Mostrando postagens com marcador Casa das Matas do Reis Malunguinho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Casa das Matas do Reis Malunguinho. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de outubro de 2020

Lançamento do filme: Mãe Terezinha Bulhões - um mar de amor no coração do Recife

 

Mãe Terezinha Bulhões – um mar de amor no coração do Recife

Lançamento do documentário em homenagem a Mãe Terezinha Bulhões, promovido pelo Quilombo Cultural Malunguinho em parceria com a Angola Filmes, inaugura o projeto Mourão que não bambeia de registro e preservação da memória e patrimônio cultural do povo de terreiro em Pernambuco.

Existe um mar de amor, caridade, verdade e fé no coração do Recife pulsando há 90 anos. Espalhando acolhimento e muito axé, Mãe Terezinha Bulhões é uma das juremeiras e iyalorixás mais antigas do Estado. Viva e ativa em seus trabalhos espirituais e sociais, com incontáveis filhos e filhas na religião, ela é uma referência importante da tradição de matriz africana e indígena no Brasil. Herdeira e continuadora das insígnias sagradas do candomblé e da Jurema Sagrada, Terezinha é um verdadeiro patrimônio vivo dos povos tradicionais de terreiro, tendo prestado assistência a toda sua comunidade ao longo de sua trajetória.

Como homenagem à sua caminhada e fundamental contribuição à nossa religião, Alexandre L’Omi L’Odò assume o papel de diretor e roteirista de um filme (média metragem) que registra a memória e história dessa grande liderança religiosa de nosso tempo, que não havia recebido nenhum registro oficial e documental sistematizado de sua existência, até então. Com produção audiovisual da Angola Filmes e realização do Quilombo Cultural Malunguinho e a Casa das Matas do Reis Malunguinho, o projeto Mourão que não bambeia tem como objetivo registrar e salvaguardar a memória, história oral e tradicional do povo de terreiro de PE, através de pesquisa, registro documental e audiovisual. A iniciativa faz nascer seu primeiro trabalho de memória oral dos grandes sacerdotes e sacerdotisas da religião de terreiro em Pernambuco.

A missão desse filme é eternizar a memória de Mãe Terezinha Bulhões, trazendo a iyalorixá como protagonista de sua própria história, mostrando à toda sociedade que ela existe e merece respeito. O projeto desfaz o apagamento da memória ancestral, afinal sabemos que existe uma lacuna imensa a ser preenchida sobre a história de nossa religião. Quase não há registros qualificados dos mais velhos dos terreiros e quando esses e essas morrem, toda sua trajetória se apaga no mar do esquecimento do racismo estrutural que nos assola socialmente.

Assim, o objetivo do projeto é barrar esse processo, abrindo espaço e escutando a voz de pessoas como Mãe Terezinha e tantas outras que merecem ser reconhecidas ainda em vida pela sua importante contribuição na história e desenvolvimento da sociedade como um todo.

Atenciosa, carinhosa e muito acessível, mesmo na altura dos seus 89 anos, ela dá atenção e ouve cada filho e filha. Realiza anualmente todos os ciclos festivos da religião e adora dançar um coco. Essa é a filha dileta de Iyemojá Sessú, uma mulher guerreira que tem muito amor para dar, mesmo tendo sofrido tanto em sua infância.

No coração do Recife tem um mar, um oceano de amor sim. Lá na Vila das Lavadeiras (Rua Palmares, nº 56, Areias) mora a felicidade e a resistência negro-indígena dos povos tradicionais de terreiro e toda sua história que forma a identidade deste país que precisa se encontrar consigo próprio para se reconhecer e prosperar. 

O filme será lançado no dia de seu aniversário, 07 de outubro de 2020, com apresentação de maracatu e coco, exibição do filme para toda comunidade e celebração coletiva com parabéns. Será um momento ímpar que devemos vivenciar.

Serviço

Lançamento do documentário e aniversário de 90 anos de Mãe Terezinha Bulhões

Data: 07 de Outubro de 2020

Horário: 19h

Local: Praça da Vila das Lavadeiras, Areias/Recife

Evento gratuito e aberto

Tomar todos os cuidados sanitários de saúde

Só poderão estar no lançamento quem estiver usando máscaras, álcool em gel e cuidando do distanciamento social.

É indicado a participação de 100 pessoas como orienta os órgãos superiores. Haverá contagem.

Contato:

81 99525-7119

www.qcmalunguinho.blogspot.com 

Alexandre L'Omi L'Odò

Quilombo Cultural Malunguinho 

alexandrelomilodo@gmail.com

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Seminário Malunguinho 185 anos vivo na alma de um povo

Seminário Malunguinho 185 anos vivo na alma de um povo

Um herói negríndio há 185 anos foi morto violentamente nas terras da antiga Maricota, hoje Abreu e Lima/PE. Foi comunicada e registrada sua morte em 18 de Setembro de 1835. Seu nome era João Batista, último líder do Quilombo do Catucá, conhecido como um dos malunguinhos, herói do povo negro e indígena de Pernambuco.

A luta e valor desses guerreiros que morreram por nós foi tão grande que seu povo os reconheceram e os imortalizaram na Jurema Sagrada como divindades, os Reis da Jurema, os Reis da Mata, os Reis Malunguinho, chefes mitológicos dos portões sagrados desta religião de matriz indígena do Nordeste do Brasil.

Malunguinho são muitos em um só, Ele, ou eles, são os únicos líderes quilombolas da história do país a terem sido deificados, certificando assim sua importância histórica na luta por liberdade dos negros(as) e indígenas na Mata Norte de Pernambuco, na primeira metade do século XIX.

Exú/trunqueiro, Caboclo, Mestre e Reis, classificações únicas desta força tão pungente que por mais de 40 anos lutaram no Catucá por liberdade, direitos iguais, reforma agrária e hoje continuam a luta do quilombo dentro de cada terreiro de Jurema Sagrada de Pernambuco.

No passar dos últimos 185 anos, assistimos a falsa “abolição da escravatura”, a luta por cidadania dos negros(as) e indígenas neste país. Vimos os movimentos negros crescerem e as lutas indígenas ocuparem gradativamente o cenário político. Assistimos o STF aprovar por unanimidade a legalidade das cotas raciais, e, antes deste fato, vivenciamos a efetivação das cotas para negros(as) e indígenas nas universidades. Vimos ainda o povo de terreiro de todo Brasil se levantar e partir para a luta por espaço político, se organizando em conferências nacionais de promoção da igualdade racial, cultura e direitos humanos entre outras. Muitos fatos de reversão histórica da posição desprivilegiada da população negra e indígena ainda estão em lento processo de consolidação, e Malunguinho, em seu cosmos, vivo na alma do povo do Catimbó, ajudou e ainda ajuda estas populações a sobreviverem a todas violações de direitos humanos, racismo e intolerância religiosa que nossa sociedade proporciona abertamente.

Nestes 185 anos, desde a morte de João Batista, último Malunguinho, o acolhimento, a defesa e a força de sua história ainda nos inspira a celebrá-lo pelos seus feitos que permeiam nossos cotidianos.

Nos últimos 19 anos o QCM – Quilombo Cultural Malunguinho, inspirado pela pesquisa do professor PhD Marcus Carvalho e pelo sonho do extermínio do racismo, resolveu trazer à tona a figura de Malunguinho como forma de revelar heróis negros e indígenas do Brasil. Estratégia de luta e resistência para o fortalecimento da auto-estima das populações negras e indígenas e povos tradicionais de terreiro, que sofrem sem grandes referenciais heroicas históricas. O QCM, que realiza diversas atividades entorno destes temas, mais uma vez celebra a memória de Malunguinho como nosso herói negro/indígena pernambucano, e também nosso patrono espiritual.

Em parceria com o Professor Dr. Marcus Carvalho (UFPE),  realizaremos o Seminário “Malunguinho – 185 anos vivo na alma de um povo”, em sua segunda edição quinquenal (evento que acontece de cinco em cinco anos para demarcar a importância histórica de Malunguinho e sua continuidade), com o objetivo de congregar os saberes acadêmicos sobre a história dos quilombos e resistências negras/indígenas em Pernambuco, com a tradição oral, a discussão sobre direitos humanos e racismo religioso, meio ambiente, história e os saberes tradicionais do povo de terreiro.

Esta atividade acontece fortalecida pela lei 13.298/07 (revogada pela lei estadual 16.241/17) da Semana da Vivência e Prática da Cultura Afro Pernambucana, a Lei Malunguinho, e suas demais leis municipais de mesmo teor e nome: 2.285/09 (de São Lourenço da Mata); 5591/2017 (de Olinda) e a 18.562/19 (de Recife).

Em ano de pandemia, devido COVID-19 não poderemos fazer nosso encontro presencial para garantir nossa segurança e saúde. Faremos uma live especial para todas e todos com informações qualificadíssimas acerca de Malunguinho, sua história e mito.

Sobô Nirê Mafá! Malunguinho Vive e Resiste!


Serviço:

Seminário Malunguinho – 185 anos vivo na alma de um povo

Dia 18 de Setembro de 2020

Horário: 19 às 21h

Palestra Magna: Prof. Dr. Historiador Marcus Carvalho, titular de história da UFPE e especialista no Catucá e Malunguinho.

Sessão virtual no canal de YouTube: https://www.youtube.com/c/AlexandreLOmiLOdò

Será dado certificado:

Enviar Nome completo, RG, E-mail e telefone para o WhatsApp: 81 99738-2278

*Só será dado certificado para pessoas que participarem efetivamente da Live colocando comentários do início ao fim do evento, sendo conferido ao final por nossa equipe.


Informações gerais em: www.qcmalunguinho.blogspot.com e www.alexandrelomilodo.blogspot.com


Nos sigam no instagram: @quilomboculturalmalunguinho | @alexandrelomilodo | @kipupa_malunuginho | @cmdoreismalunguinho


Alexandre L’Omi L’Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
Coordenação geral
alexandrelomilodo@gmail.com 

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Juremeiros no combate ao COVID-19



Juremeiros no combate ao COVID-19

O juremeiro Alexandre L’Omi L’Odò manda mensagem de apoio à todas e todos orientando sobre questões ligadas ao combate ao COVID-19 e à quarentena, que está sendo bem difícil e solitária para muitas pessoas. 

Com os terreiros fechados, seguindo as indicações de segurança da OAS e outras instituições dos governos, muitas pessoas estão com dificuldades em obter caminhos espirituais e fazerem seus rituais de fé, sendo essa uma grande dificuldade para auxiliar na superação deste momento de tantas incertezas e lutos.

L’Omi orienta para que haja maior cuidado com nossos idosos das religiões de matrizes matrizes africanas e indígenas, que são nossas bibliotecas vivas, nossos maiores patrimônios, e também com nossas crianças, os/as herdeirinhxs de nossa beleza ancestral, que continuarão nossas tradições e lutas. 

Alerta para que ninguém ouça o “presidente”, salientando a necessidade de criarmos a consciência política de que o método neoliberal, sanguinário e racista almejado pelo governo mata aqueles que mais precisam de auxílio, os que se encontram nas camadas mais baixas da pirâmide social. Como para eles o lucro dos empresários vale mais que a vida, não podemos cair nesse discurso de sacrificar trabalhadores em prol da economia, fiquemos todas e todos em casa para o bem da humanidade. 

O sacerdote roga que possamos emanar nossas melhores energias positivas para os cientistas, profissionais da área de saúde e demais trabalhadorxs que estão fora de casa pelo bem maior, neste momento assumem papel de grandes heróis e heroínas perante tamanha pandemia mortal.

Esse vídeo é uma oração, um pedido de paciência e uma forma de dar apoio à quem precisar. Sabemos que os dias tem sido confusos e frustrantes, contudo temos certeza que logo passará toda essa fase e celebraremos juntxs a vitória frente à este mal da saúde pública. 

Compartilhem, levem essa mensagem ao máximo de pessoas possíveis. O povo de terreiro que sempre foi conhecido como o mais acolhedor, hoje usa as redes sociais para reverberar todo amor contido dentro de suas casas. 

Essa é a mensagem da Casa das Matas do Reis Malunguinho, esta é nossa fala. Que ecoe em todo planeta, para que façamos a cada momento um mundo sem males para nossa cura e paz coletiva. 

Sobô Nirê Mafá!
Saúde e vamos superar juntxs o Corona Vírus!!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

domingo, 21 de julho de 2019

Projeto Giras Decoloniais realiza debate com mulheres sobre o texto “Crítica da Imagem Eurocêntrica” de Ella Shohat no mês de Oxum


Projeto Giras Decoloniais realiza debate com mulheres sobre o texto “Crítica da Imagem Eurocêntrica” de Ella Shohat no mês de Oxum

A Mostra Entremoveres e o projeto Giras Decoloniais do terreiro de Jurema Casa das Matas do Reis Malunguinho se unem para promover um dia de atividades decoloniais sob as perspectivas das mulheres. O grupo de estudos mensal acerca de questões da decoloneidade e anti-colonização num terreiro de Jurema, aproveita o momento em que as atividades religiosas na Jurema estão suspensas pelo fato de julho ser o mês de Oxum (na tradição nagô de Pernambuco), orixá do sacerdote da casa, para celebrar com as mulheres negras e indígenas o partilhar de debates intelectuais e antirracistas.

Oxum, orixá símbolo da feminilidade e da fertilidade leva então as Giras Decoloniais a se abrirem para construir em conjunto com a proposta da Mostra Entremoveres que está acontecendo no Museu da Abolição. A mostra, que faz parte de uma rede nacional chamada @trovoa_, tem como proposta a inclusão de artistas mulheres, racializadas, negras, índias, nas artes. Por isso, o grupo de estudos neste mês será ampliado com diversas atividades.

Confira a programação:

13h - Oficina de tinturas naturais com a artista urbana Maré

14h - Vivência As Folhas de Oxum com a aromaterapêuta Inalda Oliveira

15h - Turbantes e a tradição nagô com Obé Iná

16h - Roda de conversa sobre o livro Crítica da Imagem Eurocêntrica com Nathália Lopes

18h - Exibição do curta Simbiose sobre a parteira tradicional Dona Prazeres

19h – Encerramento com coco de roda

Serviço

Giras Decoloniais no mês da Oxum

Dia 27 de Julho
Das 13 às 19h
Local: Casa das Matas do Reis Malunguinho
Rua de São João, nº 340, Guadalupe, Olinda/PE
Contatos: 81 99525-7119

#CasadasMatasdoReisMalunguinho #GirasDecoloniais #Oxum #Mulheres #Feminismo #JuremaSagrada #MostraEntremoveres #AlexandreLomi2020 #Axé #Candomblé #PovodeTerreiro #Negras #Indígenas #Olinda


Alexandre L'Omi L'Odò
Sacerdote da Casa das Matas do Reis Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Acorda Povo de Olinda alegra Sítio Histórico com centenária procissão dedicada à São João e Xangô


Acorda Povo de Olinda alegra Sítio Histórico com centenária procissão dedicada à São João e Xangô

A Casa das Matas do Reis Malunguinho, tem a honra de dar continuidade ao centenário Acorda Povo preservado com muito zelo pela Mestra Ana Lucia do Coco.

No dia 23 de Junho de 2019 (domingo), a partir das 19h, haverá coco, forró pé de serra e Bacamarteiros Mandacaru em Frente à Casa das Matas, esquentando e preparando a procissão da Bandeira de São João/Xangô, que sairá às 00h em direção à casa do querido Barão das Olindas na Rua da Boa Hora, nas ladeiras da Cidade Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.

Consideramos uma missão da qual jamais abriremos mão, a preservação e continuidade de nossas tradições de fé deixadas pelos nossos antepassados negros e indígenas! A Mestra Ana Lucia do Coco, com honradez e sabedoria, segura com mão de ouro os saberes desse brinquedo tradicional. Ela, que merece ganhar o Prêmio do Patrimônio Vivo de Pernambuco, é a fonte viva desta cultura herdada de seus pais e avós.

Todas e todos podem participar e estão convidadxs. Ao final da procissão, haverá muito Coco com mestres e mestras da cultura popular. Vem sambar o Coco com a gente!!! Vai ser de axé!!

SERVIÇO:

Preparação para saída da Bandeira com apresentação de coco e forró pé de serra: dia 23 de Junho 2019 (domingo) das 19 às 00h na Casa das Matas do Reis Malunguinho – Rua de São João, nº 340, Olinda/PE.

Chegada da Procissão - 00h40min na Casa de Barão das Olindas – Rua da Boa Hora. Lá haverá coco e comidas típicas para os brincantes.

Informações e organização: 81 995257119 (WhatsApp) - Alexandre L'Omi L'Odò.

COMPARTILHEM!!

Se quiser saber mais sobre essa tradição, assista o documentário do Acorda Povo de Olinda 2018 e visite os links abaixo e leia preciosas informações:



1 - http://alexandrelomilodo.blogspot.com/…/acorda-povo-uma-tra…

2 - http://alexandrelomilodo.blogspot.com/…/acorada-povo-de-mae…


Alexandre L’Omi L’Odò
Casa das Matas do Reis Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

quarta-feira, 29 de maio de 2019

1ª Procissão dos Pretos e Pretas Velhas de Olinda foi registrada pela TV Globo Nordeste




1º Procissão dos Pretos e Pretas Velhas de Olinda foi registrada pela TV Globo Nordeste

A Casa das Matas do Reis Malunguinho, terreiro de Jurema Sagrada liderado pelo sacerdote Alexandre L’Omi L’Odò, teve a honra de realizar no dia 12 de Maio, das 17 às 21h, seu ato coletivo de reflexão sobre a incompleta abolição da escravatura e a luta contra o racismo em nossa sociedade.

Escolhemos o momento da festa dos Pretos e Pretas Velhas, para juntxs, celebrarmos a memória heroica desses e dessas que morreram lutando por liberdade, e que devido a elxs, hoje podemos ter nosso culto “livre”, para realizarmos essa gira de Jurema, dedicada à toda espiritualidade negra, que até os dias atuais, vêm nos ajudar, curar todos os males da vida e nos consolar nessa difícil caminhada contra as mazelas sociais deixadas pelo processo da escravidão no Brasil.

Dentre as atividades, foi realizada uma celebração da palavra, em memória à ancestralidade negra, que foi violentamente torturada no período da escravidão. Houveram cânticos específicos de luta contra o racismo e em louvor à ancestralidade afro indígena. Realizaremos a 1ª Procissão dos Pretos e Pretas Velhas de Olinda, que saiu de frente da Igreja do Rosário, em direção ao terreiro de Jurema Casa das Matas do Reis Malunguinho, levando para as ruas do sítio histórico de Olinda, cânticos e toques aos pretos e pretas velhas. A atividade, encerrou-se com a ceia da senzala (canjerê) e a gira de jurema, onde já dentro do terreiro, cantamos, dançamos e louvamos à todos pais e mães pretas, que espiritualmente vieram a terra para nos trazer paz, proteção e bons caminhos na vida.
A matéria da Globo encontra-se no link: https://globoplay.globo.com/v/7610123/

e na página de youtube de L'Omi: https://www.youtube.com/watch?v=k9AL0yZrojU 


A atividade foi realizada no terreiro de Jurema Casa das Matas do Reis Malunguinho na Rua de São João, nº 340, Guadalupe, Olinda/PE.

Para saber mais, seguem os contatos de nosso terreiro:

81 99525-7119


Visite e curta nossa página no Facebook: https://www.facebook.com/casademalunguinho

Visite e siga nosso Instagram: https://www.instagram.com/cmdoreismalunguinho

#CasadasMatasdoReisMalunguinho #FestadosPretosePretasVelhas #Canjerê #JuremaSagrada #Catimbó #13deMaioNãoéDiadeNegro #LutaContraoRacismo #Olinda #AlexandreLOmi2020 #QuilomboCulturalMalunguinho #IgrejadoRosáriodosHomensPretosdeOlinda #SantosNegros #AboliçãodaEscravatura #Racismo

Alexandre L’Omi L’Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

domingo, 5 de maio de 2019

Casa das Matas do Reis Malunguinho realiza 1ª Procissão dos Pretos e Pretas Velhas de Olinda


Convite
Festa dos Pretos e Pretas Velhas
Celebração à ancestralidade negra

A Casa das Matas do Reis Malunguinho, terreiro de Jurema Sagrada liderado pelo sacerdote Alexandre L’Omi L’Odò, tem a honra de convidar todas e todos para, no dia 12 de Maio, das 17 às 21h, participar de um ato coletivo de reflexão sobre a incompleta abolição da escravatura e a luta contra o racismo em nossa sociedade.

Escolhemos o momento da festa dos Pretos e Pretas Velhas, para juntxs, celebrarmos a memória heroica desses e dessas que morreram lutando por liberdade, e que devido a elxs, hoje podemos ter nosso culto “livre”, para realizarmos essa gira de Jurema, dedicada à toda espiritualidade negra, que até os dias atuais, vêm nos ajudar, curar todos os males da vida e nos consolar nessa difícil caminhada contra as mazelas sociais deixadas pelo processo da escravidão no Brasil.

Dentre as atividades, será realizada uma missa, em celebração à ancestralidade negra, que foi violentamente torturada no período da escravidão. Haverão cânticos específicos de luta contra o racismo e em louvor â ancestralidade afro indígena. Realizaremos a 1ª Procissão dos Pretos e Pretas Velhas de Olinda, que sairá de frente da Igreja do Rosário, em direção ao terreiro de Jurema Casa das Matas do Reis Malunguinho, levando para as ruas do sítio histórico de Olinda, cânticos e toques aos pretos e pretas velhas. A atividade, se encerrará com a ceia da senzala (canjerê) e a gira de jurema, onde já dentro do terreiro, cantaremos, dançaremos e louvaremos à todos pais e mães pretas, que espiritualmente vêm a terra para nos trazer paz, proteção e bons caminhos na vida.

Para participação neste ato, indicamos usar roupas completamente brancas. Salve os Pretos e Pretas velhas, símbolos de resiliência e compaixão antirracista.

Roteiro:

17h - Missa em celebração à ancestralidade negra
Local: Igreja do Rosário dos Homens Pretos de Olinda
Rua Alto do Rosário, Monte, Olinda/PE

18h – 1ª Procissão dos Pretos e Pretas Velhas de Olinda
Saída de Frente à Igreja do Rosário dos Homens Pretos de Olinda em sentido à Casa das Matas do Reis Malunguinho

19h – Festa dos Pretos e Pretas Velhas – Gira de Jurema em celebração à ancestralidade negra
Local: Casa das Matas do Reis Malunguinho
Rua de São João, nº 340, Guadalupe, Olinda/PE.

Informações:

81 99525-7119

Visite e curta nossa página no Facebook: https://www.facebook.com/casademalunguinho

Visite e siga nosso Instagram: https://www.instagram.com/cmdoreismalunguinho

#CasadasMatasdoReisMalunguinho #FestadosPretosePretasVelhas #Canjerê #JuremaSagrada #Catimbó #13deMaioNãoéDiadeNegro #LutaContraoRacismo #Olinda #AlexandreLOmi2020 #QuilomboCulturalMalunguinho #IgrejadoRosáriodosHomensPretosdeOlinda #SantosNegros #AboliçãodaEscravatura #Racismo

Alexandre L’Omi L’Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

domingo, 28 de abril de 2019

Bloco dos Catimbozeiros - Ano I



Bloco dos Catimbozeiros - Ano I

Registro audiovisual do primeiro desfile oficial nas ladeiras de Olinda do Bloco dos Catimbozeiros. Arrastamos inúmeras pessoas de terreiro, que unidxs, levantamos juntos a bandeira da paz, da luta contra o racismo e a intolerância religiosa. Foi um feito inédito e histórico no carnaval, afinal, esse é o primeiro bloco dedicado exclusivamente ao Povo de Terreiro de Pernambuco. Malunguinho triunfou com seu Calunga Gigante e o Maracatu Nação do Reis Malunguinho, levou seu baque forte para animar nosso cortejo. Este pequeno registro, mostra parte do nosso desfile. Curta e compartilhe coisas boas sobre nossa religião.

Ano que vem tem mais. Vamos fazer um grande desfile e festa em 2020. Sustenta o tombo!

Informações sobre gerais:

Bloco fundado por Alexandre L’Omi L’Odò, sacerdote juremeiro da Casa das Matas do Reis Malunguinho em 2019. Esse bloco tem a pretensão de ser uma das vozes do povo de terreiro no Carnaval de Pernambuco. A tradição da Jurema e do candomblé tem como uma de suas importantes práticas os rituais preparatórios para o carnaval, sendo assim, todas as manifestações de cultura popular que estejam ligadas ao sagrado afroindígena, cumprem um severo ritual comprometido com as entidades e divindades dos panteões religiosos dessas duas tradições. Esses ritos pedem proteção, paz, segurança, livramento de tudo que é de ruim nos dias de Momo. Então, temos nas ruas, abertamente, contatos com símbolos e objetos sagrados, preparados para cumprir a missão de defesa e prosperidade para os blocos, agremiações, maracatus, afoxés, bois, la ursas, etc.

O catimbó, em termos gerais, é a mesma coisa que a Jurema Sagrada, uma religião de matriz indígena do Nordeste do Brasil, que está presente em todo estado de Pernambuco, sendo em Recife e Região Metropolitana, a religião mais presente nos terreiros, sendo mais de 70% das casas, como aponta o senso realizado em 2010 pelo MDS e UNESCO. Esse termo, é profundamente estigmatizado na nossa sociedade, sempre ligado à coisas ruins, ao mal e à bruxaria. Não há consenso teórico que determine o significado desse termo indígena, contudo, o povo de terreiro sabe que catimbó é o ato de fumar cachimbo, ou o próprio cachimbo, elemento fundamental no culto da Jurema.

Para mudar a lógica de que nós somos o mal e educar nossa sociedade racista, o Bloco dos Catimbozeiros vai às ruas para levar alegria, fumaça, fé e proteção para o carnaval. Com muito catimbó, coco, maracatu e a presença ilustre do Calunga Gigante do Reis Malunguinho, as ladeiras de Olinda vão ser sacralizadas com todo axé e ciência do povo de terreiro, que tem em sua tradição, praticar o bem coletivo e curar os males de quem precisar.

A ideia é simples. Nos reunirmos em frente a Casa das Matas do Reis Malunguinho, todas e todos que são de terreiro, levando algum elemento religioso ligado à Jurema, como cachimbos, maracás, etc. Usar as roupas tradicionais e sair às ruas levando a bandeira da paz e da luta contra toda forma de racismo religioso. No meio deste contexto, depois de cumprimos nossas obrigações nas ladeiras de Olinda, claro que celebraremos sambando muito coco de roda, maracatu, mazurca e tudo mais que faz parte da tradição de terreiro, em frente à Casa das Matas do Reis Malunguinho.

Informações sobre a saída do bloco em 2019:

Saída dia 4 de Março ao meio dia em ponto. O bloco será acompanhado pelo Maracatu Nação do Reis Malunguinho e o Calunga Gigante do Reis Malunguinho, ambos estreando nas ladeiras de Olinda.

Local: Casa das Matas do Reis Malunguinho - Rua de São João, n° 340, Largo do Amparo, Guadalupe/Olinda.

Ao final, será servido o tradicional mungunzá e sambado o coco de roda com mestres e mestras da cultura popular em frente ao terreiro.

Contatos: 81 99525-7119 (Tim e Sapp) – Alexandre L’Omi L’Odò, sacerdote responsável.

Alexandre L’Omi L’Odò
Sacerdote da Casa das Matas do Reis Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Bloco dos Catimbozeiros, evocando o respeito à diversidade religiosa nas ladeiras de Olinda

Estandarte oficial do Bloco dos Catimbozeiros. Saída dia 04/03 (segunda de carnaval, ao meio dia do Largo do Amparo.

Bloco dos Catimbozeiros
Release

Bloco fundado por Alexandre L’Omi L’Odò, sacerdote juremeiro da Casa das Matas do Reis Malunguinho em 2019. Esse bloco tem a pretensão de ser uma das vozes do povo de terreiro no Carnaval de Pernambuco. A tradição da Jurema e do candomblé tem como uma de suas importantes práticas os rituais preparatórios para o carnaval, sendo assim, todas as manifestações de cultura popular que estejam ligadas ao sagrado afroindígena, cumprem um severo ritual comprometido com as entidades e divindades dos panteões religiosos dessas duas tradições. Esses ritos pedem proteção, paz, segurança, livramento de tudo que é de ruim nos dias de Momo. Então, temos nas ruas, abertamente, contatos com símbolos e objetos sagrados, preparados para cumprir a missão de defesa e prosperidade para os blocos, agremiações, maracatus, afoxés, bois, la ursas, etc.

O catimbó, em termos gerais, é a mesma coisa que a Jurema Sagrada, uma religião de matriz indígena do Nordeste do Brasil, que está presente em todo estado de Pernambuco, sendo em Recife e Região Metropolitana, a religião mais presente nos terreiros, sendo mais de 70% das casas, como aponta o senso realizado em 2010 pelo MDS e UNESCO. Esse termo, é profundamente estigmatizado na nossa sociedade, sempre ligado à coisas ruins, ao mal e à bruxaria. Não há consenso teórico que determine o significado desse termo indígena, contudo, o povo de terreiro sabe que catimbó é o ato de fumar cachimbo, ou o próprio cachimbo, elemento fundamental no culto da Jurema.

Para mudar a lógica de que nós somos o mal e educar nossa sociedade racista, o Bloco dos Catimbozeiros vai às ruas para levar alegria, fumaça, fé e proteção para o carnaval. Com muito catimbó, coco, maracatu e a presença ilustre do Calunga Gigante do Reis Malunguinho, as ladeiras de Olinda vão ser sacralizadas com todo axé e ciência do povo de terreiro, que tem em sua tradição, praticar o bem coletivo e curar os males de quem precisar.

A idéia é simples. Nos reunirmos em frente a Casa das Matas do Reis Malunguinho, todas e todos que são de terreiro, levando algum elemento religioso ligado à Jurema, como cachimbos, maracás, etc. Usar as roupas tradicionais e sair às ruas levando a bandeira da paz e da luta contra toda forma de racismo religioso. No meio deste contexto, depois de cumprimos nossas obrigações nas ladeiras de Olinda, claro que celebraremos sambando muito coco de roda, maracatu, mazurca e tudo mais que faz parte da tradição de terreiro, em frente à Casa das Matas do Reis Malunguinho.

Serviço:

Saída dia 4 de Março ao meio dia em ponto. O bloco será acompanhado pelo Maracatu Nação do Reis Malunguinho e o Calunga Gigante do Reis Malunguinho, ambos estreando nas ladeiras de Olinda.

Local: Casa das Matas do Reis Malunguinho - Rua de São João, n° 340, Largo do Amparo, Guadalupe/Olinda.

Ao final, será servido o tradicional mungunzá e sambado o coco de roda com mestres e mestras da cultura popular em frente ao terreiro.

Contatos: 81 99525-7119 (Tim e Sapp) – Alexandre L’Omi L’Odò, sacerdote responsável.

Alexandre L’Omi L’Odò
Sacerdote da Casa das Matas do Reis Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

Maracatu Nação do Reis Malunguinho - Histórico


Maracatu Nação do Reis Malunguinho
Histórico

Fundado em 2016, no bairro de Peixinhos, em Olinda/PE, o Maracatu Nação do Reis Malunguinho nasceu de uma missão dada pela divindade Malunguinho, ao discípulo/juremeiro Alexandre L’Omi L’Odò, mestre de baque e sacerdote da agremiação. Após L’Omi, ter tido uma forte “irradiação” espiritual, ao acompanhar o Maracatu Leão Coroado, sob a regência de Mestre Afonso Aguiar, em cortejo pelas ruas do Sítio Histórico de Olinda, recorreu à Jurema Sagrada para obter respostas sobre o que havia sido àquela reação espiritual tão forte, que quase o derrubou no chão. Para ele, “tal fenômeno era sem explicação cabível na espiritualidade”. Após consulta ao sagrado, pedindo respostas aos senhores mestres, o Reis Malunguinho manifestou seu desejo, mostrando-o como queria tudo, e o motivo pelo qual desejaria que ele e os filhxs do terreiro agissem dentro deste “brinquedo”. Neste ano, ele realizou os rituais de fundação do Maracatu dentro da Jurema, com rituais de consagração do bombo mestre, primeiro instrumento doado para a instituição, por Rodrigo Fernandes, mestre do Maracatômico.

Após aguardar respostas da espiritualidade, foram reveladas dentro das matas sagradas do Catucá o nome das quatro Calungas determinadas para serem as guardiãs do maracatu. Malunguinho convocou:

1 – Dona Maria do Acaes II – Maria Eugênia Gonçalves Guimarães (falecida em 1937) deixou um legado imenso reconhecido até hoje dentro dos terreiros de Jurema. Seu nome está ligado ao local onde nasceu e se criou, o Sítio do Acaes, terras no município de Alhandra/PB herdadas do seu tio avô, o último cacique da tribo Arataguí. Hoje ela é uma mestra que “baixa” nos terreiros, sendo muito reverenciada como alicerce moral e de grande força espiritual, considerada pelos juremeirxs como a maior mestra na história da religião. 

2 – Mãe Biliu de Manoel do Ororubá (Antônia Montes da Silva - filha de Iyemojá. Nascida em 30/08/1905, falecida em 08 de Agosto de 2012) Juremeira e sacerdotisa do candomblé, falecida com 107 anos no bairro da Mustardinha/Recife. Foi uma das mais importantes lideranças religiosas daquela região, sendo respeitada por todo povo de terreiro. Chegou a ser a mais velha juremeira viva de nosso tempo, levando com força e grande sabedoria seu terreiro, que está aberto e em funcionamento até hoje.

3 – Mãe Biu de Alhandra (Severina Chaves dos Santos) (nascida em 1935, falecida em 16/09/2015) Juremeira nascida no Acaes, viveu sua vida sacerdotal entre Pitimbú e Alhandra na Paraíba, sendo uma das mais sábias e célebres da Jurema. Foi uma das ultimas grandes rezadeiras e catimbozeiras das antigas raízes de Alhandra, sendo reconhecida em vida como mestra dos saberes ancestrais. 

4 – Reis Malunguinho - Patrono do Maracatu e da Casa das Matas do Reis Malunguinho. Divindade que na primeira metade do século XIX fora o mais importante líder quilombola na luta pela liberdade dos povos escravizados de Pernambuco. Foi o único herói negro deificado nas religiões de matrizes afroindígenas, considerado o patrono da Jurema Sagrada, pois só ele, se manifesta em quatro formas diferentes: reis, caboclo, mestre e trunqueiro/exu. Nas Cidades da Jurema e nos terreiros, Malunguinho cumpre sua mesma missão ancestral - defender seu povo, dando continuidade à luta do Quilombo do Catucá.

Em 2018, foi realizada a Consagração pública do baque do maracatu no XIII Kipupa Malunguinho, ocorrido no dia 23 de setembro. Essa foi sua primeira apresentação como instituição oficial. O baque foi recebido pelo Maracatu Nação Malunguinho de Abreu e Lima, fundado em 2017 no XII Kipupa, cujo mestre é Aldene Nascimento, amigo e parceiro de longas datas nas lutas pela cultura popular. Neste momento, foram apresentadas pela primeira vez as quatro Calungas ao público.

No dia 4 de Março de 2019, segunda feira de carnaval, ao meio dia em ponto, será seu primeiro desfile oficial nas ladeiras de Olinda. Seguirá junto com o Bloco dos Catimbozeiros, que também desfila pela primeira vez no carnaval acompanhados pelo calunga gigante do Reis Malunguinho.

As orientações espirituais e éticas que alicerçam este maracatu, serão obedecidas irrestritamente, sendo elas: que o Maracatu deve ser Nação (religioso); que não crie disputas com grupos da cultura afroindígena e popular; que seu baque evoque e louve os ancestrais; que a instituição sirva pra ajudar os povos tradicionais, empobrecidos e demais minorias; que mantenha as tradições antigas de terreiro do maracatu, respeitando e seguindo os rituais deixados pelos nossos mais velhos; lutar com uma perspectiva decolonial, combatendo o racismo, a intolerância religiosa, a LGBTTI+fobia e demais formas de opressão, se posicionando sempre ao lado dos herdeiros da senzala, e nunca da Casa Grande.

Com fé, ciência, fumaça, baque forte, decoloneidade, retorno às origens e respeito aos mais velhos, o Maracatu Nação do Reis Malunguinho é a continuidade da luta do Quilombo do Catucá!

Sobô Nirê Mafá Reis Malunguinho!!
Trunfa Riá!
Nosso baque é forte e tem ciência!

Alexandre L’Omi L’Odò
Mestre de Baque e coordenador
alexandrelomilodo@gmail.com

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Projeto Giras Decoloniais levará conteúdo qualificado de formação intelectual para povo de terreiro

Cartaz do primeiro ciclo de debates das Giras Decoloniais.

Projeto Giras Decoloniais levará conteúdo qualificado de formação intelectual para povo de terreiro

As Giras Decoloniais é um projeto criado por Alexandre L’Omi L’Odò, sacerdote da Casa das Matas do Reis Malunguinho, para dar continuidade ao seu trabalho como educador decolonial desde final da década de 1990 quando ensinava língua, historia e cultura yorùbá, percussão e teologia da Jurema. Em 2004 participou da fundação do Grupo de Estudos Malunguinho, criado para dar visibilidade histórica, sociológica e “teológica” à Jurema Sagrada, iniciativa que se desdobrou na criação do QCM – Quilombo Cultural Malunguinho.

Após larga experiência dando aulas, oficinas, cursos, workshops em terreiros, escolas, universidades, congressos nacionais e internacionais e eventos promovidos por movimentos sociais, negros e de cultura popular, o historiador e mestre em ciências da religião retoma suas atividades com objetivo de formar especialmente pessoas de terreiro e interessadxs na construção de um entendimento epistemológico livre das algemas brancas do pensamento ocidental, contribuindo para a eliminação do racismo e da intolerância religiosa na nossa sociedade.

Serão realizadas trocas de saberes através da tradição oral e de uma bibliografia ampla, trazendo para o centro dos debates/aulas o que existe de mais sofisticado nas discussões afroindígenas no mundo. Sacerdotes/sacerdotisas que atuam também como professores tanto em escolas quanto em universidades serão convidados para compartilhar seus conhecimentos conosco. Ademais, serão oferecidas oficinas de percussão e língua yorùbá. Todas as atividades serão efetuadas no espaço sagrado do terreiro como forma de re-conectar nossas cabeças e corpos a uma metodologia pedagógica essencialmente decolonial, contudo, também haverá atividades em outros espaços.

Todos os encontros acontecerão das 14:00h as 18:00h, com lotação de até 30 (trinta) pessoas. Será cobrada uma contribuição financeira. O conteúdo programático de cada mês será disponibilizado em nossas redes sociais (página do terreiro no facebook) ao fim de cada encontro. Para participar é necessário fazer a inscrição enviando o nome completo, instituição que representa e contato de whatsapp através do e-mail casadasmatasdoreismalunguinho@gmail.com. Programe-se e venha indo-empretecer seu pensamento. Calendário geral de 2019:

FEV: 23 - Giras Decoloniais: Leitura e debate do texto “A tradição viva” de Amadou Hampaté Bá.

MAR: 30 - Giras Decoloniais.
ABR: 27 - Giras Decoloniais.
MAI: 25 - Giras Decoloniais.
JUN: 29 - Giras Decoloniais.
JUL: 21 - Giras Decoloniais.
AGO: 31 - Giras Decoloniais.
SET: As Giras Decoloniais serão substituídas pela Semana Estadual da Vivência e Prática da Cultura Afro Pernambucana. Lei Malunguinho-13.298/2007.
OUT: 26 - Giras Decoloniais.
NOV: 30 - Giras Decoloniais.

Rua de São João, n° 340, Guadalupe -Olinda/PE. No Largo do Amparo, Sítio Histórico de Olinda.

Contatos: 81 995257119 e 81 988871496


Alexandre L’Omi L’Odò
Sacerdote da Casa das Matas do Reis Malunguinho

alexandrelomilodo@gmail.com