listagem das pessoas que vão. E da mesma forma também será dito quando encerrar as inscrições.
Dúvidas, entrar em contato com:
Alexandre L'Omi L'Odò - 81. 8887-1496 (Oi)
sexta-feira, 30 de março de 2012
O Povo da Jurema e da Nação Xambá discutem intolerância religiosa sofrida
O Povo da Jurema e da Nação Xambá discutem intolerância religiosa sofrida
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Este foi um primeiro momento onde sacerdotes da Jurema e da Nação Xambá se reuniram organizadamente para agirem judicialmente contra estes absurdos. O evento organizado convocado e organizado pelo Quilombo Cultural Malunguinho no Terreiro de Jurema e Nagô Mensageiros da Fé, da sacerdotisa Dona Dora, teve mais de 80 participantes de diversos terreiros de Recife e RM e Estados do Nordeste. Ainda tivemos a participação em vídeo conferência do Professor Teólogo-Afro Jayro Pereira de Jesus, que falou do Rio Grande do Sul e do juremeiro Eric Assumpção do Rio de Janeiro. A transmissão foi nacional e várias pessoas também puderam acompanhar.
Tivemos ainda as falas dos participantes. Entre eles e elas, a juremeira Joana da Paraíba e o Babalorixá e pesquisador Luiz de Ogodô, que vieram reforçar nossa luta.
http://www.qcmalunguinho.blogspot.com/
Quilombo Cultural Malunguinho
Coordenação
alexandrelomilodo@gmail.com
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Calendários de bolso Malunguinho, já a disposição ao público
Imagem do Calendário de bolso Malunguinho 2012. Foto de Thiago Bianchetti.Calendários de bolso Malunguinho, já a disposição ao público
Já está a disposição de todas e todos o calendário de bolso oficial do Quilombo Cultural Malunguinho 2012. Esta iniciativa marca o início das comemorações do VII Kipupa Malunguinho, que acontecerá dia 23 de setembro do corrente ano.
ou pelos telefones: 81. 8887-1496 e 9428-4898
Poderemos enviar pelos correios também.
Salve a fumaça!
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com
sábado, 7 de janeiro de 2012
Festa para Malunguinho abrindo o ano de 2012 do QCM.
Boa noite a todas e todos. Venho por meio desta nota convidá-los para a grande festividade em comemoração ao Rei Malunguinho. Será a 38° festa para esta grande entidade no terreiro de Dona Dora, a Casa Mensageiros da Fé, terreiro tradicional de Jurema e candomblé do Jordão Baixo no Recife. Esta celebração marca a abertura oficial do calendrio anual de atividades do Quilombo Cultural Malunguinho (QCM) em 2012. Na ocasião será inaugurada a nova casa de Malunguinho, espaço dedicado ao seu rgande cultuador o Juremeiro João Folha. Vai ser um grande evento com uma sambada de coco ao término dos rituais.Compareçam!! Serão todas e todos bem vindos!!
Contatos para chegar no local: 8887-1496 / 9428-4898
Serviço:
Festa de Jurema para o Rei Malunguinho (com roda de coco ao final)
Data: 08/01/2012
Local: Jordão Baixo/Recife. A forma de chegar lá é pegar a Rua Rio Xingú no Ibura e descer do ônibus logo após a curva. Entra-se na rua a esquerda onde a curva acaba e segue em frente até uma Igreja toda Azul, entra na rua a esquerda e já está no terreiro de DOna DOra. Vê-se logo um Iroco frondozo dentro de seus muros... Dúvidas nos liguem.
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Homenagem ao VI Kipupa Malunguinho da Escola de Umbanda Pena Branca de SP
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Com Ação Afirmativa é possível mudar!

Mestre Galo Preto e aluna na Escola Mariano Teixeira
No ciclo junino existiam várias Palhoças organizadas por moradores de diversas ruas da Vila sempre com o forró tradicional e enfim no ciclo natalino a Praça de Sena era o endereço, Missa do Galo e Parquinho de diversões afora os ciclos culturais existiam outros momentos saudosos como as novenas do mês de maio e a tradicional procissão de Nossa Senhora de Fátima em outubro que passava de casa em casa durante todo esse mês e finalmente o único Terreiro da comunidade o de Dona Zefinha de Oyá que cheguei assistir parte de uma Festa de Ogum em minha adolescência, hoje extinto.
A comunidade nunca teve envolvimento nas lutas populares, tradicionalmente reduto dos seguidores do período militar e “eleitores da direita”, a partir das eleições do ex-presidente Lula e eleição do Prefeito João Paulo a comunidade passou a tomar um novo posicionamento frente as gestões públicas, contudo o único estabelecimento de ensino do governo estadual na comunidade, a Escola Mariano Teixeira ficou a margem desse processo, considerada uma Escola de médio porte, possui uma estrutura de dar inveja a muitas escolas públicas, mas não consegue sequer apoiar aos poucos professores que dedicam-se verdadeiramente a melhorar a realidade da instituição e da comunidade.
Hoje muitos jovens estão mergulhados nas drogas e na prostituição as relações com os professores a cada dia ficam mais difíceis e a gestora que se mantêm no poder há mais de 10 anos se coloca a margem dos problemas principalmente quando se trata das relações comunidade-Escola, nenhum projeto decente de cultura adentra ao estabelecimento e muitas tentativas dos professores resistentes são inviabilizadas, até mesmo o Grêmio Estudantil é mantido sobre seu extremo controle, chega a ser vergonhoso o comportamento dessa gestora, que vai totalmente de encontro ao que as políticas da atual gestão estadual propõem.
Sabemos que essa situação não é fato isolado e grande parte das Escolas públicas sofre com
esse problema, porém sabemos que as práticas esportivas e culturais são desde longe fortes
aliados para transformar-mos a realidade de milhares de jovens que por falta da presença ativa e importante do estado estão condenados ao trafico e prostituição. Acreditamos nessa transformação quando pessoas competentes e realmente comprometidas estiverem à frente dessas instituições educacionais.
Na tarde de hoje dia 14 de setembro de 2011, as Professoras Célia e Suely deram o exemplo que implementar é possível, organizaram as comemorações da Semana da Vivência e Prática da Cultura Afro Pernambucana, dentro da lei n° 13.298/07 (Lei Malunguinho), que tem objetivo de fomentar o diálogo entre sociedade civil, cultura de tradição e escolas e de celebrar a memória do líder negro Malunguinho.
Através de uma homenagem ao Mestre Galo Preto, protagonizada pelos jovens estudantes, observamos um real reconhecimento e entendimento do valor do mestre resultado das informações passadas pela Professora Célia Cabral com a coordenação pedagógica da Professora Sueli Duarte. Um exemplo a ser seguido e reconhecido com dignidade pela Secretaria Estadual de Educação.
João Monteiro
Historiador, Especialista em Preservação de Acervo, Ativista Social, Coordenação do Quilombo Cultural Malunguinho e morador há 43 anos da Vila Cardeal e Silva.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
VI Kipupa Malunguinho Por que "A Jurema Merece Respeito"!
COMO CHEGAR NO LOCAL DO EVENTO? É fácil: Todos que forem de carro, moto ou a pé (se for louco kkkk) devem encontrar os ônibus as h em frente a Prefeitura de Abreu e Lima e seguir o comboio ao local do evento. Endereço: Estrada de Pitanga II, área 04 - Sítio de Juarêz. É só perguntar no meio do mundo que o povo indica!! Boa sorte na aventura!!
LOCAIS DAS SAÍDAS DOS ÔNIBUS: Carmo do Recife, Nascedouro de Peixinhos, Limoeiro, João Pessoa, Natal, Jordão Baixo, Prado, Goiana etc. Todos saem de 07h em ponto!
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Um dos grandes legados da África ao mundo é sem duvida o Baobá Andasonia digitata como é conhecido no meio cientifico, é uma das árvores que tem o maior tempo de vida na terra, um referencial simbólico da longevidade e, sobretudo de ancestralidade, algumas espécies chegam a ter mais de 3.000 mil anos, testemunharam em seu “silêncio” todo processo histórico do ser humano, tem sua origem em Guiné-Bissau, Angola, Moçambique, Zimbábue, Botsuana e Senegal onde é o principal símbolo deste pais, provavelmente chegou ao Brasil juntamente com a entrada de milhões de negros e negras que aqui chegaram como mão de obra escrava, O Conde Mauricio de Nassau plantou alguns exemplares em seu jardim Botânico, há registro que o Dr. Manuel Arruda da Câmara escreveu ao Príncipe regente em 1810 aconselhando a introdução da árvore no Brasil, em 1874 Francisco Augusto da Costa descreve o Baobá existente na Praça da República em matéria do Diário de Pernambuco no dia 12 de maio.
Pernambuco hoje é o território de maior concentração de Baobás do mundo depois da África, constatação feita por Dr. John Rashford do College of Charleston da Califórnia - EUA e para nós afros descendentes representa a manutenção da nossa memória histórica e cultural.
Em todos os cantos do Brasil teve a presença de negros e negros, os registros seja na dança, culinária, tecnologia, linguagem, expressões da cultura popular, uma verdadeira simbiose cultural foi estruturada pelas várias etnias que aqui chegaram e todas sem exceção têm no Baobá algum referencial simbólico seja ele cultural, religioso ou étnico.
Era nas sombras dos imensos Baobás que a história das etnias eram repassadas pelos “Griôs” ou Kibandas, anciãos responsáveis pela manutenção da história local, um verdadeiro arquivo vivo e o grande Baobá era a testemunha do tempo.
Plantar um Baobá significa fortalecer a luta pela reparação dos povos afros descendentes, que durante muitos anos foram excluídos de qualquer implementação de políticas públicas direcionadas a valorização e reconhecimento da cultura afro-brasileira, como plantam os pesquisadores Professor Osvaldo Martins Engenheiro-Agronômo da Universidade Federal Rural de PE e membro da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica, Fernando Batista da Universidade Federal de PE comprometidos com a preservação e difusão desta arvore, bem como a Professora Célia Cabral da Costa Arruda que efetivam ações afirmativas para implementação da lei 11.639/2007. O Decreto federal 5.5795/1995 que institui o dia nacional do Baobá em 19 de junho.
João Monteiro
Historiador, Especialista em Preservação de Acervos, Coordenação do Quilombo Cultural Malunguinho
sábado, 11 de junho de 2011
Patrimônio Afro religioso em alerta!
Mãos de Ifatoogùn, Paulo Bráz Criôt do Ministério da Cultura e Kimbanda do Quilombo Cultural de Malunguinho.No canal www.youtube.com/empeturpress, o dito antropólogo faz suas considerações.
Bom, escrevo estas breves linhas para registrar nossa insatisfação com os Sacerdotes e sacerdotisas tradicionais que insistem em serem massa de manobra, mesmo com tantas reuniões, cursos, encontros e caminhadas alguns destes insistem em não levar em consideração suas próprias histórias e tradições ancestrais, os resquícios coloniais continuam bem vivos e agora mais do que nunca tentam trazer a história dos repressores e escravocratas em detrimento da historia dos reprimidos, humilhados e excluídos, tem aumentado substancialmente as "Yás Funfun ti ara dúdú" que têm melhor prestigio junto aos gestores que desconhecem geralmente o histórico do povo de Terreiro de Pernambuco e se iludem com as performances de vestuários e com um conjunto de línguas estranhas, nunca o Yorubá.
Nossos grandes Sacerdotes e Sacerdotisas continuam esquecidos em seus humildes Terreiros localizados nos Altos, Becos e Vielas de nossa cidade e de certa forma protegidos! Precisam de ações afirmativsa de infra estrutura e de saúde.
Agora quem comprar um Casarão antigo, Engenho, Palacete etc. e transformá-lo num Terreiro, terá o respaldo governamental? Pois as paredes, os assentamentos o chão e as consciências coletivas acumuladas de Axé ancestral perdem seu valor? Faz-se necessário identificar quais os templos que detém tais acúmulos, pois lá moram humanos que passaram longo período de exclusão social e política.
Como não sou sacerdote e nunca tive a menor pretensão de ser-lo, faço votos que a consciência das novas gerações sensibilizem-se na perspectiva de manter a dignidade ancestral, procurem ampliar seus conhecimentos sacerdotais sem perder de vista a memória, a tradição e principalmente sua história.
Como Omo Xangô com 26 anos de Religião e 6 anos de iniciado me sinto totalmente a vontade para fazer este registro.
João Monteiro
Omo Xangô Obá Aduban
Coordenação do Quilombo Cultural Malunguinho
Historiador, Especialista em Preservação de Patrimônio Documental
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Saurê Abdias Nascimento!

“Querida Elisa e toda a família afrodescendente,
Fiquei muito triste ao receber a notícia da transição do nosso querido baba Abdias deste aye para o orum. Porém, pensando melhor, me consolei com o fato de que, dentro da nossa cultura iorubana, uma pessoa do quilate do Abdias nunca sera capaz de morrer, senão subir na hierarquia. Abdias agora é orisa, pois soube superar com a sua luta ferrenha contra todos os tipos de discriminação e preconceito que vitimaram e ainda vitimam o negro não só no Brasil como também no resto do mundo.
Com efeito, o Abdias merece, hoje mais que nunca este status de ancestral, pois ele venceu todas as barreiras do tempo e do espaço na sua luta: saiu do Brasil para o mundo, levando consigo a sua luta e a sua convicção. Nos EUA mostrou aos americanos de origem africana uma dimensão mais rica de ser africano. Na Nigéria sitiou e denunciou o genocídio dos negros brasileiros, desmentindo séculos da arraigada "democracia racial". Acabou derrubando o mesmo, comemorando com o mundo inteiro a derrota inicial do racismo e todo tipo de discriminação e apartheid nas conferências de Durban em 2001, fato que prenunciou as vitórias da "Consciência Negra" no próprio Brasil, Abdias será lembrado para sempre no Brasil como o verdadeiro porta bandeira das marchas de Zumbi +, além de representar uma verdadeira parteira das políticas da Ação Afirmativa no Brasil que gerou no coração sensível do Governo Lula a criação da Seppir e a política das Cotas, dentre outras tantas vitórias que se seguiram à sanção da Lei Federal 10.639/03.
Como foi lembrado durante a intervenção do próprio Abdias como Conferencista Magna durante o IV Colóquio Global Africano organizado pelo CBAAC (órgão do Ministério da cultura da Nigéria) e apoiado pelo Ipeafro na Uerj em 2008, onde a voz do Abdias bradou durante mais de uma hora desde a sua cadeira de rodas para uma plateia composta de negr@s e africanistas dos quatro cantos do mundo, ele ABDIAS teve a sorte de ser um dos poucos heróis que tiveram a felicidade de ver e viver a realização dos frutos da sua luta, pois conseguiu viver a vitória das Ações Afirmativas que levou a sua vida inteira a planejar e executar ao lado do seu povo querido.
A nós, seus herdeiros ideológicos, étnicos e estéticos, só nos resta saudá-lo como se costuma saudar na cultura iorubana aos ancestrais que atravessam triunfalmente a húbris deste aye para ocupar seu lugar no orum:
Ká tó r'erin o d'igbo,
Ká tó r'éfòn, ó d'òdàn,
Ká tó r'éni bi Abdias Nascimento,
O d'orun Alakeji!
Ma j'òkùn,
Má j'ékòló o, Abdias,
Ohun ti wón ba nje l'ájùlé òrun ni koo bawo jè.
Bóo ba délé o kíle o,
Bóo d'óna o bèèrè wò.
Àtètèdélé ise mi l'àkójé o.
Òpòló ò, oníy`'aré o,
Èiye ire ìyèrú oò, èiyè!...
Saurê Abdias Nascimento!”
E a Doutora Elisa Larkin viúva do grande Abdias Nascimento em resposta ao Professor Dr Félix, também nos enviou a mensagem:
“Querido irmão Felix, que alegria receber sua mensagem!
Através de você eu quero saudar toda a comunidade da nossa querida Universidade Obafemi Awolowo que outorgou a Abdias o título de Doutor Honoris Causa em memorável cerimônia em 2007.
Segue o link para um pequeno vídeo do velório e do ato de sétimo dia realizado no sítio histórico do Cais do Valongo e na sede da Ação da Cidadania contra a Fome e a Miséria e pela Vida, no Rio de Janeiro, dias 26 e 31 de maio passados. Quando entrar o quadro da Rio TV Câmara, clicar na opção "Edições de 26/05 e 31/05/2011".
http://www.camara.rj.gov.br/riotv_verprog_camarariotv.php
Estamos nos preparando para cumprir o desejo de Abdias e levar seus restos mortais à Serra da Barriga, local da República de Palmares, em 13 de novembro próximo. A idéia encaminhada pelo movimento negro é de plantarmos um pé de baobá e um pé de iroko em sua homenagem.
Um grande abraço extensivo a todos os nossos amigos e irmãos na Nigéria!”
Nossos respeitos a Doutora Elisa que junto a nossa referência de luta Abdias Nascimento fomentou discussões e instigou pesquisas, trazendo a luz possibilidades reais de rever nossa historia ancestral!
Sentimos a perda, porém acreditamos de onde Abdias Nascimento estiver, fiscalizará melhor e instigará toda nossa luta.
Salve Zumbi! Salve Malunguinho! Salve Abdias!
João Monteiro
Historiador - Coordenação do Quilombo Cultural Malunguinho
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Carta de apoio integral à Festa da Lavadeira - Quilombo Cultural Malunguinho.

quarta-feira, 20 de abril de 2011
Semana Santa mais uma vez!
Na verdade todo esse panorama vem sendo construído ao longo destes quase 2.000 anos, e mesmo com as deficiências arqueológicas, historiográficas e históricas em torno de Jesus, ele e sua Mãe Maria se tornaram referencial de fé, mesmo diante das experiências mais antagônicas possíveis, como é o caso das Religiões de Matriz Africana, Afro brasileira e Indígenas. Diante da marginalização estas Religiões Negras e Indígenas incorporaram em suas ritualísticas momentos de reverenciação à Semana Santa, O Candomblé ou Xangô pernambucano encerra, na sexta feira anterior, cobre-se todos os Igbás (assentamentos sagrados) dos Orixás com um pano branco e oferta comida seca e seca as quartinhas, no sábado de aleluia se enche as quartinhas novamente e pacientemente, em alguns Terreiros como a exemplo da Casa Xambá em Olinda, existe uma liturgia peculiar chamado “ritual das bolsas” realizada na semana anterior, um grande e poderoso ebó do Xambá e todos se resguardam do Orixá até no sábado de Aleluia, quando pela manhã é realizado um toque chamando os Orixás.
No caso da Jurema Sagrada, em muitas Casas o quarto dedicado a esse culto permanece fechado durante todo tempo “santo” e cobre-se os príncipes e as cidades da Jurema (taças e copos de vidro ou cristal) com “matapulão”, um tipo de filó e no domingo de Páscoa se dava um Toré para os Caboclos da Jurema.
Alguns rituais, heranças dos cultos pagãos europeus encontrão na sexta feira “santa” o momento especial para a realização de feitiços, na noite da quinta pra sexta é o dia certo para fazer encantarias.
Além de tudo os brincantes de Clube de Frevo, Blocos e troças carnavalescas viam no sábado de aleluia mais um momento para festejar, como no caso do Clube Carnavalesco Mixto Lavadeiras de Areias que até pouco tempo desfilava pelas ruas do bairro neste dia após “encontrar à Aleluia”.
Tudo isso é simbiose cultural, provocada pela repressão a estas Religiões brasileiras, portanto, seria uma prova de respeito ao cristianismo esses rituais dentro dos Terreiros? Ao contrário dos cristãos nunca tiveram respeito as religiões de Matriz Africana e Indígena, contudo a áurea mística da Semana “Santa” perde a cada ano seu tom religioso, histórico e cultural judaico-cristão, além de teológico pois hoje já temos centenas de Terreiros e Casas de Xangô que se aperceberam de sua identidade Histórica, Cultural e acima de tudo Teológica, chegaremos lá.
Informar e formar é preciso sempre e com qualidade!
João Monteiro – Omo Obá Aduban
Historiador, Especialista em Preservação de Acervos Gráficos











