domingo, 28 de abril de 2019

Bloco dos Catimbozeiros - Ano I



Bloco dos Catimbozeiros - Ano I

Registro audiovisual do primeiro desfile oficial nas ladeiras de Olinda do Bloco dos Catimbozeiros. Arrastamos inúmeras pessoas de terreiro, que unidxs, levantamos juntos a bandeira da paz, da luta contra o racismo e a intolerância religiosa. Foi um feito inédito e histórico no carnaval, afinal, esse é o primeiro bloco dedicado exclusivamente ao Povo de Terreiro de Pernambuco. Malunguinho triunfou com seu Calunga Gigante e o Maracatu Nação do Reis Malunguinho, levou seu baque forte para animar nosso cortejo. Este pequeno registro, mostra parte do nosso desfile. Curta e compartilhe coisas boas sobre nossa religião.

Ano que vem tem mais. Vamos fazer um grande desfile e festa em 2020. Sustenta o tombo!

Informações sobre gerais:

Bloco fundado por Alexandre L’Omi L’Odò, sacerdote juremeiro da Casa das Matas do Reis Malunguinho em 2019. Esse bloco tem a pretensão de ser uma das vozes do povo de terreiro no Carnaval de Pernambuco. A tradição da Jurema e do candomblé tem como uma de suas importantes práticas os rituais preparatórios para o carnaval, sendo assim, todas as manifestações de cultura popular que estejam ligadas ao sagrado afroindígena, cumprem um severo ritual comprometido com as entidades e divindades dos panteões religiosos dessas duas tradições. Esses ritos pedem proteção, paz, segurança, livramento de tudo que é de ruim nos dias de Momo. Então, temos nas ruas, abertamente, contatos com símbolos e objetos sagrados, preparados para cumprir a missão de defesa e prosperidade para os blocos, agremiações, maracatus, afoxés, bois, la ursas, etc.

O catimbó, em termos gerais, é a mesma coisa que a Jurema Sagrada, uma religião de matriz indígena do Nordeste do Brasil, que está presente em todo estado de Pernambuco, sendo em Recife e Região Metropolitana, a religião mais presente nos terreiros, sendo mais de 70% das casas, como aponta o senso realizado em 2010 pelo MDS e UNESCO. Esse termo, é profundamente estigmatizado na nossa sociedade, sempre ligado à coisas ruins, ao mal e à bruxaria. Não há consenso teórico que determine o significado desse termo indígena, contudo, o povo de terreiro sabe que catimbó é o ato de fumar cachimbo, ou o próprio cachimbo, elemento fundamental no culto da Jurema.

Para mudar a lógica de que nós somos o mal e educar nossa sociedade racista, o Bloco dos Catimbozeiros vai às ruas para levar alegria, fumaça, fé e proteção para o carnaval. Com muito catimbó, coco, maracatu e a presença ilustre do Calunga Gigante do Reis Malunguinho, as ladeiras de Olinda vão ser sacralizadas com todo axé e ciência do povo de terreiro, que tem em sua tradição, praticar o bem coletivo e curar os males de quem precisar.

A ideia é simples. Nos reunirmos em frente a Casa das Matas do Reis Malunguinho, todas e todos que são de terreiro, levando algum elemento religioso ligado à Jurema, como cachimbos, maracás, etc. Usar as roupas tradicionais e sair às ruas levando a bandeira da paz e da luta contra toda forma de racismo religioso. No meio deste contexto, depois de cumprimos nossas obrigações nas ladeiras de Olinda, claro que celebraremos sambando muito coco de roda, maracatu, mazurca e tudo mais que faz parte da tradição de terreiro, em frente à Casa das Matas do Reis Malunguinho.

Informações sobre a saída do bloco em 2019:

Saída dia 4 de Março ao meio dia em ponto. O bloco será acompanhado pelo Maracatu Nação do Reis Malunguinho e o Calunga Gigante do Reis Malunguinho, ambos estreando nas ladeiras de Olinda.

Local: Casa das Matas do Reis Malunguinho - Rua de São João, n° 340, Largo do Amparo, Guadalupe/Olinda.

Ao final, será servido o tradicional mungunzá e sambado o coco de roda com mestres e mestras da cultura popular em frente ao terreiro.

Contatos: 81 99525-7119 (Tim e Sapp) – Alexandre L’Omi L’Odò, sacerdote responsável.

Alexandre L’Omi L’Odò
Sacerdote da Casa das Matas do Reis Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

terça-feira, 16 de abril de 2019

Alexandre L'Omi L'Odò oferece importantes reflexões para o povo de terreiro no TVPEnoAR



Alexandre L'Omi L'Odò oferece importantes reflexões para o povo de terreiro no TVPEnoAR.

L'Omi, historiador, cientista das religiões e sacerdote juremeiro, desenvolve um trabalho fundamental na luta contra o racismo e a intolerância religiosa em Pernambuco. Nessa entrevista, o abalizado professor, diz: "Tem uma lacuna interna profunda da nossa própria identidade indígena e negra". Sendo assim, essa entrevista realizada por Guitinho do Xambá, serve como conteúdo de reflexão para toda sociedade, repassando importantes dados a serem conhecidos e provocando-nos à criticidade.

Vale a pena ver a entrevista completa compartilhar.

Compartilhe coisas boas da nossa religião. Vamos ocupar a internet com informação de qualidade. Axé e salve a Jurema!

#AlexandreLomiLodò #QuilomboCulturalMalunguinho #TVPEnoAr #JuremaSagrada #PovodeTerreiro #IntolerânciaReligiosa #Xangô #Catimbó #LutaPolítica  #AlexandreLomi2020

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

quinta-feira, 21 de março de 2019

Malunguinho agora é Lei em Recife!


Malunguinho agora é Lei em Recife!!

Que felicidade saber que Malunguinho está oficialmente homenageado em uma lei municipal no Recife - a Lei Municipal da Vivência e Prática da Cultura Afro-indígena.

Obrigado ao vereador do Psol Ivan Moraes Filho e toda sua equipe, por ter proposto essa lei que foi fruto de largo processo de luta do Quilombo Cultural Malunguinho em anos passados, na perspectiva de aprová-la na ALEPE. Orgulho em ter podido ir algumas vezes em seu gabinete debater e falar como pensava essa lei reelaborada, a partir da 13.298/07. Axé e Sobô Nirê Mafá!! Trunfa Riá!!

Agora podemos desfrutar no Recife, da possibilidade real de realizarmos ações anti-racistas e em prol do respeito e valorização das culturais afro indígenas na capital de Pernambuco. As matas se abrem e os ancestrais celebram essa vitória nossa!

quinta-feira, 14 de março de 2019

Defesa de mestrado sobre o terreiro de Jurema Casa das Matas do Reis Malunguinho


Defesa de dissertação de mestrado sobre o terreiro de Jurema Casa das Matas do Reis Malunguinho 

Território Encantado: o devir quilombola e a cosmopolítica afro-indígena brasileira.

Com muito orgulho e honra, a nossa Casa das Matas do Reis Malunguinho foi pela primeira vez, registrada em uma pesquisa acadêmica de mestrado, cujo defesa será dia 20/03, em Porto Alegre/RS. Esse axé, essa força que vem das Matas sagradas é enorme, e, nos enche de alegria ao podermos compartilhar um pouco de nossa luta com este universo tão excludente. Nossa casa é "nova", mas nossa luta vem de longe... somos a continuidade do Catucá.

Quem defenderá esse trabalho epistemologicamente decolonial, será um querido guerreiro negro, Cledisson Junior, um intelectual da causa anti-racista. Isso nos enche de alegria e esperança, pois teremos, após aprovação, mais um homem negro e de consciência negra, ocupando um lugar no racista percentual de 5% da sociedade brasileira que tem mestrado e doutorado.

Que a Jurema Sagrada e o Reis Malunguinho lhe defenda e lhe dê mais e mais vitórias na vida. Você nos representa, pois somos do mesmo bando, o bando do Reis da Mata!
Sobô Nirê Mafá!

Resumo da dissertação:

Esta dissertação é o resultado de uma pesquisa etnográfica realizada na Casa das Matas do Reis Malunguinho, um terreiro de Jurema Sagrada, localizado no município de Olinda, estado de Pernambuco. Este trabalho reivindica para si um exercício conceitual acerca dos limites que a noção de território anuncia como também propõe um debate sobre o conceito de território tendo como referência experiências de vida e perspectivas de povos e comunidades tradicionais. O objetivo desta dissertação é promover um debate conceitual com o propósito de mediar três importantes concepções diretamente associadas à vida em comunidades de terreiros que são território, temporalidade e poder. A Jurema Sagrada é um projeto societário, um projeto que articula em seu interior e para fora dele à luta por território e garantia de direitos. A potência da Jurema Sagrada se encontra no desvio, na dobra, sua ciência é resultado de séculos de conhecimentos produzidos nas frestas do mundo, sua manutenção e sobrevivência se dão na reinvenção do viver, em sua capacidade de adaptação, de remontagem, sua batalha não se dá em campo aberto, sua tática é a guerrilha.



Alexandre L'Omi L'Odò
Sacerdote da Casa das Matas do Reis Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Bloco dos Catimbozeiros, evocando o respeito à diversidade religiosa nas ladeiras de Olinda

Estandarte oficial do Bloco dos Catimbozeiros. Saída dia 04/03 (segunda de carnaval, ao meio dia do Largo do Amparo.

Bloco dos Catimbozeiros
Release

Bloco fundado por Alexandre L’Omi L’Odò, sacerdote juremeiro da Casa das Matas do Reis Malunguinho em 2019. Esse bloco tem a pretensão de ser uma das vozes do povo de terreiro no Carnaval de Pernambuco. A tradição da Jurema e do candomblé tem como uma de suas importantes práticas os rituais preparatórios para o carnaval, sendo assim, todas as manifestações de cultura popular que estejam ligadas ao sagrado afroindígena, cumprem um severo ritual comprometido com as entidades e divindades dos panteões religiosos dessas duas tradições. Esses ritos pedem proteção, paz, segurança, livramento de tudo que é de ruim nos dias de Momo. Então, temos nas ruas, abertamente, contatos com símbolos e objetos sagrados, preparados para cumprir a missão de defesa e prosperidade para os blocos, agremiações, maracatus, afoxés, bois, la ursas, etc.

O catimbó, em termos gerais, é a mesma coisa que a Jurema Sagrada, uma religião de matriz indígena do Nordeste do Brasil, que está presente em todo estado de Pernambuco, sendo em Recife e Região Metropolitana, a religião mais presente nos terreiros, sendo mais de 70% das casas, como aponta o senso realizado em 2010 pelo MDS e UNESCO. Esse termo, é profundamente estigmatizado na nossa sociedade, sempre ligado à coisas ruins, ao mal e à bruxaria. Não há consenso teórico que determine o significado desse termo indígena, contudo, o povo de terreiro sabe que catimbó é o ato de fumar cachimbo, ou o próprio cachimbo, elemento fundamental no culto da Jurema.

Para mudar a lógica de que nós somos o mal e educar nossa sociedade racista, o Bloco dos Catimbozeiros vai às ruas para levar alegria, fumaça, fé e proteção para o carnaval. Com muito catimbó, coco, maracatu e a presença ilustre do Calunga Gigante do Reis Malunguinho, as ladeiras de Olinda vão ser sacralizadas com todo axé e ciência do povo de terreiro, que tem em sua tradição, praticar o bem coletivo e curar os males de quem precisar.

A idéia é simples. Nos reunirmos em frente a Casa das Matas do Reis Malunguinho, todas e todos que são de terreiro, levando algum elemento religioso ligado à Jurema, como cachimbos, maracás, etc. Usar as roupas tradicionais e sair às ruas levando a bandeira da paz e da luta contra toda forma de racismo religioso. No meio deste contexto, depois de cumprimos nossas obrigações nas ladeiras de Olinda, claro que celebraremos sambando muito coco de roda, maracatu, mazurca e tudo mais que faz parte da tradição de terreiro, em frente à Casa das Matas do Reis Malunguinho.

Serviço:

Saída dia 4 de Março ao meio dia em ponto. O bloco será acompanhado pelo Maracatu Nação do Reis Malunguinho e o Calunga Gigante do Reis Malunguinho, ambos estreando nas ladeiras de Olinda.

Local: Casa das Matas do Reis Malunguinho - Rua de São João, n° 340, Largo do Amparo, Guadalupe/Olinda.

Ao final, será servido o tradicional mungunzá e sambado o coco de roda com mestres e mestras da cultura popular em frente ao terreiro.

Contatos: 81 99525-7119 (Tim e Sapp) – Alexandre L’Omi L’Odò, sacerdote responsável.

Alexandre L’Omi L’Odò
Sacerdote da Casa das Matas do Reis Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

Maracatu Nação do Reis Malunguinho - Histórico


Maracatu Nação do Reis Malunguinho
Histórico

Fundado em 2016, no bairro de Peixinhos, em Olinda/PE, o Maracatu Nação do Reis Malunguinho nasceu de uma missão dada pela divindade Malunguinho, ao discípulo/juremeiro Alexandre L’Omi L’Odò, mestre de baque e sacerdote da agremiação. Após L’Omi, ter tido uma forte “irradiação” espiritual, ao acompanhar o Maracatu Leão Coroado, sob a regência de Mestre Afonso Aguiar, em cortejo pelas ruas do Sítio Histórico de Olinda, recorreu à Jurema Sagrada para obter respostas sobre o que havia sido àquela reação espiritual tão forte, que quase o derrubou no chão. Para ele, “tal fenômeno era sem explicação cabível na espiritualidade”. Após consulta ao sagrado, pedindo respostas aos senhores mestres, o Reis Malunguinho manifestou seu desejo, mostrando-o como queria tudo, e o motivo pelo qual desejaria que ele e os filhxs do terreiro agissem dentro deste “brinquedo”. Neste ano, ele realizou os rituais de fundação do Maracatu dentro da Jurema, com rituais de consagração do bombo mestre, primeiro instrumento doado para a instituição, por Rodrigo Fernandes, mestre do Maracatômico.

Após aguardar respostas da espiritualidade, foram reveladas dentro das matas sagradas do Catucá o nome das quatro Calungas determinadas para serem as guardiãs do maracatu. Malunguinho convocou:

1 – Dona Maria do Acaes II – Maria Eugênia Gonçalves Guimarães (falecida em 1937) deixou um legado imenso reconhecido até hoje dentro dos terreiros de Jurema. Seu nome está ligado ao local onde nasceu e se criou, o Sítio do Acaes, terras no município de Alhandra/PB herdadas do seu tio avô, o último cacique da tribo Arataguí. Hoje ela é uma mestra que “baixa” nos terreiros, sendo muito reverenciada como alicerce moral e de grande força espiritual, considerada pelos juremeirxs como a maior mestra na história da religião. 

2 – Mãe Biliu de Manoel do Ororubá (Antônia Montes da Silva - filha de Iyemojá. Nascida em 30/08/1905, falecida em 08 de Agosto de 2012) Juremeira e sacerdotisa do candomblé, falecida com 107 anos no bairro da Mustardinha/Recife. Foi uma das mais importantes lideranças religiosas daquela região, sendo respeitada por todo povo de terreiro. Chegou a ser a mais velha juremeira viva de nosso tempo, levando com força e grande sabedoria seu terreiro, que está aberto e em funcionamento até hoje.

3 – Mãe Biu de Alhandra (Severina Chaves dos Santos) (nascida em 1935, falecida em 16/09/2015) Juremeira nascida no Acaes, viveu sua vida sacerdotal entre Pitimbú e Alhandra na Paraíba, sendo uma das mais sábias e célebres da Jurema. Foi uma das ultimas grandes rezadeiras e catimbozeiras das antigas raízes de Alhandra, sendo reconhecida em vida como mestra dos saberes ancestrais. 

4 – Reis Malunguinho - Patrono do Maracatu e da Casa das Matas do Reis Malunguinho. Divindade que na primeira metade do século XIX fora o mais importante líder quilombola na luta pela liberdade dos povos escravizados de Pernambuco. Foi o único herói negro deificado nas religiões de matrizes afroindígenas, considerado o patrono da Jurema Sagrada, pois só ele, se manifesta em quatro formas diferentes: reis, caboclo, mestre e trunqueiro/exu. Nas Cidades da Jurema e nos terreiros, Malunguinho cumpre sua mesma missão ancestral - defender seu povo, dando continuidade à luta do Quilombo do Catucá.

Em 2018, foi realizada a Consagração pública do baque do maracatu no XIII Kipupa Malunguinho, ocorrido no dia 23 de setembro. Essa foi sua primeira apresentação como instituição oficial. O baque foi recebido pelo Maracatu Nação Malunguinho de Abreu e Lima, fundado em 2017 no XII Kipupa, cujo mestre é Aldene Nascimento, amigo e parceiro de longas datas nas lutas pela cultura popular. Neste momento, foram apresentadas pela primeira vez as quatro Calungas ao público.

No dia 4 de Março de 2019, segunda feira de carnaval, ao meio dia em ponto, será seu primeiro desfile oficial nas ladeiras de Olinda. Seguirá junto com o Bloco dos Catimbozeiros, que também desfila pela primeira vez no carnaval acompanhados pelo calunga gigante do Reis Malunguinho.

As orientações espirituais e éticas que alicerçam este maracatu, serão obedecidas irrestritamente, sendo elas: que o Maracatu deve ser Nação (religioso); que não crie disputas com grupos da cultura afroindígena e popular; que seu baque evoque e louve os ancestrais; que a instituição sirva pra ajudar os povos tradicionais, empobrecidos e demais minorias; que mantenha as tradições antigas de terreiro do maracatu, respeitando e seguindo os rituais deixados pelos nossos mais velhos; lutar com uma perspectiva decolonial, combatendo o racismo, a intolerância religiosa, a LGBTTI+fobia e demais formas de opressão, se posicionando sempre ao lado dos herdeiros da senzala, e nunca da Casa Grande.

Com fé, ciência, fumaça, baque forte, decoloneidade, retorno às origens e respeito aos mais velhos, o Maracatu Nação do Reis Malunguinho é a continuidade da luta do Quilombo do Catucá!

Sobô Nirê Mafá Reis Malunguinho!!
Trunfa Riá!
Nosso baque é forte e tem ciência!

Alexandre L’Omi L’Odò
Mestre de Baque e coordenador
alexandrelomilodo@gmail.com

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Projeto Giras Decoloniais levará conteúdo qualificado de formação intelectual para povo de terreiro

Cartaz do primeiro ciclo de debates das Giras Decoloniais.

Projeto Giras Decoloniais levará conteúdo qualificado de formação intelectual para povo de terreiro

As Giras Decoloniais é um projeto criado por Alexandre L’Omi L’Odò, sacerdote da Casa das Matas do Reis Malunguinho, para dar continuidade ao seu trabalho como educador decolonial desde final da década de 1990 quando ensinava língua, historia e cultura yorùbá, percussão e teologia da Jurema. Em 2004 participou da fundação do Grupo de Estudos Malunguinho, criado para dar visibilidade histórica, sociológica e “teológica” à Jurema Sagrada, iniciativa que se desdobrou na criação do QCM – Quilombo Cultural Malunguinho.

Após larga experiência dando aulas, oficinas, cursos, workshops em terreiros, escolas, universidades, congressos nacionais e internacionais e eventos promovidos por movimentos sociais, negros e de cultura popular, o historiador e mestre em ciências da religião retoma suas atividades com objetivo de formar especialmente pessoas de terreiro e interessadxs na construção de um entendimento epistemológico livre das algemas brancas do pensamento ocidental, contribuindo para a eliminação do racismo e da intolerância religiosa na nossa sociedade.

Serão realizadas trocas de saberes através da tradição oral e de uma bibliografia ampla, trazendo para o centro dos debates/aulas o que existe de mais sofisticado nas discussões afroindígenas no mundo. Sacerdotes/sacerdotisas que atuam também como professores tanto em escolas quanto em universidades serão convidados para compartilhar seus conhecimentos conosco. Ademais, serão oferecidas oficinas de percussão e língua yorùbá. Todas as atividades serão efetuadas no espaço sagrado do terreiro como forma de re-conectar nossas cabeças e corpos a uma metodologia pedagógica essencialmente decolonial, contudo, também haverá atividades em outros espaços.

Todos os encontros acontecerão das 14:00h as 18:00h, com lotação de até 30 (trinta) pessoas. Será cobrada uma contribuição financeira. O conteúdo programático de cada mês será disponibilizado em nossas redes sociais (página do terreiro no facebook) ao fim de cada encontro. Para participar é necessário fazer a inscrição enviando o nome completo, instituição que representa e contato de whatsapp através do e-mail casadasmatasdoreismalunguinho@gmail.com. Programe-se e venha indo-empretecer seu pensamento. Calendário geral de 2019:

FEV: 23 - Giras Decoloniais: Leitura e debate do texto “A tradição viva” de Amadou Hampaté Bá.

MAR: 30 - Giras Decoloniais.
ABR: 27 - Giras Decoloniais.
MAI: 25 - Giras Decoloniais.
JUN: 29 - Giras Decoloniais.
JUL: 21 - Giras Decoloniais.
AGO: 31 - Giras Decoloniais.
SET: As Giras Decoloniais serão substituídas pela Semana Estadual da Vivência e Prática da Cultura Afro Pernambucana. Lei Malunguinho-13.298/2007.
OUT: 26 - Giras Decoloniais.
NOV: 30 - Giras Decoloniais.

Rua de São João, n° 340, Guadalupe -Olinda/PE. No Largo do Amparo, Sítio Histórico de Olinda.

Contatos: 81 995257119 e 81 988871496


Alexandre L’Omi L’Odò
Sacerdote da Casa das Matas do Reis Malunguinho

alexandrelomilodo@gmail.com

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Etapa Educativa do Kipupa 2018



Etapa Educativa do Kipupa Malunguinho 2018

Um grande sonho realizado. Pudemos materializar um antigo desejo pedagógico. Com realização do QCM – Quilombo Cultural Malunguinho, incentivo do FUNCULTURA e apoio da Prefeitura de Abreu e Lima, a Etapa Educativa do Kipupa, nas Matas Sagradas, foi realizada com total sucesso. Alunxs da EREM Cândido Duarte, sob coordenação do professor Rodrigo Correia, vivenciaram uma experiência educativa única com a história da cultura afro indígena, no antigo Quilombo de Malunguinho. Numa mistura de aula de história, passeio/trilha ecológica e contato com a tradição da Jurema, os mais de 40 participantes, desfrutaram de uma formação entusiasmante e rica de conteúdo, que contemplou a história dos malunguinhos, um aprofundamento nos estudos de geografia e biologia, troca de saberes sobre a luta contra o racismo e a intolerância religiosa, e, um debate sobre o papel da escola na formação de uma nova geração que saiba de forma aprofundada a história do Brasil.

Essa é a materialização da Lei Federal 11.645/08 e da Lei Estadual da Vivência e Prática da Cultura Afro Pernambucana 13.298/07, a lei Malunguinho, que desde antes de sua aprovação na ALEPE, já era executada na EREM Mariano Teixeira, pela querida mestra e professora Célia Cabral, e por nós do Quilombo Cultural Malunguinho, idealizadores de todo esse processo.

A Etapa Educativa do Kipupa, é uma preparação para a realização do grande evento final em homenagem à Malunguinho. Entendemos que sem educação, sem formação, não há motivos para festa.

Ano que vem, tem mais. Queremos levar outras escolas, grupos de estudos, pessoas interessadas, brincantes, pesqusadorxs, brincantes da cultura popular, etc., para vivenciar essa profunda imersão nos estudos afro indígenas decoloniais. Esse é o nosso trabalho e objetivo: formar e informar na cultura afro indígena. Sigamos firmes na luta. Vamos transformando mundos com informação qualificada.

#KipupaMalunguinho #EtapaEducativadoKipupa #Malunguinho #QuilomboCulturaMalunguinho #JuremaSagrada #AlexandreLomi2020 #EremCândidoDuarte #HistóriaAfroIndÍgena #Decoloneidade #Catimbó #CoisadeNegrx #MatasSagradasdoCatucá #Catucá #CasadasMatasdoReisMalunguinho #AbreueLima #PitangaII

Alexandre L’Omi L’Odò
Coordenador Geral do Kipupa Malunguinho
www.qcmalunguinho.blogspot.com

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Quilombo Cultural Malunguinho repudia candidatura de Bolsonaro


O Quilombo Cultural Malunguinho repudia a candidatura de Bolsonaro! Vamos dizer sim juntos à Haddad 13!

É hora de darmos um basta ao crescimento do racismo e da intolerância. Nada justifica um voto no ódio. Temos que cuidar do futuro de nosso Povo, portanto, Ver um(a) membro de nossas tradições apoiando o lado que quer destruir-nos, deve ser motivo imediato para um diálogo crítico para a mudança dessa postura equivocada de nossos irmão(ãs).

Vamos lutar juntxs contra todo o mal que quer assolar o Brasil. Nós votamos em Haddar 13 com total confiança e criticidade, para dar uma esperança à este país que necessita de amor, não de armas, tortura, homofobia, racismo, intolerância e militarismo.

Vem com a gente, não tenha vergonha de mudar seu voto. Vamos dar a vitória ao melhor representante nesse pleito presidencial. O Povo de Terreiro está com Haddad, vem com a gente na força do axé para darmos esperança ao Brasil!

Toda fumaça para atrair boas energias para o lado do bem, nessa luta política. Sobô Nirê Mafá e Kolofé!

#Haddad #h13 #QuilomboCulturalMalunguinho #PovodeTerreirocomHaddad #AlexandreLomi2020

#EleNão #NãoaoRacismo #NãoàTortura #NãoàBolsonaro

Visite nosso site: www.qcmalunguinho.blogspot.com

Alexandre L'Omi L'Odò
Coordenador Geral do QCM - Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Semana Estadual da Vivência e Prática da Cultura Afro Pernambucana - Malunguinho na Escola


SEMANA ESTADUAL DA VIVÊNCIA E PRÁTICA DA CULTURA AFRO-PERNAMBUCANA 2018
LEI MALUNGUINHO - Lei 13.298/07

EREM MARIANO TEIXEIRA
Av. Capitão Felipe Ferreira, s/n, Vila Cardeal Silva, Areias

FONE: 31802745


PROGRAMAÇÃO

LOCAL: Biblioteca Clarice Lispector
HORÁRIO: 8h20 às 12h

DIA 14/09 (sexta feira)
8h20: Abertura
8h25: Lei Estadual 13298/07 (Lei Malunguinho); aluno do 3º ano D
8h35: Quilombo de Catucá e Malunguinho; Professora Andrea Medeiros e alunos do 3º ano B
8h55: Economia nos quilombos de Pernambuco; Professor Fabiano Santos e alunas do 2º ano E
9h15: Releitura: Coleção Velhas histórias, novas leituras de Inaldete Pinheiro de Andrade; com alunos do 2º ano B, 2º ano D e 3º ano D
9h30: Mestra Ana Lúcia do Coco e Raízes do Coco Bendengó;
Com aluna do 2º ano B
10h: Intervalo
10h25: Bojo da Macaíba, coco de roda de Pontezinha – PE;
Com alunos do 2º ano E
10h35: Caboclinhos Carajás do Recife; aluno do 2º ano A
10h45: Bacamarteiros Mandacaru; aluna do 3º ano A
11h: Grupo Bongar; aluna do 2º ano E
11h25: Maracatu Nação do Reis Malunguinho; Professora Célia Cabral
11h40: Considerações finais
(convidados, professores, coordenação e direção)



CONTAMOS COM A SUA PRESENÇA!!!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

sábado, 28 de julho de 2018

XIII Kipupa Malunguinho - Coco na Mata do Catucá 2018


XIII Kipupa Malunguinho – Coco na Mata do Catucá 2018

Com realização do QCM – Quilombo Cultural Malunguinho, e Casa das Matas do Reis Malunguinho, incentivo do FUNCULTURA – Fundo Estadual de Cultura de Pernambuco e apoio essencial da Prefeitura de Abreu e Lima, entre outros parceiros e parceiras, eis que as matas sagradas da Jurema, no Quilombo do Catucá, abrem-se mais uma vez pra receber seu povo no Festival XIII Kipupa Malunguinho – Coco na Mata do Catucá.

No dia 23 de Setembro de 2018, de 09 às 18h, em sua décima terceira edição, o maior encontro de juremeiros e juremeiras do Brasil, trará uma programação rica e diversa de religiosidade de matriz indígena e africana, com muitas novidades, além de seu caloroso grito por união, luta contra o racismo e intolerância religiosa.

Entre suas atividades:

1.    Teremos o tradicional ritual coletivo às entidades e divindades das matas, que a cada ano concedem muitas graças na vida de quem com fé, vai fazer suas oferendas e firmações conosco.
2.    A 2° Feira Preta - Malunguinho da Economia Solidária, que reunirá barracas com membros do povo de terreiro, que venderão artigos religiosos e artesanatos, instrumentos, livros, etc. Relacionados à Jurema e ao povo de terreiro e cultura tradicional em geral;
3.    O 2° Kipupinha, com atividades educacionais, organizadas pelo Ilé Orisanlá Talabí, com a presença da especial educadora Ebome Vanda Machado de Salvador/BA, que fará uma linda contação de histórias. Ainda, será montado um mini parque de diversão e será distribuído o tradicional “Cosme e Damião”, afinal, o Kipupa será do dia dedicado às crianças, dentro da tradição de matriz afro indígena;  
4.    Etapa Educativa do Kipupa – Serão realizadas três palestras de formação para alunos e alunas de escolas públicas e interessados com trilha ecológica na mata sagrada do Catucá. Esta atividade, será realizada por três diferentes palestrantes de renome, como Prof. Dr. Marcus Carvalho (UFPE), Profa. Célia Cabral (Célia Malunguinho), e um dos fundadores do evento, Prof. João Monteiro. Essa atividade, será realizada nos dias 17, 18 e 19 de Setembro, como parte da Semana Estadual da Vivência e Prática da Cultura Afro Pernambucana, Lei Malunguinho 13.298/07. Inscrições gratuitas pelo fone 81 99973-7826 e pelo e-mail: quilombo.cultural.malunguinho@gmail.com
5.    São realizados quatro shows de alto nível, todos de grupos e artistas da cultura popular, com grandes mestres e mestras do coco e da mazurca, como Grupo Bongar, Pandeiro do Mestre, Bojo da Macaíba e Mestra Ana Lucia do Coco.
6.    Serão realizados três cortejos no chão, pelo Grupo de Bacamarteiros Mandacaru, que abrirão o evento com a saraivada de tiros, comemorativos aos 183 anos de Malunguinho na Jurema. O Caboclinho Carijós do Recife, que dará as boas vindas com seu terno de caboclo para o público, e o Maracatu Nação do Reis Malunguinho, que realizará sua primeira apresentação pública.
7.    Será apresentado pela primeira vez ao público, o Calunga Gigante de Malunguinho, que será batizado e consagrado na força da Ciência no Kipupa. O Grande bonequeiro de Olinda, Sílvio Botelho, é quem irá nos presentear com essa grande homenagem ao Reis das Matas. O Calunga gigante, comporá o panteão dos bonecos gigantes de Olinda, sendo parte fundamental do Carnaval 2019, puxando a primeira saída do Bloco dos Catimbozeiros.

O Kipupa é o lugar das possibilidades espirituais. Lá, quem busca respostas, pode esbarrar em uma entidade que lhe revele os caminhos da vida... Lá, também, remédios podem lhe ser dados para a cura de todos os tipos. Nas matas sagradas, quem desejar sentir a força verdadeira das raízes da Jurema, vá com o coração limpo para receber a graça da força da natureza em sua mais pura essência. Pisar no chão, sentir o cheiro da fumaça da Jurema, beber seu sagrado vinho, sentir os tambores bater e vibrar na pisada do coco com todo povo de terreiro que se faz massiçamente presente, é uma chance de aprender e trocar saberes.  A espiritualidade Encantada, abraça todas e todos que a procuram, e no maior encontro de juremeiros e juremeiras do país, o que mais estará presente é a beleza dessa força milagrosa que transforma vidas.

Venha celebrar conosco a força da memória do Reis Malunguinho na Jurema Sagrada. O Nosso herói negro/índio pernambucano que com sua ciência mestra nos ensina a lutar juntos por união e amor entre os povos. O Kipupa é união, é coletividade e respeito, é resistência do Povo da Jurema. Vem kipupar!

Atrações artísticas:

Cortejos:

09h - Bacamarteiros Mandacaru
09:30h - Caboclinhos Carijós do Recife
10h - Maracatu Nação do Reis Malunguinho

Shows

12:30h - Mestra Ana Lúcia do Coco
13:30 - Bojo da Macaíba
15h - Pandeiro do Mestre
16h - Grupo Bongar

Homenageados do Prêmio “Mourão Que Não Bambeia”:

Mãe Jane de Egunitá
Pai Ivanildo de Oxóssi
Mãe Maria da Oxum (Goiana/PE)
Pai Hermes de Oxum

Informações gerais sobre o evento (leiam tudo para não terem dúvidas):

Evento gratuito. Para quem não vai em caravanas ou de carro, disponibilizamos ônibus que saem às 07h da manhã do Pátio do Carmo em Recife e do Nascedouro de Peixinhos, valos R$: 30 reais, que podem ser adquiridos no Mercado de São José, no box de Eliane. Ou, comprar nas mãos dos coordenadores. Os terreiro e grupos podem organizar suas caravanas individualmente.

ORIENTAÇÃO PARA OS MOTORITAS E AS MOTORISTAS: Quem vai de CARRO, KOMBI, VAN, ETC. A entrada é pela rua Capitão José Primo, tendo como ponto de referência o Terminal dos Kombeiros, na entrada de Caetés, no centro de Abreu e Lima. Todo o caminho estará sinalizado com banners nos postes e paredes. É só ficar atento, não há como se perder. Do centro de Abreu e Lima ao local do evento, que acontece no Sítio de Juarez Pé no Chão, são 11km de estrada de barro, que estará completamente plana, sem buracos e sem riscos.

ÔNIBUS DE ACESSO AO EVENTO: Cada terreiro organiza o seu transporte, vindo em caravana. Para quem não pertence a nenhum terreiro, pessoas organizarão ônibus individuais para atender o público que se interessa – entrar em contato no fone (81) 99973-7626, falar com Anne Cleide.

Os juremeiros e juremeiras devem ir com roupa tradicional da Jurema, homens de calça, camisa e chapéu. As mulheres de saias coloridas, torso ou chapéu. Levem seus cachimbos, maracás, ilús, pandeiros e todos os objetos que acharem necessário. Os ogans podem levar seus ilús. Vamos fazer uma festa bonita com o colorido tradicional da Jurema. Vamos manter vivas nossa raízes, a começar pelas roupas que são nossa identidade.

Quem desejar levar oferendas para Malunguinho fiquem a vontade, desde que sejam oferendas perecíveis, pois cuidamos muito da Mata Sagrada e não admitimos poluição no local. Portanto, confeitos, balas e doces: tirar das embalagens de plástico. Bebidas só o líquido é permitido oferecer (as garrafas recolher), Alguidares serão recolhidos após os atos de oferenda, Cigarro, é proibido deixar as piolas no chão. Animais não serão imolados no local. Favor respeitar todas estas regras do culto.

É PROIBIDO ACENDER VELAS DENTRO DA MATA. No altar de Malunguinho haverá local para firmarem seus pontos de luz.

O Kipupa é um evento cultural e religioso, e por estes motivos, quem não for da religião, favor não tirar camisa no local, não usar drogas, não entrar na mata para outros fins que não sejam louvar Malunguinho e a Jurema Sagrada. Estaremos atentos com vigilantes no local para manter o respeito à tradição da Jurema.

O Kipupa não é um “piquenique na mata”, portanto, não fiquem bêbados e não vão na intenção de arrumar qualquer tipo de problema, briga etc. Malunguinho estará recebendo suas oferendas juntos com as demais entidades e divindades. Cuidado...

Os fotógrafos profissionais que forem ao evento, assim como os que irão filmar, avisamos que todo material feito/captado no local deve ser repassado posteriormente (semana seguinte) em alta qualidade ao Quilombo Cultural Malunguinho, nas mãos de seus coordenadores. Não permitiremos fotografar sem esta condição.

No local haverá comida e bebida a vontade para vender. A comunidade da Mata do Engenho Pitanga II é nossa parceira e colocam bastante comida variada e de qualidade à venda. Portanto, não se preocupar com comida.

HAVERÁ AMBULÂNCIA (UTI MÓVEL) NO LOCAL E SEGURANÇAS.

HAVERÃO BANHEIROS QUÍMICOS PARA TODOS E TODAS.

HAVERÁ TRADUÇÃO EM LIBRAS PARA OS SURDOS E BANHEIROS QUÍMICOS PARA DEFICIENTES E IDOSOS.

As pessoas podem levar suas faixas e homenagens à Jurema e ao encontro sem nenhuma restrição.

É PROIBIDO USAR DORGAS OU FICAR BÊBADO NO EVENTO!

Sobô Nirê Mafá Reis Malunguinho!!
Trunfa Riá!!!

Contatos:

81. 98887-1496 (Oi) / 99525-7119 (Tim) / 99428-7898 (Vivo) / 99955-9951 (Tim)

  
Coordenação Geral: Alexandre L’Omi L’Odò – alexandrelomilodo@gmail.com

Palco e coordenação de produção: Ricardo Nunes – josericardo.nunes@hotmail.com

Equipe de produção: filhos e filhas da Casa das Matas do Reis Malunguinho

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
quilombo.cultural.malunguinho@gmail.com